segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Brasil-Venezuela, bem mais perto do que você imagina

Há um tempo a oposição venezuelana alertava a população que o governo queria implantar um sistema de racionamento cubano.

Os chavistas diziam que era paranóia de burguês, intriga de "esquálidos" (a versão deles do "coxinha") querendo tomar o poder para "acabar com as conquistas do povo".

Esse mês o governo Maduro finalmente resolveu fazer um cadastro biométrico para "limitar compras", ou seja, um racionamento que eles se recusam a chamar pelo nome.

Antes disso a oposição avisava que o chavismo queria censurar a imprensa. Novamente coisa de "esquálido", eles apenas iriam "democratizá-la".

Hoje somente aliados do regime possuem veículos de comunicação e falta até papel jornal para os poucos periódicos regionais que não são defensores do governo.

Ainda mais antes disso a oposição avisava que reeleições sucessivas sem limite eram um perigo para a democracia. O chavismo organizou um plebiscito sobre o tema e perdeu. Ignorou novamente até conseguir fazer outro em que venceu.

Aí o resultado valeu e o que vemos hoje é um aparelhamento total e uma quase impossibilidade de remover o caudilho por vias diretas, já que a suprema corte, a justiça eleitoral e o Congresso estão completamente dominados.

Nota um padrão? Vê alguma semelhança com um certo país onde os poucos opositores alertam para o aparelhamento das instituições, a transformação do Congresso em balcão, o "controle social da mídia", as comissões da verdade, as milícias na internet e nas ruas, um plebiscito sobre o desarmamento que foi solenemente ignorado, os planos de permanecer décadas no poder, as ofensas aos eleitores adversários, a política do ódio?

Vote no PT e participe do programa "Conheça a Venezuela sem precisar sair do Brasil".

E jamais diga que não foi avisado.



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