segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Eleição no galinheiro

Nessa pegada que a eleição presidencial vem de 2006 pra cá, mais uns 8 anos e o PT diz que os adversários vão importar um terremoto se ganharem.

No começo atacaram as posições políticas da Marina Silva. Já tinham feito o mesmo com o Aécio. Depois foram pra cima da família da Marina. Já tinham feito o mesmo com o Aécio.

Como a baixaria só moveu o ponteiro das pesquisas alguns pontos, precisavam mais, e começaram a contar que o Banco Central seria tornado independente para atender os banqueiros (que nunca lucraram tanto e cobraram tantos juros quanto durante o governo do PT), que o pré-sal seria abandonado, que a educação seria sucateada (como sucatear uma sucata?), fora o eterno terror com as privatizações (como se as estatais já não estivessem privatizadas, só que para um partido) e o fim do bolsa família.

Usam isso contra a Marina, já usaram contra Alckmin, Serra e Aécio, porque o PT é repetitivo nas suas mentiras, é resiliente nas suas difamações, é irrecuperável quando se tenta sair da lama e fazer política com um mínimo de decência.

Usam um termo bonito inventado por marqueteiros, "desconstrução", que nada mais é do que uma palavra usada por quem tem vergonha de dizer que vai apelar para a baixaria. E o PT apela para a baixaria com gosto. Dilma disse que "em eleição se faz o diabo", o problema é que daqui a pouco quando um petista disser que "faz o diabo" será o tinhoso que vai protestar: "pera aí, tem coisa aí que nem o diabo faz!".

O que o PT faz não é campanha, mas arrastão eleitoral. O que esse partido e seus sequazes fazem com os adversários daria cadeia em Haia se eleição fosse guerra o que, aliás, pra eles é.

Imagino o João Santana com aquela cara de sacerdote de missa negra criando essas propagandas e narrativas abjetas que o PT usa como se fosse uma pistola pra render o eleitor.

- Perdeu! Passa o voto pra cá!

Vasculham a vida pessoal, profissional e política da pessoa, em busca de filigranas que não chegam perto de um mensalão ou petrolão e quando não encontram nada, inventam. Aliás, já percebeu como petista nunca sabe de nada, mas sempre sabe tudo dos adversários? Até o que não existe?

Dilma, essa incompetente que não é capaz sequer de terminar uma frase com coerência, não mereceu ser eleita da primeira vez que foi empurrada pela goela abaixo do país pelo "dono" dos pobres, e merece menos ainda ser reeleita. O seu comportamento, não tendo pejo de contar as maiores mentiras com aquela mesma cara de quem acabou de chupar uma meia suada, é o de quem sabe disso, que não merece ser presidente, mas torce para que não descubram.

O problema é que o governo do Brasil é escolhido por gente que bate-boca com personagem de novela, se exalta com BBB e se informa através de capa de tablóide. Esse mesmo povo que acredita em Teste de Fidelidade do João Kléber e aparece em porta de fórum para xingar os Nardoni, vai pra urna decidir o futuro do seu país. Já pensou que braba?

O PT sabe disso, por esse motivo trata o eleitor como um infantilizado, que precisa ter medo da "privataria", do "engavetador geral da República", dos "pessimistas de plantão", do bicho-papão e do homem do saco, que de quatro em quatro anos atende pelo nome do candidato da oposição à presidência.

O petismo é baixo astral, baixaria, bile, barraco, fofoca, ressentimento. Seria aquele vizinho que você perde o elevador só pra não dar bom dia. Mas eles estão por aí e precisam ser derrotados, ainda que seja muito difícil, já que compraram tudo e todos que puderam para não perderem a teta.

Se esse país tivesse uma disputa eleitoral minimamente civilizada e não essa jaula de hienas que acompanhamos diariamente em ano de eleição, a propaganda do PT não passaria de 30 segundos diários, o resto seria direito de resposta.

É incrível que entra eleição, sai eleição e o PT mantenha sua campanha nesse nível "briga de pátio de cadeia" e ninguém vá preso. E dentre dossiês criminosos contra Ruth Cardoso e violação fiscal da filha do Serra, a campanha desse ano consegue ser ainda mais baixa.

Qualquer cidadão de bem, que honra seu nome e não sonha com parte do butim JAMAIS votaria num partido que se comporta como o PT em campanha.

O problema é que os brasileiros elegeriam Idi Amin Dada e Omar Bashir presidentes por livre e espontânea vontade, se pudessem, eles nem precisariam dar golpes de estado. Bastaria contar algumas mentiras e dizer que a vida difícil pode piorar ainda mais se o "candidato da elite" ganhar. Essa é a única explicação para a intenção de voto em Dilma Rousseff, porque se tem mesmo 40% de brasileiros dispostos a votar na Dilma, eu acredito que era possível existir 99% de iraquianos que votavam no Saddam.

O Brasil precisa urgentemente de um choque de civilidade na política. Não é possível que incendeiem a casa de uma torcedora que chamou um jogador de "macaco" no contexto emocional de uma partida e não façam nada contra gente que conta mentiras e calúnias premeditadas em rede nacional com a intenção de controlar o país como se fosse o seu galinheiro.

Só uma oposição decente, altiva, atuante durante quatro anos e não apenas em época de eleição, que cobre, que combata e que exija das instituições o respeito à democracia é que poderá salvar o país dessa barbárie política que o petismo representa.

Só o medo da derrota e da cadeia vai civilizar essa gente, e para isso precisamos de um cidadão que consiga visualizar o mundo real em que vive, longe das propagandas, de instâncias da democracia que não se deixem pressionar pelo poderoso de ocasião e da noção entre os cidadãos de que ataque na política, quando atinge certos níveis, não é coisa de gente que mereça decidir os destinos de um país durante quatro anos.

Quem se comporta como cretino em eleição, quando geralmente a pessoa só quer mostrar o melhor de si, é capaz de tudo depois de eleita, até de fazer pior do que o coisa ruim.
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