quarta-feira, 23 de julho de 2014

A imensa enganação que é o PT

Quando se justifica dizendo que o partido não inventou a corrupção, um petista não nega sua existência ou responde diretamente a acusação, mas oferece outros ombros para dividir o peso da culpa. 

Quando diz que o Estado aparelhado pelo partido, pelo MST, sindicatos, movimentos sociais e o resto da companheirada poderia estar nas mãos de "entreguistas", "privateiros" ou "elites mancomunadas com o imperialismo", o PT não nega o aparelhamento, nem ao menos admite um erro, mas se apresenta como alternativa parasitária aos seus próprios parasitas imaginários.

Quando chama de golpista quem vai contra suas aspirações de censurar a "mídia" ou seus decretos bolivarianos, o PT apenas joga o golpe pro lado de lá, mas continua sendo golpista assumido.

Quando requenta e inventa "denúncias" e dossiês sobre seus adversários, se apresentando como o falso bastião da ética de sempre, mas ao mesmo tempo defende com unhas e dentes mensaleiros e bandidos de estimação, o PT prova que se lixa para a ética, admite que é corrupto e só se incomoda caso não seja convidado para a negociata.

E por aí vai. Sua defesa da democracia é falsa, seu apreço pela vontade popular é falso, sua imagem é uma mentira.

Só poderia mesmo terminar lutando com golpes abaixo da linha da cintura para defender a reeleição de Dilma Rousseff, a super-gerente que faliu uma loja de 1,99, a faxineira que não consegue viver longe da sujeira, a presidente de mentira inventada por Lula, o homem que só é do povão da boca pra fora.

Seria uma história de ficção de mau gosto, uma novela mexicana de baixo orçamento, isso se infelizmente não fosse de verdade. E não nos custasse tão caro.
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