segunda-feira, 18 de agosto de 2014

Síndica de parquinho

"Quando a corrupção envolve alguém do meu partido, eu prefiro não falar nada", foi mais ou menos o que Dilma Rousseff disse na sua já antológica entrevista para o Jornal Nacional neste 18 de agosto de 2014.

Perguntada se achava normal o seu partido tratar bandidos como heróis, a presidente tentou sair pela tangente, dizendo que o chefe de um poder (ela) não pode se intrometer no outro (o STF, que julgou o caso). Mas a pergunta não era essa, a pergunta era sobre o que ela achava do fato do PT defender marginais de estimação.

Bonner e Poeta ficaram sem resposta, porque a cornucópia de anacolutos não conseguiu concluir raciocínio algum, muito menos os que ela não queria mesmo concluir, já que não tinha como dizer em rede nacional algo como "é isso mesmo, bandido companheiro é coisa nossa, nossos quindins e com eles ninguém se mete".

A entrevista foi apenas mais uma peça de terror protagonizada pela mulher que chegou à presidência sem nunca ter sido nada e que continuou sendo nada mesmo chegando à presidência. Dilma não sabe o que diz sobre coisa alguma. E quando abre a boca é um massacre do bom senso.

Espero que a equipe de marketing do Aécio seja esperta e coloque pelo menos um minuto por dia com vídeos da Dilma falando sem cortes no horário gratuito. Basta isso, sem trucagens e maquiagens do João Santana, que hordas de eleitores sairão correndo para votar em qualquer um que não tenha o cacoete de começar a dizer algo dizendo que vai dizer algo:

- Eu vô dizê uma coisa, a coisa qui eu vô dizê é isso...

Você ouve a Dilma falar sobre qualquer assunto e não tem como pensar outra coisa senão "preciso fugir do país enquanto é tempo".

O melhor que uma pessoa pode fazer por si mesma é tentar adquirir super-poderes e virar o homem voador. Assim nunca mais precisará ficar apenas num lugar só, podendo voar pelo mundo todo dia trocando de país sem se preocupar com as consequências do seu voto. A segunda melhor coisa que a pessoa pode fazer é votar contra o PT.

É claro que militantes estão dizendo que a "presidentA" foi muito bem, afinal, dependem disso para continuar tendo emprego sem precisar trabalhar, mas o único talento aparente de Dilma Rousseff é não ter talento algum. É nisso que ela se destaca.

Sua performance foi tão ruim que só posso supor que o tal "cachorro atrás" do seu também histórico discurso do Dia das Crianças em 2013 (quem não conhece, procure no Google, vale a diversão) estava escondido em algum lugar do Palácio do Planalto, soprando respostas para ela em um ponto eletrônico.

Depois de hoje, somente vendidos e palermas cogitam votar num deserto mental como Dilma Rousseff até pra síndica de parquinho.

E digo mais: só por não ter arrancado o microfone, levantado abruptamente e atacado os entrevistadores aos berros, realmente foi uma performance surpreendente.

Mas um "surpreendente" padrão Dilma não é o bastante nem para ser síndica de parquinho, quanto mais presidente da República.




0 Comentários