quinta-feira, 10 de julho de 2014

O príncipe encantado e o príncipe encantado

Você não vive nesse planeta se TODO DIA não for bombardeado com mensagens sobre "tolerância", que nada mais são do que regras sobre o que você deve pensar, sentir e dizer. É um jeito sutil de enfiarem na sua cabeça que existe uma única forma correta de ver o mundo, geralmente diferente da sua.

Não falo de sair por aí espancando gays ou obrigando negros a usar o elevador de serviço, mas do seu direito de simplesmente escolher suas companhias, seu modo de vida, seus padrões e como seus filhos serão criados. Não é um movimento ativo, do tipo "vamos dar uma surra de lâmpada no viado" ou "devolvam os negros para a senzala", mas um pouco mais reservado, pessoal e democrático como "não quero meu filho vendo filmes com conteúdo homossexual na escola" ou "prefiro cabelos lisos a cabelos crespos".

O novo ataque (e é quase um por dia) é um "conto de fadas" lançado nos Estados Unidos onde dois príncipes gays se casam e são felizes para sempre. Qual o problema nisso, perguntarão. Problema nenhum, não devem ser os primeiros príncipes gays da história, mas por que usar tal temática em algo direcionado a crianças?

Você pode (e até deve) ensinar seus filhos que existem diferenças, que estas devem ser respeitadas, que ninguém é anormal por conta da sua orientação sexual, mas conto de fadas? Príncipes casando? Desculpe, mas ainda que essa palavra cause horror à "militância" isso é doutrinação sim.

É como dizer "veja, é perfeito dois machos se pegando", "sabia que vocês podem se divertir mais se forem bissexuais?" ou "gostar da sua coleguinha é antiquado, tenha uma paixonite pelo seu coleguinha". Queiram ou não, esperneiem ou não, a família formada por um homem e uma mulher é a base da sociedade, é o biologicamente natural, é o caminho por onde a maioria seguirá se não for molestada intelectualmente por este tipo de mensagem progressistóide fajuta.

Uma coisa é preparar a sociedade para que os diferentes não se sintam INFERIORES, porque não são mesmo, outra é sair por aí dizendo que "não existe normalidade", que "o conceito de família é relativo" ou que "gênero é construção e está em aberto". Isso é um ataque, sim, ao núcleo da sociedade capitalista ocidental que é a família.

Pronto, pode espernear e me chamar de coxinha agora.

Quem quiser mostrar esse tipo de lixo às suas crianças que o faça na privacidade do seu lar, no seio da sua família (se é que acreditam nessa coisa "ultrapassada"), por mim, estou me lixando. O problema é que, conhecendo a turma "do bem", eu sei que não vai ser assim. Eles não se contentam em ter 90 minutos para tomar conta da própria vida, ainda querem fazer prorrogação na vida alheia.

Vão exigir a adoção do livro em escolas, vão constranger quem se disser contrário à exibição do material, vão ofender quem disser que não concorda, vão patrulhar, perseguir, encher o saco, como lhes sói.

Educar e esclarecer as crianças é algo bem diferente de confundir cabeças ainda em formação, como a "militância" teima em fazer o tempo todo, desconfio que em benefício próprio e com as piores intenções.

De mais a mais, por que "conto de fadas"? Podia ser "conto de fados" ou até uma fada travesti-sapatão.

Vindo da cabeça dessa gente praticamente nada mais me espanta.



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