segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Gregório, se é por falta de adeus...

"É constrangedor ver todos os principais candidatos se estapeando pelo eleitorado conservador. (...) Na minha opinião, tem pastor demais e maconha de menos. A maioria dos candidatos não fede nem cheira -a não ser um deles, que cheira. (...) Ateus, maconheiros, vagabundas, pederastas, sapatões e travestis do mundo: uni-vos. Porque o lado de lá tá bem juntinho."

Gregório Duvivier.

Era pra dar dó, mas só dá vontade de rir. O Gregório é um dos porta-vozes do esquerdismo-sujinho-porra-louca, aquele que enxerga uma superioridade antropológica em favela, lixão, vala negra, zona de baixo meretrício, consumo conspícuo de drogas. Acreditam que é ali que se encontra a verdadeira humanidade e que só gente "do bem" percebe tanta beleza.

O "humorista" (aspas mais do que necessárias), filho da Olivia Byington e sobrinho da Bianca Byington - fama e "talento" no Brasil são capitanias hereditárias - gosta de atacar os "conservadores" em diversos flancos. Seja debochando da religião dos outros, defendendo os militantes gays (bem diferente de gays que não transformam sexo em bandeira), as "vadias", a maconha, o escambau.

Onde houver um coxinha, haverá o Gregório do outro lado discordando.

Se hay coxinha, soy contra!

Mas nota-se que ele anda amuado. Seu queridinho Marcelo Freixo é tão bom de voto que preferiu garantir mais quatro anos recebendo salário e verba de gabinete na Alerj para ajudar "ONGs" e "Institutos de Direitos Humanos" (advocacia de black blocs, diriam alguns) do que se arriscar a levar outra surra como foi na eleição para a prefeitura do Rio.

O PSOL, seu partido do coração e sabe-se lá mais quais partes do corpo, é cada vez mais empurrado para guetos como DCEs, "marchas da maconha", "coletivos" e outras nugacidades de esquerda.

E pra piorar a direita olavista-conservadora-coxinha-zueira está por toda parte. Imagino o desencanto do Gregório depois que termina uma gravação do Porta dos Fundos, pega seu cheque gordo para bancar a vida cara do Leblon, liga o MacBook, acessa a internet para ver as novidades e se depara com o Flávio Morgenstern, o Alexandre Borges, a turma do Implicante, o Bolsonaro Zuero, as Garotas Direitas, isso para não mencionar a turma da Veja e a expectativa de grandes votações de candidatos conservadores.

O cara deve pensar "cadê aquele Brasil do Chico, da turma de bandeira do PT bebendo choppinho no Jobi, cadê aquele Rio de Janeiro que parecia uma gigantesca casinha de DCE da PUC?".

Estão todos no mesmo lugar, Gregório, só que não falam mais sozinhos como sempre falaram. Agora o "outro lado" cansou de só ouvir pregação de Che Guevara de apartamento e maconheiro de playground e resolveu falar também.

E sinceramente, como essa turminha de esquerda é fraca. Bastou meia dúzia de direitistas, algumas redes sociais e umas ironias bem colocadas para começar o mimimi. Se acostumaram a décadas dominando todo o debate e agora estão assustados, indignados, revoltados, porque sabem que o discurso de esquerda só prospera quando é discurso único.

Se colocar um que seja do outro lado a coisa complica.

No fundo o dilema da turma do Gregório é o seguinte: eles sempre disseram que adoram a democracia, que defendem a liberdade e os direitos de todo mundo, mas não contavam com esse "probleminha" da democracia, da liberdade e dos direitos individuais: pode ser que tenha gente discordando de você do "outro lado".

Mas não se deprima, você sempre pode deixar a política pra lá e falar de futebol, artes, cinema e até humor, mesmo que sem graça.

A porta dos fundos é a serventia da casa.

Link do desabafo do Gregório:http://www1.folha.uol.com.br/colunas/gregorioduvivier/2014/08/1505356-o-pais-e-o-armario.shtml



0 Comentários