terça-feira, 22 de julho de 2014

A esquerda Disneylândia e o Uruguai

O sujeito propõe a liberação da maconha sob controle do Estado como forma de combater seu tráfico ilegal. Declara que ele mesmo não fuma e deixa claro que o objetivo da ação é tentar diminuir o uso e restringi-lo.

Mas os cérebros de x-larica com purê só captam duas palavras: liberação e maconha. Pronto, foi o que bastou para José Pepe Mujica virar o herói de tudo que é maconheiro, maluco beleza, revoluça e frequentador de Santa Teresa em geral.

Gente que até ontem achava que Punta del Este ficava na Ilha de Caras e que "oriental" era o dono da pastelaria (e não o gentílico adotado pelos cidadãos da República Oriental del Uruguay) resolveu virar fã de carteirinha do simpático e lindo país ao sul do Brasil.

Sempre disse que essa esquerda Disneylândia admira o Mujica por todos os motivos errados possíveis, mas eles sempre podem surpreender um pouco mais.

Com ordem de prisão preventiva decretada, uma advogada de black blocs, junto com um rapazinho que foi pego numa escuta telefônica se vangloriando por ter acertado um coquetel molotov num soldado da tropa de choque, entrou no consulado do Uruguai e os dois, mais a namoradinha menor de idade (!!!) do rapaz, pediram asilo político. Como se fossem cubanos ou venezuelanos, foram pedir ajuda ao corpo diplomático de outro país para fugir da perseguição que sofrem no Brasil, país com uma suprema corte funcionando (e maioria indicada pelo esquerdista PT), Congresso aberto, eleições regulares (período eleitoral comendo solto), enfim, nada parecido com uma ilha caribenha onde o poder passa de um irmão para o outro e opositores são atirados em masmorras.

Tudo bem que se dependesse do PT (ou do PSOL, partido queridinho dos black blocs) isso aqui já seria um cruzamento de Cuba com Kim Jong Il, mas ainda não é.

Dizia a advogada num dos dois vídeos divulgados na internet a partir do consulado que o presidente Mujica iria ajudar porque ele também foi um preso político. A intenção era clara: transformar a representação diplomática uruguaia no Rio de Janeiro numa espécie de palanque com imunidade, mais ou menos como Julian Assange faz com a embaixada do Equador na Inglaterra.

O circo na porta inclusive já estava armado, com militantes carregando cartazes, "advogados ativistas" dando entrevistas e a onipresente Mídia Ninja garantindo a transmissão pela internet.

Deram com os burros n'água. A cônsul do país avisou que o asilo não seria concedido e que eles deveriam deixar o consulado, não podendo nem mesmo passar a noite ali. Todos os "ativistas" (termo parecido com celebridade-DJ e ex-BBB, ou seja, que quer dizer que o sujeito não faz porra nenhuma) saíram do local homiziados no carro oficial da deputada Janira Rocha (aquela acusada de embolsar um pedaço dos salários dos seus assessores).

O resumo da ópera é: só porque o país "liberou a maconha" tudo que é lóki agora acha que vai fazer merda e pedir penico pro Uruguai.

Sorte que o governo uruguaio parece que ainda não começou a fazer uso do produto que o tornou popular nas "federais" do Brasil.



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