quarta-feira, 4 de junho de 2014

Ditadores camaradas

Eles invariavelmente terminam acuados por uma multidão em um palácio ou, quando dão sorte, sentados no banco dos réus de um tribunal internacional.

Pelas perseguições implacáveis, pela censura, por sufocar a oposição, pela repressão, os abusos, roubos, pela servidão imposta aos cidadãos, pelo medo disseminado, a paranoia, o ódio entre pessoas do mesmo país, as torturas, assassinatos, pela fome, pelas injustiças, fora o resto, eles acabam pendurados de cabeça para baixo num posto de gasolina, estourando os próprios miolos, bebendo veneno, encontrados numa tubulação de esgoto para depois serem arrastados pela rua e linchados em praça pública, fuzilados, apedrejados, guilhotinados, enforcados com um saco na cabeça.

Seus nomes viram anátemas, seus descendentes se cobrem de vergonha, e por mais que tentem desesperadamente reescrever a história, ficam para sempre marcados como o lixo, a escória, a vergonha da humanidade.

E ainda assim um monte de cretinos e patifes pelo mundo afora tentam virar ditadores o tempo todo, acompanhados por hordas de palermas e espertalhões que pensam que a festa do autoritarismo e do saque ao dinheiro dos outros jamais terminará.

Mas termina. Pode demorar, mas termina.

Que isso sirva de aviso.


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