quarta-feira, 23 de julho de 2014

Gente feia não entra, gente bonita também não, só pode entrar quem for pinguim

O politicamente correto é, definitivamente, uma moléstia que transforma massa cinzenta em recheio de coxinha de rodoviária (vai ver é por isso a fixação deles no salgado). Na cidade americana de Minneapolis, um bar resolveu adotar um dress-code (regras para a vestimenta dos frequentadores).

Segundo reportagem da KMSP-TV, a nova política do Bar Louie bane de suas dependências peças como bonés de aba reta, cordões grossos, calças arriadas mostrando cuecas, camisetas esportivas, entre outros itens que compõem aquele visual rolezinho que todo mundo no Brasil conhece bem.

Um bar é um estabelecimento privado, desde que não venda nada ilícito e não seja usado para a prática de crimes, deve estar sujeito apenas às leis do mercado. Tenho por convicção que o dono de qualquer estabelecimento pode vetar a entrada de qualquer pessoa por qualquer motivo bastando que ele queira. Sei que isso pode chocar as susceptíveis mentes politicamente corretas, mas é assim mesmo.

Se um cara quiser proibir a minha entrada numa boate porque eu sou branco ou estou de calça jeans e ele só aceita negros ou japoneses vestindo sarongues, o máximo que vou fazer é ir embora dali e levar meu dinheiro para outro lugar. E assim deve ser com qualquer um, de qualquer cor, vestido de qualquer jeito, em qualquer estabelecimento que não seja público. Ponto. Não gostou, vá ler o Sakamoto.

Como disse anteriormente, um negócio é sujeito às leis do mercado. Se alguma proibição começar a dar prejuízo, pode ter certeza que o dono do local vai mudar a regra. Se, ao mudar, os antigos "vetados" ainda assim não quiserem ir lá, no melhor estilo "agora quem não quer sou eu", problema do dono, vai se ferrar e aprender que é sempre bom fazer uma pesquisa de mercado antes de inventar moda.

Mas o fato é que o bar de Minneapolis não se ressentiu de tais proibições, pelo contrário, continua aberto e funcionando normalmente, o que leva á uma conclusão: existe um contingente de pessoas prontas a pagar para frequentar um estabelecimento que proíba bonés de aba reta, cordões grossos, calças arriadas mostrando cuecas, camisetas esportivas, etc., etc.

Quem quiser sair usando estas roupas, pode continuar a fazê-lo perfeitamente, DESDE que não vá no Bar Louie. Se, no entanto, a vontade de frequentar o local for muita, ele que vá vestido de acordo com as regras. Todo o resto é choro de criança mimada que acha que o mundo tem OBRIGAÇÃO de aturá-lo.

Só que a bizarrice do politicamente correto é tanta que eles não se contentaram em reclamar das restrições que foram escritas numa placa na frente do bar, resolveram ler nas entrelinhas e decretaram: este local é racista porque não aceita negros.

Como assim? Muita gente perguntou. Não está escrito em nenhum local que "negros são proibidos de entrar", se um branco chegar ali com swag pants vai ser barrado do mesmo jeito.

"Ah", os politicamente corretos berraram (eles nunca falam, só berram), "mas a descrição que ele deu é exatamente do tipo de roupa que negros usam".

Bingo! Então quer dizer que os guerreiros da tolerância, os defensores da diversidade, aqueles que dizem que todo mundo é rigorosamente igual, resolveram criar para si um "estereótipo" que identifique o que é "roupa de preto" só para acusar os OUTROS de racismo?

Sim, é isso mesmo.

Para a turma do bem, não existem negros de camisa polo, de terno e gravata, de blusa social de botão, com sapatos de cromo alemão, com roupa de bailarina, só existem negros estilo "Esquenta" da Regina Casé, de preferência com um CD pendurado no pescoço.

Tem algo mais racista do que isso?

Pra mim existe gente de bom gosto e gente de mau gosto. Adoraria que no Brasil houvesse a liberdade de se barrar qualquer um de qualquer lugar por qualquer motivo. Os lugares que apresentassem motivos esdrúxulos, ainda que permitissem a minha entrada, não veriam a cor do meu dinheiro. Pronto.

Mas o problema é que as pessoas não se contentam em ser como bem entendem, nem tampouco se contentam em que os outros respeitem seu direito de ser como são, elas precisam OBRIGAR que os outros GOSTEM delas e tenham uma convivência forçada.

Um bar, uma boate ou um clube não é um hospital público, uma escola do governo ou um metrô. Não são "necessidades" e muito menos "direitos", logo não devem ser obrigados a aceitar gente, bicho, vestimentas e nem qualquer outra coisa que não queiram.

Daqui a pouco o politicamente correto vai querer mandar até em quem as pessoas levam pra dentro do próprio quarto. Aliás, daqui a pouco não, já começaram, basta olhar por aí e perceber.

Link da notícia: http://www.theblaze.com/stories/2014/07/07/might-as-well-just-say-no-black-folks-allowed-bar-under-fire-for-racist-dress-code/




0 Comentários