quarta-feira, 11 de junho de 2014

Cota, cota, cota

Me pedem para falar sobre essa história de cota de 20% de vagas para "afro-descendentes" em concursos públicos, mas sinceramente não tem muito mais o que falar sobre isso.

Primeiro porque é um assunto praticamente cristalizado na cabeça das pessoas. Quem é contra não vai mudar de opinião, quem é a favor por sentir culpa pelo que aconteceu quando não era nem nascido daqui a pouco arruma nova culpa-fake-histórica para sentir e vai defender quilombola-sem-terra-moleque-de-rua-marginal-etc., e quem se beneficia com isso dificilmente vai abrir mão da molezinha para mostrar por A+B que todo mundo é igual e a raça é humana, então chegamos ao ponto onde o debate torna-se infrutífero e vira briga de torcida.

Os próximos passos podem muito bem ser - e a malandragem dessa gente não me surpreenderia se chegasse a tanto - cotas para vereadores, deputados e senadores (não para candidaturas, mas para eleitos mesmo, um preto se elegeria com 20% dos votos de um branco e por aí vai), cotas para vencedores do BBB e até cotas para o prêmio da Mega Sena.

O PT usa isso para promover divisão na sociedade, ONGs "afro" usam isso para obter vantagens, gente que se acha culpada por tudo consegue mitigar o sentimento de que deve algo ao mundo, panacas bancam os bonzinhos-politicamente-corretos-defensores-do-mundo-melhor, políticos arrumam votos, enfim, todo mundo fica feliz, menos quem paga impostos e sustenta a farra que virou esse país, onde aproveitadores de toda sorte e todo tipo fazem de tudo para tirar o seu naco, seja em forma de cargo comissionado, seja em forma de propina, desvio e até uma vantagenzinha para passar num concurso.

O Brasil é uma festa, mas quem paga a conta não é chamado para participar.

Quando a "dívida histórica" fica mais impagável do que rotativo do cartão, o céu é o limite, já que a cara de pau não tem limite.
0 Comentários