quarta-feira, 17 de setembro de 2014

A linha auxiliar do PT

Ontem teve um debate presidencial na CNBB. Pouca gente viu, mas muita gente comentou e ainda vai comentar nas redes sociais. O PT e sua máquina, claro, já começaram a polir a versão fajuta dos fatos para tentar minimizar o desastre que foi a participação de Dilma Rousseff (que chegou a se dirigir ao mediador aos gritos) e jogar outros candidatos na lama a que pertence o PT.

Como Aécio subiu quatro pontos nas pesquisas, melhor começar a joãosantanização dele, espalhando conversas fiadas por todo lugar.

E o trabalho começou cedo. Vejam vocês que até um sitezinho gozado petista como o "Diário do Centro do Mundo" está exaltando a candidata do PSOL, Luciana Genro, pelo bate-boca que tentou - mas não conseguiu - protagonizar com Aécio Neves.

Durante uma resposta em que disse o que qualquer pessoa que trabalha, paga impostos e não é beneficiada pela roubalheira do PT na Petrobrás pensa, o candidato do PSDB disse que o país está envergonhado e indignado com a transformação de uma das únicas empresas de petróleo que dá prejuízo no mundo (ao lado da venezuelana PDVSA) em um galinheiro. Disse a verdade, apenas.

Mas na pergunta seguinte, que já não tinha nada a ver com a Petrobras, a petista fantasiada de psolenta Luciana Genro não se conteve e aos berros correu em socorro do partido do seu milionário papai: disse que Aécio não tinha moral para falar em corrupção, falou em "privataria tucana", disse que o PT não inventou a roubalheira e só faltou fazer um "L" de Lula com os dedos e gritar "Dirceu, guerreiro, do povo brasileiro!".

Logo em seguida Aécio Neves colocou as coisas no seu devido lugar: disse mais ou menos que não desrespeitaria o eleitor entrando em bate-boca de botequim (coisa do nível do PSOL e do PT) com uma candidata irrelevante e descontrolada, dando a estocada fatal: a nanica estava ali para fazer linha auxiliar do PT.

Já urrando, Luciana disse que "linha auxiliar do PT é um OVA", isso mesmo, "uma ova". É essa coisa que a esquerda lunática tem para oferecer ao país numa eleição presidencial. Os ches guevaras de apartamento e as rosas de luxemburgo da Starbucks, no fundo, são iguais aos seus pais, petistas, só que AINDA sem o cinismo característico. Mas fiquem tranquilos, isso não dura muito tempo.

Só o fato desse site petista (tão sério que o seu jornalismo tem espaço até para o velho ataque de "cheirador" contra o candidato do PSDB) estar elogiando a participação histérica da candidata do PSOL já mostra bem ao que ela se prestou naquele momento, que foi fazer pistolagem para o PT e tentar enfiar todo mundo no mesmo saco de corrupção e canalhice.

É claro que em todo partido existem corruptos, mas só o PT transformou isso em método, em ética de ação, em categoria de pensamento, em algo teoricamente a ser feito por um "bem maior".

O PSOL nada mais é do que o PT que não saiu da casa dos pais depois dos 40, passa a noite jogando videogame e disputa namorada com moleque de 15 anos. O partido fala de junho de 2013 como se aquela multidão na rua não tivesse colocado os seus militantes pra correr debaixo de pau.

Um partido chamado "socialismo e liberdade" (risos) é uma excentricidade da democracia brasileira, é literalmente a mulher barbada do circo. Seus políticos e militantes são petralhas que saíram do PT porque achavam que o PT precisava ser MAIS PT. Dá pra imaginar a dimensão do açude de chorume?

E sua candidata presidencial em 2014, Luciana Genro, sempre vai nos debates com a mesma disposição daquela prima sem noção que puxa papo de liberação da maconha em ceia de Natal e batizado.

Se a "socialista" - tão irrelevante quanto seu partido que precisa se agarrar a questões sociais polêmicas como casamento gay, aborto e maconha para ter alguma exposição - conseguirá 3%, 2%, 1% ou mesmo 0% dos votos no dia 5 de outubro ainda não temos como saber, mas no debate da CNBB ela mostrou claramente que até saiu do PT, mas que o PT nunca saiu dela.
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