sexta-feira, 23 de maio de 2014

Futebol, cerveja e sapatos, porque o feminismo é um porre

Como todo tipo de esquerdismo, o feminismo também é uma doença infantilizante. Quando é esquerdista, o sujeito passa a funcionar na base do eu quero-eu posso-me dá-senão-eu-tomo-ou-faço-beiço.

Tal qual crianças de até uns 3 ou 4 anos, o esquerdista-médio tem um sério problema em ouvir "não" e não possui o menor compromisso com a coerência ou a noção do ridículo. O acometido por tal enfermidade é capaz de dar um faniquito de manhã porque cercearam sua liberdade de expressão ao não deixar que fizesse um discurso defendendo a orgia em praça pública no meio de um chá beneficente de senhoras do Exército de Salvação, e de tarde exigir aos berros que uma rede de televisão seja retirada do ar porque uma jornalista disse algo que o incomodou.

Se um golpe é dado por um esquerdista, deixa de ser golpe, passa a ser "revolução", mas ao mesmo tempo se um direitista ou algo próximo disso resolve disputar uma eleição democrática contra um candidato de esquerda, este vira automaticamente um "golpista".

Os exemplos são fartos. Fazem eventos, comissões da verdade e sessões de carpideira por causa do regime militar, que acabou há 30 anos, mas celebram e defendem ditaduras como as de Cuba ou Venezuela, que prendem e matam opositores neste exato momento em que escrevo isto e neste exato momento em que você estiver lendo.

Nós, homens, temos mesmo eternamente algo de criança. Somos moleques crescidos. O tamanho e o preço dos brinquedos aumenta, mas mulheres e esportes continuam sendo obsessão. Só uma bela mulher pelada tira a atenção do homem de uma partida de futebol. Mas precisa ser uma que ele nunca tenha visto pelada, caso contrário o trabalho é maior. Digo isso na média, não é o meu caso, claro. Hehehe.

Continuando.

Nelson Rodrigues, aquele que a socialista morena agora deu pra dizer que era de esquerda, dizia que o ideal do feminismo é transformar a mulher em um macho mal acabado - por esta frase nota-se como ele era um revolucionário. E, como quase sempre, o mestre acertou.

O feminismo farofeiro, subproduto do marxismo farofeiro, incute na cabeça das mocinhas a idéia de que ser mulher é muito foda, mas você precisa ao mesmo tempo sentir vergonha de ser mulher. Paradoxo? Incoerência? Retorne aos primeiros parágrafos.

Mulheres gostam de elogios. Mas o feminismo coloca na cabeça delas que um "que linda" equivale a um "vou te estuprar, vadia" e ensina que ambos devem ser repudiados. Mulheres geralmente gostam de formar uma família, senão um monte de filhos, pelo menos ela e o bobalhão que ela escolheu para viver junto. Mas feministas dizem que é muito feio ser dona de casa. Mulheres gostam de ser vaidosas, aliás, mulheres SÃO vaidosas. Mas o feminismo diz que até raspar o sovaco é "opressão".

E mulheres adoram sapatos (ora, porra, até eu adoro sapatos). De salto alto, saltinho, baixos, tênis, sandálias, chinelos, pantufas. Mulheres adoram enfeitar seus belos pezinhos com estes acessórios criados há sei lá quantos milhares de anos para facilitar a caminhada. Qual é o problema? É fato também que mais mulheres gostam de sapatos do que de futebol - "11 babacas correndo atrás da bola", "11 não, meu amor, 22, porque são dois times", "ai que saco, até parece que eu ligo se é o dobro de babacas ou não" - ainda que algumas adorem futebol mais do que homens.

E prevendo a velha briga pelo controle remoto (isso, aliás, é assunto que dá outro texto) a cerveja Heineken anunciou uma liquidação de sapatos no mesmo horário do jogo final da Liga dos Campeões da Europa, tudo para que as namoradas deixem os caras em paz na hora do jogo.

Engraçado, espirituoso, não ofensivo sob qualquer forma normal de raciocínio, mas não adianta, VIVEMOS TEMPOS CHATOS e logo começou uma gritaria: machismo, estereótipo, absurdo!

Começaram a acusar a empresa de sexismo, mulheres se revoltaram dizendo que também gostam de futebol e que certos homens preferem sapatos, teve gente jurando que vai parar de beber a cerveja. Tudo porque é muito difícil entender as entrelinhas que dizem: se o homem preferir comprar sapatos na hora do jogo, que vá. Se a mulher preferir assistir o jogo do que comprar sapatos, que assista. Se ambos preferirem enfiar um sapato na boca antes de sair por aí enchendo o saco dos outros por insuficiência permanente no senso de humor, por favor, façam.

E sabe o pior? É ver esse nova subespécie humana, o "homem feminista" embarcando nessa com força. Sério, Homens feministas? Tem uns tão feministas que já praticamente viraram mulheres. Mas mulheres chatas, que fique bem claro.

As legais assistem futebol ou compram sapatos ou bebem cerveja ou fazem tudo isso junto ou não. Só não enchem o saco de ninguém.

P.S.: Na foto uma moça que falava de sapatos amiúde até achar que é estereótipo dizer que mulher adora sapato.

Link da notícia: http://vejasp.abril.com.br/blogs/pop/2014/05/22/heineken-faz-liquidacao-de-sapatos-femininos-na-final-da-liga-dos-campeoes-e-provoca-polemica-na-internet/


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