sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O partido da mentira


O PSDB e a oposição em geral têm várias tarefas para cumprir a partir de agora, mas uma delas, na minha opinião, é muito importante: desmontar a capacidade do PT ditar a narrativa e transformar suas mentiras e fofocas em verdade.

É necessário que colem no lulopetismo o rótulo de "bando de gente que diz e faz qualquer coisa só para não perder uma eleição", em outras palavras, um bando de mentirosos que não têm o menor pudor em caluniar, difamar e cometer estelionato eleitoral.

Por exemplo, chamam os outros de usuários de drogas, mas são sócios dos narcoterroristas das FARC no Foro de São Paulo. Acusam os outros de não respeitar as mulheres, mas foi seu líder que acochambrou a suposta amante num gabinete da presidência e a levava para viajar clandestinamente no avião presidencial. Afirmam que seus adversários disseminam o ódio, mas possuem milícias na cidade e no campo que atacam fisicamente quem se opõe ao partido.

Acusavam Armínio Fraga de querer promover um "tarifaço" e nos dias seguintes à eleição anunciam alta nos juros, na conta de luz e na gasolina. E por aí vai.

Tal qual alguém que vive brincando de pedir socorro até que um dia pede socorro de verdade e ninguém leva a sério, o PT precisa ficar conhecido antes de mais nada como o partido da mentira, o que nem é tão longe da verdade assim.

Através das redes sociais, de seus deputados e senadores no parlamento, do tempo de TV a que tem direito e dos colunistas e jornalistas que ainda não foram alugados pelo lulopetismo, o PSDB deve bater e rebater tal narrativa, até que o eleitor pense dez vezes antes de cogitar levar qualquer "denúncia" do PT a sério.

Dessa forma, quando chegar 2018, mesmo que apresente uma foto do candidato da oposição com duas gêmeas siamesas, uma mulher barbada com chicote, um japonês fantasiado de tubarão e um jumento num quarto de motel, ninguém acreditará nos petistas. Para qualquer coisa que venha deles ter alguma credibilidade precisará de áudio, vídeo, fotos e uma dúzia de testemunhas oculares.

Eles passariam mais tempo tentando provar que não são mentirosos do que tentando fazer os outros acreditarem nas suas mentiras. Digamos que seria a joãosantanização do partido (ou seria joãosatanização?). O feitiço virando contra o feiticeiro.

Convenhamos, nada mais do que o merecido.

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"

Contemplem a nata da merda do pensamento esquerdo-socialifrênico-lulopetista-de-boteco. Porque, afinal, no socialismo TODOS podem ter iPhone e NINGUÉM precisa limpar latrinas. Risos.



Brasil, o país sem recontagem

O PSDB parece que finalmente descobriu que existem milhões de eleitores oposicionistas que vagam por aí atrás de quem os represente. Gente tachada de coxinha, elite, conserva, etc., mas que sabe ir para a rua e apoiar quem defenda alguns de seus valores com o mesmo barulho que a esquerda festiva faz e até mais.

Parece, repito, que os tucanos vão perder o nojinho de representar "a direita" e, ainda que o partido não seja mesmo de direita, esquecer a ideia furada de disputar espaço com o PT onde o PT domina, que é na galera progressista-que-bebe-cachaça-em-boteco.

A turma do bolsa família é outra história. São pessoas que sentem medo - porque colocam medo neles - de passar fome. É gente que não tinha luz em casa, não tinha uma geladeira e mesmo que tivesse não teria o que colocar nela. Mas agora tem e precisa saber que tais conquistas - entenda-se, sua saída da miséria completa - são vitórias do país, que irá preservá-las enquanto for necessário.

Mas voltando ao assunto, o PSDB e o resto da oposição precisam fazer exatamente isso: se opor. Governabilidade é problema do PT, que fez o que não se faz em briga de cadeia para continuar no governo.

E seguindo nessa toada de oposição de verdade, os tucanos fizeram um pedido de auditoria na apuração dos votos no segundo turno. Confesso que achei mesmo estranho o resultado, quem saía nas ruas sentia algo diferente no ar, um clima de mudança que podia quase ser tocado com as mãos.

Mas isso engana, colocar multidões nas ruas não ganha eleição, o que ganha é voto na urna, mas vai saber se os votos dados foram os votos contados? Só uma recontagem (impossível nesse atual sistema) e uma auditoria como a pedida pelo PSDB podem descobrir.

Que fique claro, acredito que esse pedido de recontagem terá resultado imediato zero, o vencedor da eleição não vai mudar por causa disso e provavelmente esse TSE cheio de ex-advogados do PT irá concluir que tudo foi perfeitamente normal (e pode ter sido mesmo). Mas tal atitude possui um imenso valor moral e pode finalmente levar a uma mudança nessas urnas eletrônicas que são verdadeiras jabuticabas.

Não é possível que brasileiro não goste de depositar nem 10 reais no banco sem pegar comprovante, seja obrigado por lei a guardar recibos por anos, acredite no "vale o que está escrito" como se fosse o décimo-primeiro mandamento, seja viciado em carimbos e autenticações, mas quando chega na hora da eleição aceite de boa uma urna que não emite um comprovante de papel. Sim, porque quem me garante que eu não fui lá, digitei "45 e confirma", mas o voto foi para o "13 e que se f*"?

O argumento contra o voto ser impresso é que isso poderia ser usado para pressionar eleitores no interior. Ora bolas, o voto é secreto não importa se é digitado numa urna eletrônica ou marcado com um "x" num papel de pão.

O sujeito entraria ali, digitaria o número, confirmaria, a urna na mesma hora imprimiria um papelzinho com a cópia do voto - "Presidente - 45", por exemplo - e o voto seria imediatamente depositado em uma urna e ficaria disponível para uma recontagem.

Surgindo alguma suspeita, 10% dos votos (ou outra porcentagem definida por lei) seriam recontados e, confirmada alguma discrepância, todos os votos seriam recontados a partir dos votos de papel. Podem usar cartões perfurados ou mesmo o sistema de leitura das loterias, não vejo qual o problema nisso. Nunca se fez isso antes, mas podemos fazer agora, e daí?

Problema mesmo é somente um grupo de senhores saber durante horas o resultado da eleição enquanto o resto do país espera terminar a votação no Acre e depois a macacada precisar acreditar apenas na palavra deles garantindo que ninguém usou aquelas horas para mover votos de lá para cá (nem que fosse sem seu conhecimento).

Não estou AFIRMANDO que isso aconteceu, mas conhecendo o Brasil, estou dizendo que não seria nenhum espanto que viesse a acontecer.

Afinal, não é o país onde a presidente diz que "faz o diabo" na hora da eleição? Então, exorcismo nessas urnas já.



(Clique na imagem para ampliá-la)

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

E se a eleição no Brasil fosse como a dos Estados Unidos?

Separar o Brasil? Culpar o Nordeste pela vitória do partido do mensalão? Xingar paulistas? Entrar na onda petista de dividir para conquistar? Afinal, o que deu errado para o Aécio e para o país que nos levou ao desastre Dilma II?

Observando os arranca-rabos variados nas redes sociais, imaginei como seria caso o Brasil adotasse o sistema de colégio eleitoral que é usado nas eleições americanas. Para quem já esqueceu ou ainda não sabe, nos Estados Unidos não se contam simplesmente os votos e a vitória é declarada para o candidato que conseguir a maioria.

Lá os estados recebem o que chamam de "votos eleitorais" de acordo com a sua população e tais votos se reúnem num colégio eleitoral que, aí sim, escolhe o presidente. Simplificando ao máximo, se um candidato ganha a eleição em Nova York por um voto que seja, todos os votos eleitorais daquele estado vão para ele e assim por diante com cada um dos estados. Como são 538 votos eleitorais, aquele que atingir o número mágico de 270 garante os votos necessários para ser eleito presidente no colégio eleitoral.

As diversas formas de atingir este "número mágico" orientam os gastos e os esforços de campanha. Por exemplo, a Califórnia é um estado que há décadas vota com o Partido Democrata. Sendo assim, os republicanos não gastam tempo e nem dinheiro ali, porque sabem que os 55 votos eleitorais californianos irão para os democratas. O mesmo acontece de forma inversa no Texas.

Ao fim, a campanha se restringe aos chamados "estados campos de batalha", onde o eleitorado pende um ano para um partido e dali a quatro anos para outro. As contas não são feitas a partir de milhões de votos, mas de quantos votos eleitorais cada um precisa para atingir os 270.

Mas voltando ao Brasil: e se adotássemos tal sistema, será que algo mudaria? Para fazer tal exercício de suposição - lembre-se de que é algo feito a título de curiosidade, sem pretender algum valor científico - estabeleci paralelos entre os estados de lá e os daqui utilizando o tamanho da população de cada um. 

São Paulo assim ficou com o mesmo peso da Califórnia e o Acre com o mesmo peso do Alasca (por incrível que pareça além de serem unidades distantes, possuem populações de tamanho bem semelhante) e assim por diante. 

Um detalhe: como o Brasil possui 26 estados e o Distrito Federal enquanto os Estados Unidos possuem 50 estados e o Distrito de Columbia, resolvi, por preguiça mesmo, não redistribuir os 538 votos eleitorais por aqui, mas diminuir nosso colégio eleitoral para 352 votos eleitorais, sendo necessários 177 destes votos para vencer.

Desta forma os estados brasileiros ficaram associados assim:  São Paulo com 44.169.350 habitantes e a Califórnia 38.332.521 habitantes e 55 votos eleitorais. Minas Gerais com 20.777.672 habitantes e o Texas 26.448.193 habitantes e 38 votos eleitorais.

Rio de Janeiro 16.497.395 e Nova York 19.65.127 e 29 votos; Bahia
15.150.143 e Florida 19.552.860 e 29 votos; Rio Grande do Sul 11.228.091 e Illinois 12.882.135 e 20 votos; Paraná 11.112.062 e
Pennsylvania 12.773.801 e 20 votos.

Até aqui a ordem obedece rigorosamente a ordem de densidades populacionais do Brasil e dos EUA, mas quando chegamos em Ohio (11.570.808 habitantes), que seria o próximo da lista, teríamos Pernambuco (9.297.861 habitantes), o que é uma diferença muito grande, assim Pernambuco foi associado à Georgia (9.992.167 habitantes) e seus 16 votos eleitorais.

A seguir Ceará (8.867.448) e New Jersey (8.899.339) e 14 votos; Pará (8.101.180) e Virgínia (8.260.405) e 13 votos; Maranhão (6.861.924) e Washington (6.971.406) e 12 votos; Santa Catarina (6.734.568) e Massachusetts (6.692.824) e 11 votos; Goiás (6.551.322) e Indiana (6.570.902) e 11 votos.

Paraíba (3.950.359) e Oregon (3.930.065) e 7 votos; Espírito Santo
(3.894.899) e Amazonas (3.893.763) ambos a Oklahoma (3.850.568) e 7 votos. 

Rio Grande do Norte (3.419.550), Alagoas (3.327.551), Mato Grosso (3.236.578) e Piauí (3.198.185) todos a Connecticut (3.596.080) e 7 votos.

Distrito Federal (2.867.869) e Utah (2.900.872) com 6 votos; Mato Grosso do Sul (2.630.098) e Nevada (2.790.136) e 6 votos; Sergipe (2.227.294) e Novo México (2.085.287) e 5 votos; Rondônia (1.755.015) e  Virgínia Ocidental (1.854.304) e 5 votos.

E finalmente Tocantins (1.502.759) e Idaho (1.612.136) com  4 votos;  Acre (795.145) e Alasca (735.132)com 3 votos; Amapá (756.500) e Dakota do Norte (723.393 ) e 3 votos;  Roraima (500.826) e Wyoming (582.658) e 3 votos.

Foi curioso fazer isso e observar como tantos estados nos dois países podem ser parecidos, mas vamos ao que interessa: Dilma venceu em Minas Gerais (38),  Amazonas (7), Pará (13), Amapá (3), Maranhão (12), Pernambuco (16), Tocantins (4), Piauí (7), Ceará (14), Bahia (29), Rio de Janeiro (29), Sergipe (5), Alagoas (7), Paraíba (7) e Rio Grande do Norte (7), totalizando imaginários 198 votos eleitorais.

Aécio venceu em São Paulo (55), Acre (3) Rio Grande do Sul (20), Roraima (3), Rondônia (5), Mato Grosso (7), Goiás (11), Mato Grosso do Sul (6), Distrito Federal (6), Santa Catarina (11), Paraná (20) e Espírito Santo (7), somando 154 votos eleitorais.

Como se nota, caso a eleição utilizasse esse sistema, a derrota do tucano não seria tão apertada quanto foi no voto popular.

A outra pergunta que fiz é: a culpa foi mesmo do Nordeste? A resposta é sim e não. Sim porque caso a Bahia (29) ou o Ceará (14) e mais um estado pequeno fossem movidos para a coluna de Aécio, este passaria o número mágico e seria eleito presidente.

Mas muitos destes estados não são estados considerados "campo de batalha" no Brasil. Um tucano não vence na Bahia desde 1998 e no Ceará desde 1994. 

O contrário acontece com Minas Gerais que ainda que não seja estado "seguro" para o PSDB como é, por exemplo, São Paulo, já que foi vencido pelo PT e pelo PSDB em diferentes anos,  este ano possuía uma característica especial por ser um estado governado pelo grupo político do tucano há 12 anos. 

Este sim, era um estado onde o PSDB tinha obrigação de vencer e caso vencesse adicionaria 38 votos eleitorais em sua coluna, passando dos 177 necessários para vencer.

E aí é que a coisa fica interessante mesmo, porque caso obtivesse vitória pela margem esperada em Minas no voto popular, talvez Aécio tivesse vencido a eleição mesmo pelo nosso sistema.

Veja que não falei de Rio de Janeiro (na coluna do PT desde 1998) ou do Paraná (vencido pelo PSDB em 5 das últimas 6 eleições), apenas de estados que eram viáveis tanto para um quanto para outro partido.

Lógico que fatores como Bolsa Família, terrorismo eleitoral, festival de calúnias, campanha suja, entre outros, influenciam bastante no resultado, mas a verdade é que Aécio perdeu a eleição TAMBÉM no Nordeste e não POR CAUSA do Nordeste.

Uma das lutas da oposição agora deve ser incorporar  a transformação do Bolsa Família em política de Estado, assim jamais alguém fará terrorismo eleitoral com isso outra vez. 

Consegue imaginar algum candidato ameaçando aposentados com o fim do benefício? Todos ririam na cara dele. Pois é, que seja assim com o Bolsa Família enquanto este for necessário para mitigar a miséria no país. Esta sim é uma proposta que abre caminhos para a oposição ampliar a votação em redutos do PT. Vamos à ela e a outras tantas que estão aí a nossa espera.

Pronto, provei que o Nordeste sozinho não tem culpa de nada, agora podemos mudar de assunto e nos concentrar em tirar o PT do poder? 

Obrigado.






quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Eu não me juntaria com essa gente que o PT dizia existir durante a campanha

A presidenta-ta (duas vezes, não se esqueçam) só fala em diálogo e união. Sei que já falei isso de outras maneiras, mas cada vez que ela dispara essas palavras em meio aos já habituais "no que se refere" eu quase caio da cadeira.

Passou a campanha inteira demonizando os adversários, não através de fatos, mas de mentiras e difamações, e agora vai querer sentar com aquela gente horrorosa para quê?

Com quem, afinal, a Dilma quer dialogar? Com a elite branca cheiradora, escravagista e espancadora de mulheres ou com os crentes retrógrados que mudam de idéia o tempo todo, querem tirar a comida da mesa do pobre e são sustentados por banqueiros?

Estelionato eleitoral

Copom joga juros nas alturas e banqueiro é cogitado para a fazenda. Viu? Quem mandou votar na presidente Marina?

Anunciadas altas na gasolina e energia elétrica num só dia. Viu? Quem mandou votar no presidente Aécio?

Isso porque o PT adora falar em "estelionato eleitoral". Como de hábito, o partido é totalmente incapaz de aprender com os próprios erros, mas é especialista em aprender os erros dos outros.

Collor acusou Lula de planejar um confisco, foi eleito e ele fez o confisco. Dilma acusou Aécio de planejar alta nos juros, ela aumentou.

Que tenham o mesmo fim.

"Diálogo" no entendimento de esquerdista é o que o martelo estabelece com o prego: um bate, o outro apanha e se enterra

Deixa ver se eu entendi: agora a Dilma II e o PT querem "diálogo" com a direita hidrófoba nazista e elitista que não aceitou a lei áurea?

Como exatamente a presidentata (agora são duas vezes) pretende começar as "reuniões" com a oposição? "Excelentíssimos cheiradores que batem em mulher e dirigem bêbados"?

Podem rir, ainda está liberado.

Acabar com amizade por causa de eleição pode SIM


Coxinhas versus petralhas foi, talvez, a maior batalha do ano, quiçá desta década. Fomentada pela divisão do país tão necessária aos planos eleitorais do PT, a briga dominou a internet e chegou às ruas, onde militantes e eleitores azuis e vermelhos saíram literalmente no tapa. 

Como bons brasileiros que são, os engajados na política agiram como se tudo não passasse de uma rivalidade futebolística e se comportaram como se a ida às urnas fosse uma ida ao estádio, ou seja, berraram palavrões, trocaram socos e teve até eleitor pensando que urna era arquibancada e botando fogo na dita cuja. Fazer o quê? Futebol no Brasil é assim e pelo visto eleição também.

Uns, cansados de 12 anos de cinismo, outros, agarrados à uma utopia, à um sonho que acabou no século passado ou então ao cargo comissionado que garante dinheiro sem precisar trabalhar. No meio, como já disse várias vezes, o pobre coitado que ficou com medo de morrer de fome caso o PT perdesse, já que foi ameaçado disso pelo partido.

E assim chego onde queria: na campanha eleitoral mais suja da história do país. Adversários foram triturados com mentiras e calúnias, apelidadas eufemisticamente de "desconstruções". Parcelas da sociedade - a tal elite, a burguesia ou os brancos nazistas descendentes de Herodes - foram demonizadas. O ódio foi o prato principal servido por quem agora, depois de vencer a eleição, quer apreciar um tal "diálogo" como sobremesa.

Claro que tal virulência atingiu as pessoas e escorreu para suas relações pessoais. Familiares e amigos bateram boca, gente parou de falar uma com a outra e amizades antigas foram abaladas. Eu mesmo excluí vários do meu perfil pessoal em redes sociais, como um sujeito que vive de mesada mas berra em nome dos "trabalhadores" e uma cretina que comemorava a vitória de Dilma II diretamente de Miami.

Mas, sinceramente, não vejo problema algum nisso. Amizades são escolhas. Você pode se relacionar com gente que torce pelo mesmo time ou times diferentes, que curtam rock, samba e forró, que morem em outros estados, enfim, são múltiplas escolhas que determinam seu círculo social e é lícito que, ainda que tenha mil e uma convergências com alguém, você simplesmente opte por não se relacionar com gente que exibe comportamentos que você despreza.

Direita e esquerda é normal, tucano e petista também, ninguém precisa andar por aí só com quem pensa exatamente igual, mas não estamos falando de divergências de opinião, mas de um abismo de valores. O João Santana ganhou muito bem para promover aquele tsunami de chorume, seu coleguinha do Facebook estava espalhando aquilo de graça, porque quis.

Um site chegou a ser criado para fazer a reconciliação de coxinhas e petralhas. Sei que é uma brincadeira, lógico, mas muita gente andou por aí seriamente preocupada com "amizades que se desfizeram por causa de eleição". Não, amigos, não foi "por causa de eleição", foi por causa do tipo de gente que acabou se revelando durante ela.

Porque, pense bem, passada a eleição você não precisa mais achar que espalhar mentiras é canalhice? Reforma política bolivariana, conselhos populares, censura, aparelhamento, 16 anos de PT, 10 de 11 ministros do STF se comportando como Barrosos, mas o importante mesmo é não perder amizades no Facebook?

Então alguém fica por aí deliberadamente dizendo que o candidato da oposição é usuário de drogas, bate em mulher e quer acabar com benefícios sociais sabendo que isso é mentira e você tem que ficar preocupado se vão continuar trocando gifs animados por email?

Sinceramente, alguém que ajudava a espalhar calúnias durante a eleição é capaz de tudo, tipo pegar emprestado e não pagar ou passar a mão na bunda da sua namorada. 


No fundo você não perdeu uma amizade, mas se livrou de um problema. Agradeça à eleição por isso.

"Governabilidade"

O PT pode estar começando a desconfiar que ganhou quatro anos de "desconstrução" no domingo. Vão colher o que plantaram.

Para qualquer problema que o governo enfrente meu conselho é o mesmo: chamem o João Santana para difamar o problema

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Seja bem vindo

Nesta segunda-feira, vinte e sete de outubro de 2014, o Brasil amanheceu uma pátria acanalhada. E como muito bem observou um dos meus leitores no Twitter, não somente acanalhada, mas acanalhante.

Hoje é o primeiro dia de um período muito estranho e muito triste da história do país. Seja lá o que vier, nada mais será igual.

Jamais saberemos se o resultado proclamado pelo TSE foi mesmo o resultado que o eleitor depositou nessas urnas que não permitem auditoria pós-eleitoral ou recontagem, mas é inegável que milhões de brasileiros saíram de casa para deixar um recado claro à posteridade: o crime não só compensa como dá voto. Os crimes da mentira, da calúnia, do terrorismo, das ameaças, tudo isso foi premiado com uma vitória na eleição.

Existem os que mandam e existem os que executam, o resto é ovelha. E não há espaço para tanta ovelha na máquina petralha. Se o problema era mesmo "pobre andando de avião", com essa política econômica do PT a elite pode ficar tranquila, já, já o pobre estará de volta ao pau-de-arara. Digo isso porque 0,30 ou 0,50 centavos de alta do dólar não acaba com a viagem da classe média nas férias, mas encarece a cesta básica. E aí, quem vai sofrer?

Mas adiante.

Já no meio da tarde do dia seguinte da ida das ovelhas às urnas a ministra da "igualdade racial" dizia que agora Marina Silva pode voltar para casa e fazer a bainha da saia, Dilma repetia a cada minuto que fará a "reforma política que o Brasil exige" (cabe a pergunta: QUE Brasil?) e militantes do partido mandavam "beijinhos no ombro" e "chupas" para os eleitores da oposição, prometendo "agora é tudo nosso, quem não gostar que fuja pra Miami", como se Miami não estivesse infestado de novos ricos petistas gastando o dinheiro dos outros.

Petista é aquele tipo de gente que consegue sentir raiva porque ganhou.

Só que o festival de cretinices não ficou por aí. Mais ou menos 24 horas depois de vencer perdendo a dignidade e a compostura, Dilma Rousseff já estava na TV dando coices numa repórter da Record. Como não precisava mais pedir voto, resolveu voltar ao seu simpático estilo "mula que pisou no prego". Aliás, Dilma sendo uma cavalgadura é simplesmente Dilma sendo Dilma. Quem votou contra queria se livrar, quem votou a favor que não se espante.

Fora isso, Guido Mantega disse que a vitória significa a "aprovação da política econômica", e Gilberto Carvalho junto com Rui Falcão afirmavam que o "controle da mídia" é prioridade, ou seja, que no que depender do PT vai ter censura sim.

Meus caros, se está assim um dia depois da eleição esperem pra ver daqui a um ano.

Com a economia em frangalhos, o dólar descontrolado e a bolsa despencando, as prioridades anunciadas até agora são: reforma política com plebiscito bolivariano e um ministério para o Jean Wyllys. O PT sabe que tem no máximo seis meses para dar a largada na guinada à esquerda, se passar mais será engolfado de crise em crise até o final do governo Dilma II. Eles têm noção de que a situação econômica que vem aí é idêntica ao que um gato faz na caixa de areia, então nem vão perder tempo tentando consertar muito, vão partir para a radicalização de vez. A reforma política para o PT só precisaria de um artigo: é assegurada a alternância de poder entre companheiros. O resto é perfumaria.

Cabe à oposição agir e ficar sempre alerta, porque não existe país mais triste do que aquele onde Lula, Dilma, Gilberto Carvalho, Rui Falcão e outros crápulas estejam felizes.

Governabilidade é problema deles. Oposição propositiva só se for para propor o impeachment de Dilma Rousseff após a apuração do petrolão. Quem pariu Mateus que o embale.

Assim fica a dica pra Dilma e o resto do PT: quando der algum problema (e vai dar), não peçam união nacional, pacto social e nem paciência, chamem o João Santana pra "desconstruir" o problema.

O dólar subiu? Espalhem boato dizendo que ele bate em mulher. A inflação disparou? Insinuem que ela cheira pó. A bolsa caiu? Chamem os operadores de playboys. As obras de infra-estrutura pararam? Perguntem se já fizeram teste de bafômetro. As contas públicas estouraram? Digam que é por causa do preconceito da elite nazista descendente de Herodes contra nordestinos. Se vira, malandro.

Os eleitores do PT, não os pobres coitados que sofreram ameaças de passar fome, mas esses "esclarecidos" que embarcaram na nau dos insensatos também podem ajudar o governo que ELES escolheram, é simples: transportes públicos ruins e caros? IOF escorchante? Inflação? Prestação do seu carrinho salgada? A passagem subiu? O pedágio aumentou? A conta de luz vai crescer 25% no Rio de Janeiro? Ah, pede pra Dilma Bolada fazer uma piada "dilmais" que tudo fica 100%.

Tá faltando água no banheiro da federal? O professor vagabundo do sindicato falta mais do que vai, dá aula merda e ainda faz greve? Mande um "chupa" pra um tucano que passa. E um 13eijinho no ombro pros recalcados.

CPMF vai voltar? A polícia desceu a borracha naquela manifestação pelo "passe livre"? Dá um papo no tio Emir, no Paulo Henrique Amorim, na Socialista Morena, no José de Abreu ou no 247 que com certeza eles dão um abraço e um Alpino para te consolar. De novo: se vira, malandro.

Se e quando eles conseguirem tudo o que planejam e a imprensa virar um diário oficial, a opinião for criminalizada, o Estado totalmente aparelhado e a alternância de poder for uma miragem, não se pergunte "como chegou nisso?", como se você fosse inocente, porque você não é. Lembre do olavete que você debochava dizendo que acredita em "golpe comunista" te avisando com bastante antecedência.

E seja bem-vindo àquilo que você dizia que era coisa de quem via bolivariano debaixo da cama.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Impeachment sim

Impeachment sim. Golpe é um partido de ladrões lotear uma estatal, saqueá-la e praticamente quebrá-la. Golpe é usar centrais telefônicas piratas para enviar mensagens e telefonemas para eleitores com diversas ameaças e terrorismo. Golpe é mentir e usar os Correios e a máquina estatal para espalhar essas mentiras. Golpe é se eleger sob determinadas regras e já no discurso da "vitória" avisar que vai colocar a tropa na rua para mudar essas regras com reformas e plebiscitos bolivarianos. Golpe é aparelhar vergonhosamente o STF e o TSE, instalando ali não magistrados, mas advogados do partido. Golpe é tratar um oposicionista, seja ele político ou eleitor, como um inimigo. Golpe são planos de passar décadas no poder. Golpe é querer censurar a imprensa e as vozes dissonantes.Golpe é maquiar e esconder estatísticas desfavoráveis. Golpe é colocar exércitos de marginais nas ruas agredindo pessoas e vandalizando órgãos de imprensa que não fazem genuflexão ao partido. Golpe é defender aberta e descaradamente a volta da censura. Golpe é sofrer pesadas denúncias e desqualificá-las, achando que urna absolve crimes.

Caso o que o doleiro Alberto Youssef disse seja verdade, Dilma Rousseff merece não somente sofrer impeachment como ser julgada, condenada e presa. E assim como ela todos os envolvidos, até mesmo Luiz Inácio Lula da Silva, que pensa ser um cidadão diferenciado fora do alcance da lei mas que, se este país ainda tiver um resto de vergonha na cara, vai descobrir da forma mais surpreendente possível que não está acima da lei.

Governabilidade é problema do governo, à oposição cabe fazer oposição, de preferência uma oposição tal qual o PT faria caso Aécio Neves tivesse sido eleito.

Os 51% que elegeram Dilma Rousseff elegeram uma crise esperando para estourar. Elegeram uma ameaça de impeachment ambulante. Que não venham tachar ninguém de golpista ou coisa parecida, porque elegeram um governo sujo por livre e espontânea vontade. Ao país que presta, que não se vende por tostões ou milhões, cabe cobrar que a lei seja cumprida e a lei é clara: caso as denúncias do petrolão sejam comprovadas, trata-se de crime de responsabilidade e o governo deve ser removido. É a lei, está na Constituição, conformem-se em conviver durante quatro anos com isto, foi a sua escolha, não a minha.

Se agora as bombas de efeito retardado vão estourar e transformar Dilma II em algo muito parecido com Sarney I, não sei, mas parece que sim. Torço por isso? Não. Mas torço para que o fim da vida política de Dilma Rousseff seja o mais melancólico, desastroso e vexatório possível, porque será o castigo merecido para a pessoa que comandou a campanha mais suja, violenta, caluniosa, odiosa, lamacenta e nauseante de toda a história.

O país vai sobreviver ao que vier, mas que ao fim da tempestade possa acordar e perceber que não se entrega o comando do navio para os piratas, a menos que você seja um deles ou tenha um estranho prazer em ser a vítima.

Não há noite que dure para sempre, este longo pesadelo há de terminar, mas o lugar do PT é nas trevas de onde veio, para onde arrastou o Brasil e para a qual ainda irá retornar.

Pelo conjunto da obra, sim, este governo merece cair. Que caia.


domingo, 26 de outubro de 2014

Não existe noite que dure para sempre

Algumas breves considerações que fiz no Twitter, após as quais tentarei tirar uns dias de descanso. Não há outro assunto para falar e sinceramente cansei deste. Vamos lá.

- Antes que saibamos o que deu, digo para todos nós: fizemos tudo o que foi possível, não tivemos medo, nós somos o Brasil que presta. Valeu!

- Dilma Rousseff é uma presidente ilegítima. Ponto.

- Mesma coisa da eleição do Maduro. Fraude e agora o bando no poder vai radicalizar. Preparem-se para tempos negros em Banânia.

- Bem vindos à Venezuela. Que você, que foi cúmplice da corja, seja a primeira vítima.

- Em três horas "esperando o Acre" se muda muita coisa, inclusive votos.

- Três palavras: presidente Michel Temer. Aguarde e verá.

- O Congresso é vendido e o judiciário aparelhado, mas se a rua roncar - aquele ronco de bêbado, mas barulhento - a Capivara cai.

- Parabéns, eleitorado do Nordeste, garantiram seus noventa reaizinhos por mês em troca de colocar uma canga no país. Vocês são f*.

- Minas, quatro anos de Pimentel será um castigo merecido tanto pelo primeiro quanto pelo segundo turno, que passem bem devagar.

- P.S.: Minas, eu ainda te amo, mas você precisa sofrer para aprender. Vê se aprende.

- São Paulo, você nunca decepcionou o Brasil. É a locomotiva econômica e moral, desculpe pelo resto. Amor eterno. M.M.D.C.

- PR, SC e RS: vocês não são apenas o Brasil que dá certo, mas o Brasil que FAZ e VOTA certo. Três estrelas nesta imensa escuridão. Valeu!

- São Paulo, não é a toa que eu te amo tanto e sou correspondido. Obrigado mesmo, você não me deixa desanimar nunca. Conduza! Sempre.

- Dica: não seja a nova Mayara Petruso. Primeiro porque os tempos que virão não serão necessariamente de liberdade, depois porque pega mal.

- Se o Brasil fosse um país sério diria que a Dilma COM CERTEZA sofrerá impeachment, como não é - senão não a reelegeria - digo que há chance.

- Alô PSDB: milhões e milhões de brasileiros esperam OPOSIÇÃO. Governabilidade é problema deles. DERRUBEM a corja.

- Dilma II será igual a Sarney I. Podem esperar.

- By the way: parabéns, Acre, valeu a pena esperar por vocês, o Brasil que presta te dá boas vindas.

- Até o final do ano José Dirceu sai da cadeia bem a tempo de assumir algum ministério no governo Capivara II.

- Rio e sua esquerda caviar, poderia te mandar à merda, mas espero apenas que você dê um mergulho na Baía de Guanabara, o que dá no mesmo.

- Triste país que depende de um criminoso preso para resgatar um pouco da sua decência. Que o doleiro se redima e liberte o Brasil.

- Filmei meu voto. É meu atestado de bons antecedentes pelos próximos quatro anos. Sei que não podia, mas fraude também não pode, então.


O país foi dividido ao meio e nada me fará reconciliar com a outra metade que fez questão de que fosse assim. Agora aguentem.

- Se o problema da "elite" era mesmo pobre andando de avião, esta pode ficar tranquila, porque com a economia que vem aí vão andar de jegue.

- Urna sem imprimir voto dá nisso, agora vocês têm que acreditar na lisura dessas urnas eletrônicas e na palavra do ex-advogado do PT no STF.

- Juro que sinto muito mais asco de um bosta universitário do SE que tem instrução e vota no PT do que em alguém que vota porque teme a FOME.

- Finalizando: o país não vai acabar, vai piorar muito antes de melhorar, mas não existe noite que dure para sempre. Não desanimem. Abraços!




Façamos história


Há mais ou menos 30 anos eu era uma criança que já acompanhava o que acontecia na política do seu país. Nascido no auge do regime militar, fiquei fascinado quando em 1982 vi a primeira eleição direta para governador da minha vida.

Me encantou saber que as pessoas podiam ir numa urna, depositar um nome e assim escolher quem "apareceria na TV fazendo pronunciamentos" e decidindo os rumos do governo. Eleição direta naquele tempo era luxo, talvez por isso até hoje, por mais decepcionado que fique com o que acontece, não consiga enxergar o exercício do voto com o desdém dos que dizem que "é tudo igual", que "isso não adianta nada" ou que simplesmente anulam sua escolha.

Digo isso porque dois anos depois, em 1984, fiquei ainda mais impressionado com a campanha das diretas. Milhões nas ruas, homens, mulheres e crianças exigindo o seu direito de votar para presidente.

Lembro ainda que não acreditei quando soube que uma dessas "bases aliadas" no Congresso votou contra o direito do povo de votar, mas me enchi de esperança ao ver Ulysses, Covas e tantos outros avisarem: a luta continua. Era um aviso ao regime: um novo dia irá chegar.

E foi num dia de janeiro de 1985 que acompanhei grudado na TV varios parlamentares indo ao microfone do plenário e dizendo, entre pequenos discursos e exaltações, que votava em Tancredo de Almeida Neves para presidente do Brasil.

Já eleito, disse entre palavras de esperança: não vamos nos dispersar.

Quis o destino que meses depois eu chorasse, junto com o país inteiro, a sua morte.

Entre caos, inflação, a primeira eleição direta para presidente, impeachment, Plano Real, eleição de Lula, mensalão, eleição de um poste e a campanha mais suja da história, o Brasil avançou, retrocedeu, conquistou várias coisas, perdeu várias outras, e um neto de Tancredo chega, neste ano de 2014, muito próximo de cumprir o sonho do avô: unir e curar o país das feridas que o autoritarismo impõe.

Se ainda possuímos instituições democráticas, é porque o aparelhamento observado no STF e no TSE, onde ex-advogados do PT não se esforçam para demonstrar que são mais "ex" do que "advogados" ainda não está completo, mas em quatro anos pode estar.

E o aparelhamento em institutos como IPEA e IBGE, em estatais como a Petrobras, os Correios, Furnas, Itaipu, Eletrobras. E o aparelhamento nas agências reguladoras e até em nosso outrora respeitado corpo diplomático.

A depredação da sede de uma revista, as ameaças à família de Aécio Neves, a agressividade de seus braços organizados na sociedade, tudo isso mostra que essa longa noite de 12 anos pode se transformar em algo pior. No que depender do PT, irá.

O voto pela alternância de poder hoje é um voto pela liberdade, pela garantia das bases de nossa democracia, pela manutenção da confiança nas instituições, pelo futuro de nossas crianças.

E assim como há 30 anos, o desrespeito ao direito do eleitor escolher livre de pressões e chantagens pode terminar pelas mãos de outro Neves, o neto de Tancredo, que não era unanimidade entre todos, mas que uniu o Brasil em torno da certeza: Tancredo representa a nossa liberdade e liberdade não se negocia.

Aécio hoje reuniu em torno de si Marina Silva, Eduardo Jorge, a família de Eduardo Campos, políticos de todos os matizes e partidos que entenderam que a liberdade é mais importante que tudo.

Que hoje o Brasil vote pela liberdade, sem controles sociais, sem nós e eles, sem a política do ressentimento e da roubalheira que tão mal nos fez.

Que amanhã nossas crianças possam lembrar de nós com o mesmo orgulho que lembramos daqueles que, junto com Tancredo, lutaram e garantiram a nossa liberdade.

Que Deus abençoe o Brasil.

sábado, 25 de outubro de 2014

Dilma e o PT debocham de São Paulo

Como Dilma não consegue ser nem um pouco menos Dilma, foram tantas patacoadas, mentiras e frases indecifráveis, que fica difícil mesmo dizer qual é a pior ou quais são as piores.

As respostas para o indeciso que reclamou do custo do aluguel e para a economista que não arruma emprego, dizendo que vai dar linhas de crédito de 5 mil reais (isso mesmo CINCO MIL) para a compra de um imóvel para um e mandando a outra voltar a estudar (um curso técnico no Pronatec) foram tão toscas que outra, a meu ver ainda pior como se isso fosse possível, passou despercebida.

Durante uma de sua intervenções guiadas pelo marqueteiro da campanha suja, Dilma trouxe à tona a crise hídrica em São Paulo. Resposta vai, réplica vem, e ela se sai com essa:

- Daqui a pouco São Paulo vai ter que criar o programa "Meu Banho, Minha Vida".

Nem bem terminou de dizer a cretinice e se ouviram gargalhadas e aplausos dos petistas presentes no estúdio.

Devem ter ficado tão animados com a "tirada espirituosa" da mulher que não consegue terminar uma frase dentro do mesmo assunto que começou, que nem perceberam que ela havia acabado de debochar de milhões de pessoas que passam pela angústia e a falta de conforto que é a falta da água ou mesmo a ameaça dela.

Sendo bem sucinto: Dilma debochou de São Paulo e dos paulistas, para a diversão dos orangotangos que a assessoram em sua campanha suja. Não apresentou propostas, não assumiu culpas, não disse nada relevante para o futuro, apenas espezinhou de todo um estado da federação pensando que assim espezinhava apenas o governador que aplicou uma surra no incompetente que ela queria colocar no Palácio dos Bandeirantes.

Em qualquer país sério e com menos indigência intelectual do que no Brasil, tal coisa seria motivo de escândalo. Fosse algumas semanas antes da eleição seria motivo para retirada da candidatura.

Mas aqui esse tipo de coisa não só é tolerada, como temos um ambiente político que foi transformado pelo PT em algo tão sórdido e baixo, com ataques de natureza tão nauseante, que tal palhaçada da presidente nem causa mais espanto.

São tantos escândalos, tantas patifarias ditas e feitas, tantos ataques à liberdade de imprensa, de opinião, de oposição, tantas infâmias, ofensas, mentiras, deboches, cinismos, absurdos, que o país, anestesiado, mal reage.

Até por isso mesmo é hora do PT sair do poder, o Brasil precisa recuperar sua capacidade de se espantar.

Nós precisamos ser melhores do que isso.



sexta-feira, 24 de outubro de 2014

O PT e as FARC

Se por um acaso me acusarem, sei lá, de fazer parte de um grupo que tenta revogar a lei da gravidade ou então de ser favorável à disseminação da tuberculose, eu vou onde for possível e onde houver quem me escute e direi: sou totalmente favorável a gravidade e juro que eu quero que o bacilo de Koch se exploda e que não tenho nada a ver com ele!

Pode ser que algumas pessoas - que já não vão com a minha cara - não acreditem e continuem pensando que eu desejo ver elefantes voando e o mundo habitado por tísicos, mas só o farão porque assim o querem, pois eu não terei me calado e, conseqüentemente, consentido com o rumor maldoso.

E é justamente por isso que eu me incomodo com a postura do PT e de suas lideranças - incluindo aí sua presidentA - em relação às "acusações" de que eles mantém ligações com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia, aquele agrupamento de narco-terroristas que seqüestram, matam e praticam outros crimes sob a proteção da imensidão amazônica.

Desde que - e lá se vão quatro anos - o deputado Índio da Costa disse que o PT mantém ligações com as FARC, já vi os mais variados dirigentes, líderes e estafetas do lulopetismo reclamando de baixaria, dizendo que não vão descer a este nível, denunciando manobras eleitoreiras, enfim, fazendo toda sorte de atitudes histriônicas de quem se acha "injustiçado", menos a única atitude que alguém nessa posição tomaria de imediato: negar veementemente a acusação.

E não faz porque não pode.

O PT é um dos fundadores do Foro de São Paulo, entidade da qual as FARC fazem parte. Lula já sugeriu que as FARC abandonassem a luta armada e aderissem à luta política, já ofereceu o território brasileiro para "negociações" entre os narco-guerrilheiros e o governo constitucional colombiano, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil se nega a condenar as ações do grupo.

Dilma Rousseff, quando era ministra da Casa Civil, requisitou a mulher de Olivério Medina, representante das FARC no Brasil, para trabalhar no Ministério da Pesca. A Revista Cambio, da Colômbia, publicou uma série de e-mails que estavam no computador do terrorista Raul Reyes, morto em 2008 por forças colombianas no Equador, listando aqueles que seriam “os amigos” das FARC no Brasil, entre eles José Dirceu, Gilberto Carvalho, Celso Amorim, Marco Aurélio Garcia e Paulo Vannuchi, aquele dos "direitos humanos". Esta mesma ação do governo colombiano que matou Reyes, foi veementemente condenada pelo governo brasileiro na ocasião.

Enfim, reportagens e farta documentação sobre a ligação do PT com as FARC são públicas e notórias, porque então seus líderes fingem que tudo não passa de "teoria de conspiração"? Porque não esclarecem isso logo?

Seria tão simples o PT emitir um comunicado claro, direto, dizendo o seguinte: renunciamos e renegamos qualquer ligação com as FARC, repudiamos os atos terroristas daquele grupo e negamos qualquer tipo de relação com a guerrilha.

Por que não fazem isso? Porque desta forma iriam contra a sua lei da gravidade particular, aquela em que tudo fica de ponta a cabeça e a vítima passa a ser a ré, crimes são cometidos "pelo bem do país" e a negação repetida mil vezes termina por prevalecer sobre a verdade.

O PT não gosta de nada muito claro, é nas sombras que o partido está em seu habitat. Não por outra razão suas relações com o Congresso volta e meia param nas páginas policiais, até hoje o assassinato de Celso Daniel é um mistério e as contas do dinheiro do pagador de impostos brasileiro que esbanja em Cuba são classificadas como "secretas".

Renegar as FARC seria renevar o Foro de São Paulo. Renegar o Foro de São Paulo e seus planos, seria renegar a si mesmo.

Por isso desconfio que se alguém um dia acusar o PT de ser favorável a tuberculose, como ironizei no início deste testo, o partido não vai simplesmente dizer que sim ou não, mas acusar o micróbio de ser da "imprensa golpista" ou então tucano a serviço da elite.



quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Bote toda aquela sua revolta para fora, alivie seu peito, essa é a hora

Para você pensando em desanimar: vai ser difícil, suado, com força de vontade, mas dá.

Como disseram no meu Twitter, raciocine comigo: o Aécio ganha o apoio da família do Eduardo Campos, cai um ponto. Ganha o apoio da Marina, cai um ponto. Ganha o apoio do Romário, cai um ponto. Lota as ruas de várias capitais, cai dois pontos.

Isso faz sentido?

Não estou dizendo que a vitória é certa, mas que desejam desmobilizar você. Estes mesmos mercadores de porcentagens erraram a votação do Aécio no primeiro turno por muito fora da margem de erro, são empresas que possuem clientes e que precisam agradar seus clientes e o PT é um de seus grandes clientes.

O único instituto que acertou o primeiro turno, o Verita, dá o Aécio na frente. Mas isso não importa, pesquisa não vence eleição. Domingo é dia de votar, mas até lá você pode colocar um adesivo no peito, desmentir um boato, chamar a polícia caso um vagabundo te entregue um panfleto apócrifo (sim, você pode chamar a polícia porque isso é crime), colocar a bandeira para fora da janela de casa ou do carro, dar carona para alguém votar.

Se você não está fazendo nada, observe aquele cara com um adesivo no peito passando por você na rua e se envergonhe: caso o Aécio vença, será por causa dele, caso perca, será culpa sua.

Agora é a hora, acredite que dá.



Os sequestradores do Brasil

Marcelo Freixo não me engana. Aliás, o partido dele, o PSOL, nunca me enganou. No Brasil você tem a esquerdopatia petista de classe média com complexo de culpa, a esquerdopatia petista caviar, a esquerdopatia petista malandra, a esquerdopatia petista lunática, as vítimas das esquerdopatias petistas que votam no partido por medo de passar fome e tem o resto do país.

Marcelo Freixo é um petista. Ponto. Assim como Luciana Genro, Jean Wyllys e todos os demais "esquerdistas de raiz que acham que o PT não é a esquerda verdadeira" são, no fundo, petistas. Para eles, esse senhor visivelmente alterado que berra impropérios e ameaças em cima de um palanque ainda é aquele metalúrgico de imagem romântica, que representava a "esperança".

Nunca foi, que fique bem claro. Lula sempre foi um malandro, um oportunista que "pisaria até no pescoço da própria mãe" para chegar ao poder, como dizia Leonel Brizola. Seu partido é uma seita que cresceu demais no Brasil, apenas. Uma religião pervertida que tem fiéis praticantes e não praticantes.

Essa turma universitária que se diz a "esquerda de verdade", essas madames da zona sul do Rio de Janeiro que fazem arrecadação de fundos para campanhas do Marcelo Freixo, esses maconheiros militantes que juram que o governo não presta, "movimentos sociais" que falam em "genocídio de negros", anarquistas de galinheiro, black blocs, estudantes profissionais de DCEs, todos, sem exceção, não passam de petistas não praticantes.

Quando a coisa aperta e a nave-mãe é ameaçada de perder uma eleição, todos se juntam para socorrer o PT. Não é a toa que todos esses ícones da "nova esquerda esclarecida" (que um dia já foi o PT), passam quatro anos falando mal do governo federal, mas depois que seus candidatos caricatos levam a já usual surra nas urnas, votam é no Lula e na Dilma mesmo.

Marcelo Freixo é daquele tipo de político de esquerda com discurso de bom mocismo fajuto que só prospera onde tem IDH baixo e caviar alto. E assim como ele, tantos outros que fazem os riquinhos do Leblon que cospem perdigotos e bile ao falar em "burguesia" se sintam menos culpados pela vida mansa que sempre tiveram.

Fama no Brasil é igual fortuna: é passada como herança em cartório. Daí que a "classe artística" de hoje é filha, neta e muitas vezes até bisneta de alguém que algum dia teve algum talento. E tal qual os herdeiros de fortunas (e também estes), fica aquela culpa que só é aliviada se fingirem que têm "consciência social". Os avós eram comunistas de boutique, os pais petistas do Jobi e eles são os psolentos do Porta dos Fundos. No fundo, sem trocadilho, é tudo a mesma merda.

São a versão riquinha dos universitários e professores de cabelo e barba ensebada que acham mesmo que vão "mudar o mundo" sem por os pés para fora da universidade, com seus eternos debates e dissertações sobre nada.

Assim que passar a eleição, voltarão às suas greves, a dizer que a universidade não tem estrutura, que as condições de trabalho são vexatórias, que é tudo uma droga. Mas não querem saber: na hora H, correm para votar no PT de novo. Mereciam é levar tapa na cara quando fizessem outra greve ou começassem a reclamar.

O país vive com o PT uma relação de amor (dos malandros e iludidos) e de ódio (de quem paga a conta do clube dos cafajestes). Perdidos no meio dessa guerra estão os pobres, os miseráveis, os famintos, cheios de medo de perder as migalhas que Brasília atira para eles.

O PT não representa o pobre brasileiro, os tais "mais necessitados" que eles tanto falam, o PT os sequestrou. E os ameaça com a fome caso não paguem o resgate, que é seu voto.

E faz isso não só com a anuência, mas com o apoio de quem se informa, de quem sabe o que acontece, mas não liga, pois suas utopias furadas e sua culpa social valem mais para eles do que a dignidade do seu povo.

É uma associação criminosa para o sequestro de um país e até agora ninguém conseguiu estourar o cativeiro.

Mas que seja em breve.




Troco o PT, o PC do B, o PSOL, o PCO, o PSTU e a UNE por rosquinhas

10 entre 10 esquerdopatas acreditam que o papel da universidade é servir como niveladora da sociedade.

Praticamente molham as cuecas com a foto do Che Guevara estampada falando que "o filho do pedreiro vai virar doutor", como se uma nação só com doutores em antropologia do churrasco (acredite, existe isso) pudesse ser algo diferente de um país onde Lula é "doutor honoris causa" (até hoje ele acha que isso é Honório escrito errado) e consequentemente eternamente subdesenvolvido.

A universidade não é niveladora de nada, pelo contrário, ela existe para formar uma elite. Tremam, esquerdopatas, porque é isso mesmo, uma ELITE.


Uma universidade dedicada a ser "inclusiva" e onde "todos sejam iguais", que se dedique a uniformizar os cidadãos ao invés de dar oportunidade e cabedal para que os MELHORES se sobressaiam deixa de cumprir sua função básica que é, repito, formar uma ELITE.

Os bons, os melhores, os gênios, os mais capazes, os que com sua superioridade puxarão (isso mesmo, como burros de carga) o país para frente através do progresso que só o gênio pode trazer.


Essas universidades brasileiras, onde se "constroem coletivos" mas não se edificam mentes solitárias, pois o gênio é um solitário, são apenas isso aí que a gente vê cada vez que acontece uma ocupação de reitoria, que é desperdício de dinheiro do contribuinte na forma de marxistas farofeiros de cabelo ensebado.

Para formar gente igual uma à outra, como um desfile do exército vermelho, era melhor gastar esse dinheiro distribuindo café e rosquinhas para matar a fome dos ignorantes.

Café com rosquinhas é mais importante para a humanidade do que o PT, o PC do B, o PSOL, o PCO, o PSTU e a UNE, todos juntos.

quarta-feira, 22 de outubro de 2014

O dia depois da eleição

Resolvi escrever isto hoje, alguns dias antes da eleição, para que não me acusem de condescendência de vencedor ou choro de perdedor, mesmo porque não vou ganhar e nem perder nada, não vivo de dinheiro do governo, quem vai ganhar ou perder é o país.

Vamos nessa.

A menos que você seja um desses cínicos que ganham muito dinheiro para dizer que tudo está bem ou algum desses lunáticos que pensam mesmo que "fazer política com amor" é chamar o adversário de "nazista", esses últimos dias têm sido especialmente difíceis. De provocação em provocação, agressão em agressão, o Brasil segue o caminho venezuelano, onde metade da população detesta a outra metade. Ganhe quem ganhar, a política do ódio já venceu e teremos um presidente que não será aceito por quase metade do país.

Mas ainda não é sobre isso que eu queria falar, quero falar de mim e de você, seja uma dessas pessoas que respiram política no dia a dia e acompanham eleições até no Paquistão (olha eu aqui com o dedo levantado) ou da turma que pensa que está disputando um paredão de BBB ou jogando Super Trunfo.

Os politizados de ocasião não são um problema, o problema é serem apenas de ocasião.

Em todo caso, amizades andam sendo desfeitas, pessoas se agridem na rua, bandeiras são arrancadas e cartazes rasgados, não vivemos uma corrida eleitoral, mas uma guerra eleitoral estimulada pela baixaria na TV, com leniência do ex-advogado do PT e de José Dirceu, Dias Toffoli.

Políticos brigam quando a hora é das urnas, mas só seus eleitores brigam de verdade. Passada a eleição, um vai conversar normalmente no cafezinho do Congresso com o outro que o chamava de "assassino", "terrorista" ou "traficante". Não julgo, a política é, também, a arte de usar máscaras, apenas digo isso para lembrar a cada um de vocês do dia depois da eleição, quando todos voltam a ser "excelências" e nós "pagadores de impostos".

Você é bem mais do que o seu partido ou sua escolha eleitoral. Você provavelmente gosta de viajar, de assistir filmes, de beber uma boa bebida. Gosta de hamsters ou ratos ou gatos ou cachorros, curte uma praia, uma serra, adora chocolate.

Não deixe que a raiva que sente dos coniventes e a frustração que sente com os cegos te contamine. Relaxe, vá fazer outra coisa, não se transforme no que eles são: esses grupos de gente com uma bandeira vermelha na mão e dentes trincados em berros de ódio. Trocar vermelho por azul não vai te diferenciar, sua atitude é que vai.

Passado tudo isso, muitos deles têm algo a perder: dinheiro dos outros que vem fácil. Você não. Você vai levantar de manhã e ter que trabalhar como sempre. Muitos petistas, se a fortuna sorrir para o país, terão que fazer isso como nunca.

Mas a luta vai além do dia 26. A liberdade exige a eterna vigilância, a prontidão, a disposição. Liberdade de associação, de opinião, de imprensa, religiosa, liberdade de consciência. Os liberticidas não sumirão num passe de mágica e nem conseguirão tudo o que desejam no dia 27 de outubro.

Derrotados eles já estão, independente do que digam as urnas. Gastaram rios de dinheiro e jogaram toneladas de escrúpulos no ralo para obter uma vitória a qualquer preço. Se, volto a dizer, por azar do país, conseguirem, será uma vitória de Pirro. Passarão quatro anos administrando o caos e o ódio que plantaram e isso não é opcional nem o João Santana poderá salvá-los com um punhado de canalhices na TV.

Mas você não precisa perder junto. Beije seus filhos, olhe o por-do-sol, mergulhe no mar, tome um sorvete, ria do que puder rir. Você não é refém de um partido, você não é dependente de um bando para se sustentar e por isso sua dignidade é só sua.

Você pode ganhar de qualquer jeito, vencendo ou não, basta que não deixe que eles conquistem a sua alma.

Nós somos melhores do que isso.



terça-feira, 21 de outubro de 2014

Qual é a cara do Brasil?


É muito triste saber que nossas crianças crescerão num país que se deixa sequestrar moralmente por um sujeito cretino desses, que não só compromete o presente e o futuro como a unidade do país com tanto ódio pregado em nome de quê? Mamar MAIS o dinheiro de quem paga imposto? DOMINAR o país?

Não me dirijo aos lunáticos e nem aos cínicos, mas aos inocentes que acreditam mesmo ser o PT uma opção: um ex-presidente chamar um candidato oposicionista de canalha, cafajeste, nazista, com essa cara de ódio, com esse medo de seu bando político perder o poder, isso pode ter o objetivo de fazer alguma coisa boa?

Você já viu alguém fazer algo bom cercado de tanto ódio, virulência, ameaças, mentiras, calúnias?

Imagine se o ex-presidente Fernando Henrique subisse num palanque e, visivelmente alterado sabe-se pelo quê, chamasse Dilma de "terrorista", "ladra de bancos", "mentirosa calhorda"?

Os petistas esquecem nessa campanha que se, por azar do país, vencerem essa eleição, será por muito pouco. Como governarão depois precisando lidar com metade do país que os detesta? Com metade do país que só os detesta porque foi demonizada, achincalhada e hostilizada por eles?

Terão que COMPRAR apoios ou se impor pela FORÇA, dois caminhos que levam o país ainda mais para baixo nesse buraco sem fundo.

Observe essa foto e veja o semblante deste indivíduo. Será esta a cara do Brasil?

A decidir.

50% versus 50%

Um bairro do Rio, esquinas de uma rua de grande circulação e nada menos do que três mini-comitês eleitorais improvisados do PT abordando pessoas na rua, emporcalhando a cidade colando adesivos em postes, distribuindo farto material de campanha.

De tempos em tempos carrões com adesivos e bandeiras do partido param para distribuir mais material e quentinhas para os "funcionários" que passam o dia ali. A presença é massiva e o comportamento ostensivo e intimidador.

E isso é apenas uma rua de um bairro da cidade. No Centro do Rio são outros tantos e sabe-se lá mais quantos. Quem são essas pessoas? Quem paga para que fiquem ali desde a manhã só saindo no fim do horário comercial? Quem fornece o alimento, o transporte, a logística?

A pergunta é retórica, claro, somos nós que pagamos, mas tal aparato partidário massivo, aliado a mensagens com mentiras e ameaças à população por SMS e Whatsapp são muito semelhantes ao que o chavismo pratica na Venezuela. E eu sou o paranoico? Não mesmo.

A polarização do país - com metade dos brasileiros odiando a outra metade - já nos deixou com cara de Venezuela, agora só falta o resto, mas a Dilma e sua trupe de cretinos, corruptos e liberticidas está aí pra isso.




O Brasil decidirá se vai premiar ou não o mau-caratismo

Isto é um prédio da Prefeitura de São Paulo. Note que a assombração-em-chefe nem foi reeleita e a farra já começou forte.

Nas ruas do Rio de Janeiro em certos bairros há uma mesa, um guarda-sol, algumas cadeiras e vários petistas em cada esquina, em mini-comitês eleitorais. Distribuem material de campanha, emporcalham postes e paredes colando propaganda e deixam no ar a pergunta: quem paga por isso?

Pergunta retórica, claro, porque nós sabemos que eu e você é que pagamos por isso.

Esse episódio grotesco na cidade que sofre bullying de Fernando Haddad, o maníaco da bicicleta, com bandeiras vermelhas no lugar onde deveriam estar as bandeiras da cidade e do estado de São Paulo e a do Brasil prova que dia 26 de outubro de 2014 o Brasil não vai simplesmente escolher mais um presidente, mas vai escolher sua forma e seu caráter pelos próximos 20 ou 30 anos.

Quem vencer nomeará pelo menos quatro ministros do STF, sem contar que poderá fazer de tudo, desde a demissão de parasitas em cargos comissionados até o tal "controle da mídia", que não passa de censura. Ontem mesmo, em São Paulo, o macunaíma-em-chefe, Lula, citou nominalmente William Bonner e Míriam Leitão como alvos da ira de sua seita. Só em ditaduras ou em países prestes a virar uma é que tal coisa é tolerada sem que a República inteira se levante contra o projeto de tiranete.

O Brasil decidirá se prefere o mau caráter que faz a campanha suja, o mentiroso que não permite que ele decida baseado em fatos, o vagabundo que pensa que o serviço público existe para se servir dele, o terrorista que ameaça pobres com a fome.

Espero que não escolha tal caminho, porque não terei o menor prazer em dizer depois que eu avisei.

Link da notícia: http://politica.estadao.com.br/noticias/eleicoes,bandeiras-do-pt-sao-penduradas-em-predio-da-prefeitura,1579917



segunda-feira, 20 de outubro de 2014

O Pereira Passos de bloco de sujo

O prefeito Eduardo Paes, esse monumento de ética e competência que conseguiu perder (e até hoje não encontrar) vigas de aço de 20 toneladas que sumiram de um viaduto, é um cabo eleitoral dedicado de Dilma Rousseff.

Depois de virar inimigo número um do macunaíma-em-chefe devido a sua atuação na CPI dos Correios, quando ajudou a desbaratar um bom pedaço do bando petista que assalta o país há 12 anos, o atual alcaide do Rio de Janeiro finalmente se rendeu ao clube dos cafajestes e virou amigão da companheirada.

Certo de que o estrondoso sucesso da olimpíada mais mal organizada da história pode levá-lo até à presidência, Eduardo Paes  desfila por aí como eleitor de luxo, ainda que o carioca tenha ignorado suas ordens e dado à Aécio Neves e Marina Silva uma soma de votos bem superior àquela dada para a assombração que ocupa a presidência.

Mas como disse no parágrafo anterior, Eduardo Paes acredita ser uma espécie de reencarnação de Pereira Passos, o prefeito que mudou a cara do Rio de Janeiro, e tem certeza de que tanto o morador da cidade quanto o turista que for para a olimpíada nem vai perceber a diferença entre faixas exclusivas para ônibus pintadas no asfalto - sua idéia de gênio para o transporte de massas no Rio - e um metrô decente como o de outras cidades olímpicas.

Fora as obras superfaturadas e atrasadas, há por toda a cidade soluções que fariam inveja a qualquer arquiteto de puxadinho. E como se não bastasse, ainda tem as águas da Baía imundas, a Enseada de Botafogo com sofás disputando espaço com velejadores, moleques de rua espalhados por todo canto, lixo no chão, péssimos serviços e preços estratosféricos. Calma, porque a "cidade maravilhosa" administrada pelo Pereira Passos de bloco de sujo tem outras atrações a mostrar.

Tem o corre-corre surpresa nas praias quando acontece algum arrastão, tem o caça-ponto-de-ônibus para descobrir qual linha para em qual ponto (já que agora a cidade, certamente para conforto do cidadão, instalou pontos alternados a algumas centenas de metros um do outro, com o intuito de disfarçar os congestionamentos). Tem também o salto-sobre-o-lixo nas calçadas, além do duas-pessoas-em-uma no metrô sempre lotado e ruim.

E semana passada o Jornal Extra mostrou mais uma das maravilhas do Rio: na piscina da Vila Olímpica Félix Mielli Venerando, inaugurada em 2012 bandidos da região resolveram usar o lugar como seu clube. Vão para o aparelho olímpico tomar banho, dar umas braçadas e levam até os seus fuzis para se refrescar.

Se ainda não inventaram o "nado estilo fora da lei" ou o "tiro ao alvo submarino", a cidade maravilhosa de Eduardo Paes acabou de inventar.

Pena que "passar raiva" e "sentir vergonha" também não sejam modalidades olímpicas, senão o Brasil já teria o seu lugar garantido no topo do quadro de medalhas.



A "STFHC" ou Síndrome do Transtorno por Fernando Henrique Cardoso

Um texto meu de 2010, porém mais atual do que nunca.

Em 2000, os EUA realizaram uma controversa eleição presidencial. A condução do presidente George W. Bush ao seu primeiro mandato talvez tenha sido a eleição mais tumultuada de toda a história daquele país, com recontagens, protestos, e o resultado sendo referendado pela Suprema Corte após intenso debate nacional.

Lembro de ter acompanhado tudo ao vivo pela CNN. Os estados iam sendo colocados um a um na coluna de votos de cada candidato, o então vice-presidente, o democrata Al Gore, e o então governador do Texas, o republicano George W. Bush, sobrando ao final apenas a Florida.

Os eleitores do Partido Democrata até hoje consideram que aquela foi uma "eleição roubada", a despeito de Bush ter vencido todas as recontagens realizadas naquele estado sob todos os métodos possíveis. Fosse por 500 votos ou por 100 mil votos, ele nunca ficou atrás de Gore ali, mas os democratas jamais perdoaram aquilo.

Já em 2008, quando Bush sairia da Casa Branca ao final do seu segundo mandato, a eleição não parecia ser entre o atual presidente Barack Obama e o candidato republicano John McCain, mas entre os democratas e George W. Bush.

Mesmo sem concorrer a mais nada, ele permanecia presente nos debates, nas propagandas, nos ataques. O sentimento geral entre os eleitores de Obama é que eles deveriam "vingar" a derrota de 2000, a "eleição roubada", e fazer justiça. Não foi surpresa quando, já eleito, o presidente Obama e seu partido começassem a falar de uma "herança maldita". Este termo desperta alguma lembrança sobre a política brasileira?

Se não despertar deixe-me refrescar sua memória: foi assim que o atual presidente Lula batizou o legado de seu antecessor, Fernando Henrique Cardoso. A despeito de ter mantido a política econômica, de ter mantido a política de privatizações e concessões, de ter mantido e ampliado o programa de Bolsas, transformando-0 em carro-chefe de seu governo, Lula e os petistas até hoje falam de FHC como se ele fosse o "coisa ruim". Porque?

Antes de mais nada, deixe-me dizer que não sou grande fã do governo de Fernando Henrique, acho que deveria ter privatizado MAIS. Além disso não foi um bom momento econômico porque o mundo não ajudou, e o Brasil ainda não tinha os fundamentos econômicos sólidos que o permitiram resistir àquela crise como resistiu à de 2008. Mas a cada dia me torno mais admirador da postura republicana que ele manteve durante a sua sucessão, bem diferente deste comportamento de caudilho que Lula exibe.

Cada vez que FHC diz algo, que aparece na TV ou emite uma opinião em sua coluna dominical nos jornais, os petistas reiniciam o linchamento moral e histórico a que se dedicam desde o primeiro dia em que se aboletaram no poder. Mas porque? Lula não é o mais popular de todos? Não é "O Cara"?

Simples: porque após o impeachment de Collor, o PT considerava que era direito seu eleger o próximo presidente. A eleição de 1994 seria apenas um ritual que conduziria o "líder metalúrgico" ao Planalto. Por isso foram contra o Plano Real, o qual chamavam de "eleitoreiro".

E foi justamente por causa do Plano Real que levaram uma coça nas urnas. E levaram outra coça em 1998, junto com outro populista sem nenhum cacoete para administrador como o ex-governador Leonel Brizola, o "arquiteto das favelas" do Rio de Janeiro. E eles não perdoam FHC por isso.

Tiveram a chance de levar seu "estimado líder" ao poder em 2002, coisa que os americanos não puderam fazer com Al Gore, já que a política daquele país até admite uma segunda candidatura, mas jamais admitiria um perdedor de 4 eleições sem trabalho fixo - a não ser o de candidato presidencial profissional - continuar tentando até conseguir.

Mas não foi o bastante. Porque não foi contra FHC, o cara que "roubou" o direito deles elegerem o presidente em 1994.

E quem sabe como seria caso tivessem conseguido o poder naquela época. Pelo empenho que demonstram em eleger uma inepta como presidente agora, não é de se espantar que caso o PT estivesse no poder já há uns 16 anos hoje seríamos uma república companheira, que escolhe seus sucessores como um Vaticano Sindicalista.

Mas isso não aconteceu. Não aconteceu porque o ex-presidente Itamar Franco não deixou que o país naufragasse após o impeachment de Fernando Collor. Não aconteceu porque o Plano Real tirou o Brasil da ciranda inflacionária e plantou a semente da inclusão de milhões de cidadãos na sociedade de consumo. Não aconteceu porque ainda não foi daquela vez que funcionou a política do "quanto pior, melhor", tão cara ao PT quando eles estão na oposição. Não aconteceu porque no meio do caminho da trupe palanqueira tinha uma eleição e porque eles perderam essa eleição.

O culpado? Fernando Henrique Cardoso, e ele precisava e ainda precisa ser punido. Seja com dossiês contra sua esposa, já falecida, seja com o linchamento histórico que sofre por parte dos bate-paus petistas.

Ele precisa-ser-punido. Afinal, chutou a bunda do "Cara" nas urnas duas vezes e isso é mais do que eles podem suportar.