quarta-feira, 14 de maio de 2014

O PT em seu momento Regina

Em meados de abril deste ano, quando a presidente Dilma começou a despencar nas pesquisas, duas "ameaças" foram feitas pelo PT contra o país: uma foi o "volta Lula" e a outra foi a bolivarianização da campanha, forçando uma luta entre os pobres - representados pelos lulopetistas - e a "elite" - representada por qualquer um que ganhe de 2 a 200 salários mínimos mas não queira mais votar no partido.

A primeira ameaça parece adormecida, porque o líder da seita não tem certeza se a vitória será assim tão fácil e tem certeza de que o próximo mandato será um pesadelo, herança do desgoveno da Era da Mediocridade que dura há 3 mandatos.

A segunda ameaça começou a ser cumprida logo que foi feita. Visivelmente descontrolado, rosto vermelho, testa suada, cenho franzido, olhos injetados, perdigotos escapando pela boca, Lula passou a vociferar contra tudo e contra todos nos palanques pelo Brasil afora.

É a imprensa, a elite, a burguesia, os brancos, a classe média, os paulistas racistas, serve qualquer um para descontar a raiva devido às pesquisas mostrarem que o povo pode OUSAR desobedecer o coronel e votar em outro partido.

O resto do trabalho vai sendo feito pelas milícias pagas com dinheiro de estatais na internet, onde o discurso do "desemprego de FHC contra o pleno emprego de Lula", por exemplo, já começou. Esquecem que é um pleno emprego de salário mínimo, um que eles mesmos não se sujeitariam a receber, já que tanto tempo no poder deixou os hábitos da companheirada senão refinados, pelo menos caros.

Todo o tipo de estafeta seja em blogs, perfis falsos ou bobos da corte do Twitter estão tocando no mesmo tom: ricos contra pobres, nós contra eles.

Até que chegou a esperada propaganda do partido em rede nacional, a mágica que o gênio João Santana (o primeiro-ministro de fato do país) iria fazer para frear a queda livre da presidente que nada sabe, nada fez. E o que vimos?

Um vídeo com iluminação de filme de terror onde "conquistas" (mentira, claro, mas isso já é normal) do governo do PT são "ameaçadas" por um passo atrás que significaria uma vitória da oposição. O resumo é: vote no PT senão o homem do saco vem te pegar.

Não deixa de ser curioso esse tom, porque lembra muito outra propaganda eleitoral já famosa, da eleição de 2002, quando o PSDB, pressentindo o cheiro de derrota, fez um vídeo com a atriz Regina Duarte dizendo que tinha medo do PT e veiculou no horário gratuito.

A temática era mais ou menos a mesma: chegamos até aqui, não podemos perder tudo votando no Lula. A atriz foi defenestrada (sofre patrulha até hoje, mais de uma década depois, por ter ousado ser contrária à seita) e o PSDB acusado de "desespero" e de "disseminar o medo" no eleitor.

Não adiantou nada. O PT ganhou a eleição e o mote da festa da vitória foi "a esperança venceu o medo". Quem é que está com medo hoje? Quem está por aí espalhando o terror que nem uma Cassandra que abusou da pinga?

A seita lulopetista usa hoje a mesma tática que criticou no passado (tudo bem que isso não seja novidade, afinal eles também criticavam a corrupção e alguns caíram de boca no pote), esse anúncio cavernoso falando em volta ao passado nada mais é do que a versão petralha da Regina Duarte dizendo que tinha medo.

Regina foi visionária. O que aconteceu de 2003 para cá realmente é de dar medo. Adivinhou o futuro mas perdeu.

E o que vem pela frente caso o partido do superfaturamento, do mensalão, de Pasadena, do controle da mídia, dos blogs sujos pagos com o seu dinheiro, do chavismo tupiniquim, do desafio diário às instituições democráticas, do projeto de eternização no poder, da volta da inflação, do aparelhamento das estatais, da instigação do ódio entre os brasileiros, fora o resto, vença, dá muito mais medo ainda.

Torçamos para que esse momento Regina do PT também seja premonitório e que essa tentativa patética de levar o terror para a cabine de votação tenha o mesmo fim: a derrota.

Caso aconteça, não será apenas esperança a vencer o medo de fato, mas o Brasil decretando o fim de uma noite que já dura 12 anos.

E não existe noite que dure para sempre.




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