quinta-feira, 5 de junho de 2014

Quem se cansa, perde

E uma juíza chavista levou três dias torturando o líder opositor, Leopoldo Lopez e mais alguns estudantes antes de determinar se todos iriam a julgamento acusados pelos terríveis crimes de tuitar contra a ditadura de Nicolás Maduro e ir às ruas pedir o fim do autoritarismo, da violência e do caos econômico na Venezuela.

Torturando porque até o passarinho que faz a brincadeira do copo e incorpora o Hugo Chávez para falar com Maduro já sabia que eles continuariam presos. Na Venezuela não há liberdade, democracia ou justiça. Só há, por enquanto, a pobreza, o desespero e o arbítrio.

Lula acha que lá tem democracia até demais. Eu acho que Lula e o PT sentem é vontade de nos presentear com esse caminhão de "democracia" chavista, o que dispenso totalmente.

Leopoldo se entregou à uma justiça corrupta num lance calculado. Se o regime cair, emerge como um grande líder, um preso político que sacrificou sua liberdade em nome do país. Trata-se, realmente, de um herói, mas seu pôquer é arriscado, pois se temos a certeza de que o chavismo não durará para sempre (e podem ter certeza disso), é difícil saber o quanto ainda durará.

Tenho tanta confiança num julgamento justo por aquelas bandas quanto tenho de que José Dirceu seria condenado com a atual composição do STF.

Mas, ao se entregar, Leopoldo enviou uma mensagem à Venezuela e ao mundo através de uma frase na camiseta que usava: El que se cansa, pierde.

Isso mesmo.

El que se cansa, pierde. O que numa tradução livre e mais didádica significa mais ou menos o seguinte: não dê um minuto de sossego para os filhos da puta bolivarianos, eles só prosperam enquanto você dorme.

Não desista. Nenhuma noite dura para sempre.



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