sexta-feira, 27 de junho de 2014

Eles querem tudo e depois ainda querem mais

Não basta que a maioria não saiba o que é um chão de fábrica há muitos anos, nem um dia de trabalho duro. Não basta que vivam em rodízios de churrasco aumentando as panças que ressaltam as gravatas vermelhas.

Não bastam as roupas de grife, as jóias, eletrônicos de última geração, viagens internacionais. Nem os carrões, as lanchas, os jatinhos, apartamentos e casas de praia, o séquito de seguranças e aquela vida mansa que só o dinheiro dos outros poderia proporcionar a incompetentes, malandros e gente sem outro talento que não o da enganação como eles.

Contam com a subserviência de grandes parcelas da imprensa, com a reverência pusilânime da classe artística comprada, com a pronta defesa por parte dos puxa-sacos que já vivem de migalhas ou ainda sonham em receber alguns restos atirados através da sala dos banquetes da companheirada que faz parte da cúpula.

Estão em ministérios, secretarias, assessorias, cargos comissionados, ganham muito bem e seu "trabalho" é passar o dia inteiro tendo o saco puxado pelos de baixo, puxando o saco dos de cima e difamando os que se colocam entre eles e a chave do cofre onde está o dinheiro do pagador de impostos.

São a "nata" da República (a nata da merda, diga-se a verdade, mas com os bolsos explodindo de dinheiro). A luloburguesia é uma classe de possuidores. Gente que se acostumou com tudo do bom e do melhor sem precisar fazer outro esforço que não contar mentiras, distorcer fatos e prometer o que não têm a menor intenção de cumprir.

Ainda que tenham tudo, querem mais. Querem ser donos da sua consciência, da sua vontade, do seu voto e até do seu pensamento. Querem ser donos do que chamam de "povo brasileiro" ou "povo de verdade".

Logo eles, que não andam de ônibus, nem de trem, não enfrentam uma fila do SUS, seus filhos não frequentam colégios do populacho, ou seja, que mal se lembram como é que o "povo" vive.

Mesmo sendo os principais responsáveis pela forma como vive esse povo.



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