sábado, 6 de setembro de 2014

O mito da Petrobrax

Se o debate político no Brasil se desse em um nível só um pouco acima da "guerra de comida na hora do recreio", a maior acusação que um candidato a presidente poderia fazer a outro seria "ele vai estatizar um monte de empresas" ao invés de "ele vai privatizar".

Por mais bisonho que seja um serviço privado, um mesmo serviço prestado pelo Estado consegue ser muito pior. A prova é que não existem petistas aparelhando e cobrando comissões e "taxas de sucesso" na Coca-Cola do Brasil ou na Votorantim, por exemplo, enquanto a Petrobras é um verdadeiro viveiro de malandros.

Todas as distorções e excrescências que ocorrem no setor privado - e elas ocorrem - são fruto da intervenção do Estado em sua atividade e de governantes se imiscuindo nos negócios via dinheiro público para ajudar "camaradas" empresários a prosperar mais facilmente.

Quando o Estado não controla, não hiper-regula, não doa dinheiro e nem empresta a juros camaradas para o setor privado, ninguém perde, com a exceção do empresário caso faça um mau negócio.

Mas como estamos num estágio anterior a "comer massinha na aula de artes e pintar as paredes com hidrocor", ainda vemos petistas falando em "Petrobrax" e gente de todos os partidos defendendo estatais como se fossem algum bezerro de ouro de uma seita de lunáticos que gostam de ser roubados.

Mudem o nome até para Petro Ilariê se quiserem, mas livrem-se desse gigantesco cabide de empregos, antro de negociatas e sorvedouro de dinheiro público.

Ou então comecem a dar a minha parte do petróleo em desconto na bomba de gasolina.



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