terça-feira, 29 de julho de 2014

Não existe solução para a crise do Oriente Médio sem Israel

A Folha de São Paulo já tinha se rendido ao exotismo opinativo quando resolveu convocar para seu time de colunistas um sujeito como o líder dos "sem teto", Guilherme Boulos, alguém que definitivamente não tem nada para dizer que suas ações não digam de forma bem mais clara.

Mas nada é tão ruim que não possa piorar, ainda que o uso desse ditado batido já piore qualquer situação.

Neste dia 28 de Julho de 2014, a Folha de São Paulo publicou em sua sessão de colunas um texto que desde o seu título poderia muito bem ser publicado nas páginas de um imaginário Völkischer Beobachter contemporâneo ou mesmo no site da Al Manar. Dizia o seguinte, logo no título, a ignomínia: "Israel é uma aberração".

Pouco importa se depois aparece um pusilânime "os judeus, não", porque é como dizer que sua mãe é uma aberração, que não deveria nem existir, mas que você é legal. Ora bolas, um não existiria sem o outro.

O artigo começa dizendo que "inexiste solução para a crise do Oriente Médio que não inclua o fim do Estado de Israel". Pronto. Assim mesmo, no melhor estilo "faça as pazes com o seu vizinho incendiando sua própria casa".

Nem o Hamas poderia dizer algo melhor. Mas o autor pisa no acelerador e vai em frente na sua autobahn da insanidade: "Israel (...) é uma obra artificial, construída desde o início com mortes, expulsões, humilhações e convulsões", com o intuito de controlar o petróleo da região.

E prossegue com a mesma cantilena que qualquer esquerdopata de DCE repete desde que matava aula para fumar maconha no Ensino Médio: "sem o apoio político e material americano, Israel não duraria duas semanas."

E termina com a solução fácil (e inútil, fantasiosa, simplória e burra) que todo portador desse tipo de discurso geralmente adora: a "saída civilizada seria a construção de um Estado único onde árabes e judeus convivam em harmonia".

Nesse cipoal de baboseiras, o indivíduo desprezou a competência de uma das economias mais pujantes do mundo (a despeito de viver cercada por uma guerra permanente), de um país com importantes pesquisas científicas e tecnológicas, só para dizer, sem o menor pejo, que "sem o dinheiro americano Israel não duraria".

Pelo que se tem notícia ultimamente, a verdade é que sem o dinheiro iraniano não haveriam foguetes e sem o "dinheiro americano", não haveriam túneis do Hamas, que desviam o concreto destinado à reconstrução de Gaza para o escavamento de arapucas para suas atividades terroristas.

Dizer também que o problema do Oriente Médio é a existência do Estado Judeu significa ignorar o seu diminuto tamanho territorial comparado à imensidão de países islâmicos que o cercam. Sem contar a presença de descendentes palestinos na Jordânia que são nascidos e criados no país, ricos, membros da elite local, mas que se intitulam "refugiados" e pedem o "direito do retorno".

No Líbano essas pessoas são mantidas sem direitos civis, ainda que o país seja um grande "defensor dos palestinos", que, no entanto, confinam em campos de refugiados.

Receber TODOS os palestinos que estão exterior de volta como exigem alguns significa modificar profundamente a demografia de Israel. Juntar isso à solução esdrúxula de um "Estado único", significaria algo ainda pior: que os judeus seriam minoria em um país de maioria islâmica.

E todos nós sabemos o que muçulmanos fazem onde são maioria. Quem finge não saber, vá procurar notícias sobre fuzilamentos coletivos e crucificações realizadas pelo ISIS na Síria e no Iraque.

O fato concreto é que a existência de Israel é a garantia que todos os judeus em qualquer lugar do mundo possuem de poder contar com um porto seguro caso anti-semitas como os que andam colocando a cabeça para fora da lama ultimamente voltem a persegui-los.

O "direito" de estar naquela região pode ser reivindicado a partir de quando? 2 mil? 200 anos atrás? Não sejamos burros. Em Israel um muçulmano pode ser ator, jornalista, parlamentar, comerciante, médico, engenheiro, professor.

Em Gaza ou em na imensa maioria dos países árabes um judeu só pode ser sequestrado ou morto.

É infantilidade, para não dizer enganação, achar que judeus viveriam em paz num "Estado único". Não é Israel que prega a "destruição dos palestinos", mas os árabes que juram "atirar até o último judeu invasor no mar".

Logo, a solução para a crise no Oriente Médio não passa pelo "fim do Estado de Israel", mas pela aceitação EM TODO O MUNDO que o que está ali, está para ficar.

E tem todo o direito de fazê-lo.

Link do texto completo: http://naofo.de/u5c


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