sexta-feira, 22 de agosto de 2014

A nova direita

Sou admirador e entusiasta do surgimento da tal "nova direita". Até o nome é legal, parece com "new wave" ou "britpop". 

Tem quem reclame de muita "zueira", mas não acho ruim de jeito algum. Para ensinar valores liberais, conservadores, enfim, valores "de direita", você não precisa usar um brasão da TFP e ficar por aí fazendo discursos raivosos. O caminho da "nova direita" é mesmo a zueira, falar sério sem falar chato. Deixem a "brabeira" pra lá, porque isso é coisa de esquerdista que usa boina do Che e sofre de hemorróida por conta de tanta tensão.

A esquerda adora um direitão caricato, que pede golpe militar e imita o gestual do general Newton Cruz. Eles detestam o Batista do "raio privatizador", por exemplo. Não porque ele "não fale de coisa séria", mas porque fica difícil demonizar e colocar um capuz imaginário da Klu Klux Klan em alguém que é legal, divertido e passa sua mensagem de forma engraçada.

Privatização de universidades e empresas públicas é coisa muito séria, a estatização exacerbada do país é um dos nossos principais problemas, já que é uma das fontes que alimentam o chorume petista e a corrupção generalizada, mas dizer isso para o povo, para o eleitor comum que não respira política o ano inteiro, é tarefa complicada. Assim como valores de família, ética, respeito com a coisa pública.

Se o raio privatizador, o Bolsonaro Zuero e outros tantos conseguem isso enquanto fazem graça, melhor. Prefiro isso do que gente com megafone berrando no meio da rua. Não é a toa que a esquerda anda acusando o golpe e reclamando da "ascensão da direita".

Eles têm maconha, DCEs, berraria e Marilena Chauí. A nova direita tem scotch, zueira, gargalhadas e Chelzinha Sheherazade. Tá bem melhor.



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