terça-feira, 23 de setembro de 2014

Chamar o PT de bolivariano é paranóia de coxinha

Hoje foi noticiado que jornais de Cuba, Venezuela, Bolívia e Argentina, curiosamente todos países que já "democratizaram" a "mídia", fizeram ataques à candidata Marina Silva, chamando-a de "direitista".

Primeiro que só se espanta com isso quem não conhece a natureza dessa gente. Se Che Guevara em pessoa ressuscitasse no Brasil e por algum milagre fizesse uma simples crítica ao PT, seria no ato taxado de tucano, neoliberal, fascista, machista, homofóbico e "de direita". A mentira faz parte do arsenal de estratégias "válidas" quando se quer ganhar uma eleição.

Lembrem-se: Dilma disse que faria o diabo para não perder uma.

O que se nota pelo que estampam os jornais desses países é como a "democratização" da "mídia" também a torna mais bolivariana, chapa branca e alinhada com os donos das nádegas que sentam nas cadeiras presidenciais. 

Como bem lembrou a Veja, um exemplo do que seria uma "mídia democratizada" pelo PT é a propaganda eleitoral feita por João Santana, esse sacerdote de missas negras para quem, ao que parece, numa eleição só não é permitido perder.

Nas peças publicitárias veiculadas pelo lulopetismo, a oposição já foi acusada de querer tirar a comida do prato do trabalhador, os livros das mãos dos estudantes e de doar um petróleo que está a milhares de metros no fundo do mar para "os americanos", possivelmente representados por algum conglomerado composto pelo Mc Donald's, a Coca-Cola e a GAP, por exemplo. 

Esse tipo de mentira deslavada com certeza estaria nas manchetes da "mídia democratizada" (ou melhor, petizada), fazendo a mesma coisa que a campanha eleitoral do PT faz: desinformar, ludibriar, amedrontar e enganar.

Depois, tal aberração - afinal, Marina Silva está longe de ser uma direitista - é fruto do raciocínio tão pilantra quanto rudimentar que a esquerda em geral e especialmente o PT aplicam quando se trata de adversários: se não está comigo (debaixo das botas deles), então é um inimigo sem qualquer qualidade que possa ser reconhecida.

A cabeça do petista é mais ou menos como a do Jean Wyllys, se for divergente, oposição, crítico, então é "do outro lado", é "inimigo". Daí que Marina Silva vira "direita" e Clodovil era "anti-gay".

No fundo, todos eles tem problema com detalhes da democracia como imprensa livre, oposição atuante e principalmente alternância de poder.

Mas chamar o PT de bolivariano é paranóia de coxinha, ainda que tenha chifre de bolivariano, rabo de bolivariano e aquele cheiro de tiranete que todo bolivariano exala a quilômetros de distância.




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