quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Não acredito em pesquisa, nunca fui entrevistado

Sempre que me dizem isso, penso: por favor, campeão, não tem o que dizer, não diga bobagem.

É melhor ficar calado e deixar as pessoas pensarem que você é um sujeito que acompanha política de quatro em quatro anos do que abrir a boca e permitir que as pessoas vejam que de quatro, você só anda mesmo.

Uma pesquisa NACIONAL como fazem Ibope ou Datafolha, entrevista entre 2 a 3 mil pessoas em TODO O PAÍS. Utilizam para isso técnicas variadas que têm por objetivo criar uma amostra o mais fiel possível do total do eleitorado.

Se fosse para fazer uma pesquisa entre TODOS os eleitores, não seria pesquisa, mas uma eleição por semana, o que é economicamente inviável além de ser uma burrice.

É possível manipular dados? Sim. Você concentra entrevistas em redutos onde o candidato X é mais forte ou coloca a ordem das perguntas de forma a favorecer o candidato Y, mas um instituto de pesquisa vive de um bem que não é comprado em supermercado, chamado credibilidade. Por isso, ainda que dêem um tapinha aqui e ali nos números, eles precisam maneirar.

Logo uma pesquisa é, sim, o resultado APROXIMADO do estado momentâneo da corrida. Sua enquete na internet com toda a sua rua, seus amigos do bairro e a turma da faculdade tem o mesmo valor que aquele santinho de um candidato a deputado estadual que você atirou no lixo e nem lembra mais o nome.

A menos que na sua rua, no seu bairro e na sua faculdade estejam a passeio cidadãos de diversas faixas etárias, faixas de renda e diversas regiões do país, não interessa que sua enquete já teve - oh, nossa - DEZ MIL RESPOSTAS, porque não vale de nada.

De mais a mais, realizando em torno de 2 mil entrevistas em TODO O PAÍS, quais as chances de que você seja entrevistado?

Prefiro ser achado pelos números da Mega Sena.


0 Comentários