quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Raio Privatizador" nas universidades públicas já!

Estou até agora pensando se isso não é um desses perfis que fazem graça com a idiotice da esquerda ou se é mesmo algo real. E só essa dúvida já mostra bem como esse pessoal é capaz de falar coisas que os fazem parecer lunáticos que fugiram de alguma instituição e estão pelas ruas de pijama vermelho repetindo "Che, Che, Che" com o beiço cheio de baba.

Me enviaram o perfil de uma suposta professora da USP que defende a escravidão de brancos, 98% de cotas para negros, afirma que a existência do homem hétero é fascista por si só e acha que o branco deve ser "subjugado" pois a "vingança faz parte do processo revolucionário", sem contar um tal "manifesto contra a penetração" entre outras coisas dignas da turma do sovaco gillettofóbico.

É tanta baboseira que você até pensa mesmo que não é real, porque algo assim não tem como ser real.

Mas em se tratando de alguém que diz ser professora de uma universidade pública, a chance de ser um perfil verdadeiro vai a uns 50% a 60% - e estou sendo bem otimista. O caso do candidato a deputado estadual Paulo Batista, do "raio privatizador", que foi visitar a USP e ouviu de uma BRANCA o berro "branco de merda" é a prova de que ficção e realidade se misturam nos corredores e alamedas dessas filiais da Disneymarx sustentadas pelo pagador de impostos que são as federais e estaduais.

O que se ensina e se defende nessas instituições, principalmente em faculdades de humanas, mas não só nelas, daria para encher o sistema Cantareira de chorume até transbordar. É tanto esquerdismo de galinheiro, são doses tão cavalares de marxismo farofeiro que chega a ficar exagerado. Parecem clínicas de bronzeamento artificial ideológico, todo mundo saindo dali com o cérebro mais esturricado do que a pele daquelas coroas desgovernadas de Los Angeles ou da Barra da Tijuca.

Por isso é que o ideal seria privatizar ou pelo menos mudar totalmente esse tipo de gestão que faz das universidades públicas um fim em si mesmo. Como bem lembrou o Fábio Pegrucci, quando a gente ouve/lê alguma notícia sobre a USP, 81% fala de greve, 10% de maconha, 8% de alguma festa que deu merda e alguém morreu e 1% de méritos acadêmicos e pesquisas.

Digamos que privatizem as federais/estaduais e passem a distribuir vouchers pelo mesmo sistema de méritos que hoje define quem vai levar as vagas gratuitas, e daí? O que o Brasil perderia? Greves, maconha, choppadas, DCEs aparelhados por partidos com traço de votação? Bolsas de mestrado ou doutorado para o cara "pesquisar" a "influência da Valesca Popozuda no feminismo"?

Um aluno de universidade pública custa entre R$ 2.500 a R$ 4.000 por mês aos cofres públicos e alguns passam anos e anos ali sem se formar, trocando de curso. Esse dinheiro na forma de um voucher daria não só para o sujeito pagar uma mensalidade como em certos casos até os seus custos de transporte.

Mas a ideologia chinfrim que é inoculada nos alunos desde o ensino médio impede que algo assim seja sequer discutido sem berraria, ainda que mudar esse sistema onde ninguém presta contas à sociedade e quase todos nele agem como se aquilo ali fosse um país a parte, com orçamento próprio que pode ser usado como bem entender, fosse bom para todos, menos para quem ganha belos salários para brincar de ser doutor.

Para finalizar, um exercício bem elucidativo: imagine se a cura do ebola dependesse do real interesse do DCE da USP por uma "educação de qualidade".


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