quarta-feira, 2 de julho de 2014

As "portas do inferno" na Terra Santa

Três garotos israelenses voltavam do colégio quando foram sequestrados por terroristas do Hamas. As Forças de Defesa de Israel (IDF na sigla em inglês) iniciaram imediatamente as buscas e depois de dias de procura encontraram os corpos dos três estudantes atingidos por tiros e queimados num terreno na Cisjordânia.

Enquanto o exército israelense recolhia os corpos, palestinos atiravam pedras neles e nos veículos que os transportavam. 

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que "nem o demônio inventou uma punição suficiente para assassinos de inocentes" e que o Hamas foi o responsável por tal crime e, como tal, o Hamas iria pagar. Líderes do grupo terrorista islâmico declararam que uma retaliação por parte de Israel "abriria as portas do inferno", como se o sequestro e o brutal assassinato de três jovens já não tivesse aberto tal porta.

Esse, aliás, é um dado curioso. Defensores do multiculturalismo e da genuflexão infinita do ocidente aos arroubos de aiatolás, mulás e demais assassinos e psicopatas muçulmanos gostam de dizer que precisamos ser tolerantes, que o islã é a "religião da paz" e que não podemos julgar todos pela minoria radical.

O problema é que a retórica que chega aos nossos ouvidos vêm sempre acompanhada de ameaças de "conversão forçada pela espada", de "transformação do ocidente num imenso califado", de "destruição dos infiéis", de "rios de sangue, bolas de fogo e portas do inferno". Imagens bem estranhas para uma religião que se diz "da paz".

Uma caricatura de Maomé causa assim mais indignação e prontos pedidos de desculpa por parte de ocidentais do que a CRUCIFICAÇÃO de cristãos em áreas dominadas pelos psicopatas do Islã. São a minoria? Sim. Mas numa religião seguida por mais de um bilhão de pessoas ao redor do mundo, ínfimos 10% já representariam 100 milhões de facínoras prontos para dizimar os "infiéis".

Outro problema é que nós não somos atingidos pela "maioria pacífica", que tampouco faz algo para frear e punir seus marginais religiosos. Cria-se uma perversa equação onde para não ofender os 80%, 90% de muçulmanos que não são assassinos e terroristas, tolera-se que 100% dos ocidentais estejam ao alcance de 10% de bestas em forma de gente.

Voltamos então ao assassinato dos três israelenses. O Estado Judeu prometeu retaliar e vai retaliar. Imediatamente surgirá a turma "do bem" condenando os "excessos" de Israel, dizendo que a resposta é "desproporcional" e colocando a culpa de tudo nos assentamentos, na presença dos judeus na região, na repressão, no muro que separa os territórios palestinos (e desde que foi construído impediu que ataques acontecessem em território israelense), etc., etc.

Mas desde que conquistou territórios árabes numa guerra que não iniciou, Israel já devolveu mais terras do que tinha tomado. Os assentamentos foram totalmente removidos da Faixa de Gaza, apenas para que aquele território se transformasse em campo de treinamento do Hamas e base de lançamento de foguetes contra cidades israelenses mais próximas, atingindo até escolas e hospitais.

Quando ocorrem negociações de paz, a cada concessão israelense surge uma nova exigência palestina, interrompendo novamente o processo. Muitas lideranças palestinas enriquecem com doações de ONGs e governos estrangeiros. Em nada lhes interessa um Estado para administrar sem um inimigo para culpar por seus problemas.

O que vários países árabes declaram sempre que podem? Que desejam a "destruição de Israel". Ora, essa não é uma exigência plausível, convenhamos. O Estado Judeu não pode atirar seus cidadãos ao mar somente para dar MAIS um pequeno pedaço de território a quem já tem o Oriente Médio inteiro.

Por isso a resposta de Israel jamais será "desproporcional" ou "exagerada". Se o inimigo mata um de seus cidadãos, você precisa atacá-lo com tamanha força que o faça pensar duas vezes antes de tentar algo de novo. Não se tem ali uma guerra convencional, mas um Estado democrático - Israel tem oposição, alternância de poder, imprensa livre, liberdade religiosa, liberdade de reunião e manifestação - lutando contra grupos terroristas que não querem outra coisa senão destruí-lo.

Não existem bonzinhos em uma guerra, não sou inocente de achar que a IDF são os "super-amigos" e os militantes palestinos a "liga do mal". Óbvio que existem crimes, excessos e atitudes deploráveis de lado a lado. A guerra brutaliza o ser humano e Israel vive em guerra permanente cercado por inimigos há mais de 60 anos. 

Mas quando quiser saber para qual lado você pode pender nessa questão ou antes que sinta aquela vontade irresistível de sair por aí berrando contra a "ditadura sionista", pense o seguinte: se tivesse que nascer necessariamente no Oriente Médio, mas pudesse escolher qual país, onde você preferiria? Arábia Saudita? Irã? Síria? Ou Israel?

Eu sei bem qual é a minha resposta.



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