segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Humor a favor, estatizado e sem graça

Dilma Bolada nada mais é do que humor estatal. Pare tudo e anote aí: o PT tentou estatizar o humor.

As piadas a favor, a graça subserviente, a bajulação disfarçada de escracho, tudo ali prova como nada em que o Estado se mete funciona tãobem quanto na iniciativa privada.

Desde quando começou a saga chamando Dilma de "botijão de gás" ou perguntando se ela revelaria que "é homossexual" (nota-se que o humor "contra" do rapaz era tão ruim quanto o "a favor") até agora em que deseja que adversários do PT sejam devorados por um tigre, o nível é o mesmo. Não vejo como poderia terminar na TV como a turma do "Pânico" ou do "Sensacionalista", porque falta aquele requisito básico para quem deseja viver fazendo humor, sabe como é? Vamos chamar esse requisito simplesmente de "graça".

O menino Jef não tem graça, a menos para quem está predisposto a rir dele e votar na Dilma, o que já dá bem uma dica do grau de estiagem mental da qual a pessoa sofre.

Se o travesti virtual - homem vestido de mulher, falando que nem mulher, é travesti - fizesse uma paródia da Ana Maria Braga, da Luciana Gimenez ou da Xuxa, usando o mesmo tipo de bom gosto que é usado para parodiar a Dilma, o que seu criador ganharia com isso? Talvez algum processo, mas certamente não seria o patrocínio de um partido político.

E o fato do partido que está no governo supostamente (essa palavrinha) dar dinheiro (dinheiro do pagador de impostos, claro, já que partido não vende cueca e nem TV de plasma) para um sujeito que faz propaganda travestida de humor, já tiraria toda a graça, caso houvesse alguma, lógico.

Imagine um soviético brincando de Stalin Bolado e dizendo coisas como "esse bigodão poderoso do Stalão é muito mais sexy do que aquele bigodinho de escovar beira de penico do Hitler" ou "ai, gente, gulag é só um resort pra coxinha"?

Pensando bem, até o Stalin Bolado seria mais engraçado, ainda que igualmente trágico.



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