segunda-feira, 13 de outubro de 2014

A meritocracia de Dilma, a mulher com SEIS nomeações no currículo

Dilma Rousseff anunciou logo na largada do segundo turno que não iria fazer uma campanha de baixarias e ódio, só queria debater propostas. Óbvio que só acreditou nisso quem chegou de Marte nas vésperas do primeiro turno e não acompanhou a campanha sórdida que seu partido, com a sua anuência, promoveu contra a ex-senadora Marina Silva.

Mas como Dilma não é a melhor pessoa do mundo na arte de se comunicar em português - creio ser, inclusive, uma das piores, senão a pior - pode ser que a "presidenta" quisesse dizer outra coisa e, com outras palavras, anunciava que faria uma campanha tão medíocre que seu perfil oficial no Facebook chegaria ao ridículo de usar a imagem de um Batman dando tapas na cara do eleitor da oposição (acredite, isso aconteceu mesmo, o link segue no final).

Que há mais ou menos um ano Dilma não se comporta como presidente, mas como um desesperado militante com medo de perder o emprego, é público e notório. Dilma abriu mão de governar para viver em permanente campanha eleitoral desde que as manifestações de junho de 2013 mostraram para ela que o Brasil da propaganda de João Santana só existe mesmo na propaganda de João Santana e na cabeça problemática de Lula. Desde o início dessa corrida eleitoral a coisa piorou e ela usa carros oficiais, recursos e até palácios presidenciais como se fossem um churrasco na laje de algum sindicado filiado à CUT.

Mas adiante.

Atônito com a descoberta de que nem todos os brasileiros podem ser enganados o tempo todo, o time de marqueteiros de Dilma resolveu partir para a estratégia "barro na parede": jogam tudo para ver se algo cola. Daí que a campanha e até o perfil oficial da presidente passaram a se comportar como se fossem um desses blogs sujos que falam qualquer coisa para chamar a atenção.

A propaganda do PT está abandonando o estilo "mentindo de fazer inveja ao Pinóquio" e indo para o "marqueteiro na rave tomando peiote".

E como atacar o ex-presidente FHC não está adiantando muito, partiram pra cima do presidente Tancredo Neves. Mais uns dias e falam sobre as "falcatruas" da dupla Aécio-Dom João. Se nada disso adiantar, creio que é melhor os gêmeos recém-nascidos Bernardo e Júlia, filhos de Aécio, se prepararem, porque a "presidenta" vai para a TV acusá-los de querer vender o berçário para "uzamericanu".

Brincadeiras à parte, a coisa é muito séria. Dilma parece sofrer de mitomania em grau alarmante. Repete, por exemplo, que o PSDB "quebrou o país três vezes" enquanto sua propaganda na TV fala em "duas vezes" e a realidade demonstra que não quebrou nenhuma vez. Afirma, mentindo como uma testemunha ocular, que "não varre sujeira para debaixo do tapete" enquanto os advogados da sua campanha entram na justiça para barrar o noticiário sobre a roubalheira petista na Petrobras.

E agora deu para dizer que Aécio Neves, deputado federal, presidente da Câmara, duas vezes governador de Minas Gerais e senador da República, todos cargos com eleição direta, não teve sua carreira política construída pelo mérito porque "foi nomeado pelo avô para a Caixa aos 25 anos".

Aécio teve dois cargos nomeados em sua vida pública: secretário particular do avô, Tancredo Neves, e diretor da Caixa Econômica Federal. Mas falemos da "presidenta".

Dilma acredita tanto na própria mentira que afirma, sem corar a face, que tudo o que conseguiu "foi por mérito". Vamos ao seu currículo: em 1985 foi secretária municipal da fazenda, NOMEADA pelo prefeito Alceu Collares. Em 1989 foi diretora-geral da Câmara Municipal de Porto Alegre, NOMEADA e depois DEMITIDA pelo presidente da casa por falta de pontualidade.

Em 1990 Collares se elegeu governador do Rio Grande do Sul e NOMEOU Dilma como presidente da estatal Fundação de Economia e Estatística. Saiu dali para ser NOMEADA secretária estadual de energia, minas e comunicações por influência de seu marido, Carlos Araújo, ficando até 1994, quando separou dele.

Em 1995 foi fazer um mestrado na Unicamp, que nunca terminou mas manteve no Lattes até ser descoberta a fraude (ou o erro, vá lá) em 2009.

Perambulou para cá e para lá, falindo uma loja de 1,99 em 1996, até que em 2003 foi NOMEADA ministra das minas e energia, sendo depois NOMEADA ministra-chefe da Casa Civil, de onde saiu deixando a amigona Erenice Guerra e sua gangue no lugar para ser candidata a presidente como POSTE de Lula. Fim.

A matemática é a seguinte: Aécio teve dois cargos nomeados e quatro eleitos, sendo que nestes venceu oito eleições. Dilma teve seis cargos nomeados e venceu uma eleição como estafermo de Lula, revelando-se uma presidente medíocre.

Mas isso não importa muito, todo bom esquerdista (e o petismo é uma das categorias mais patológicas do esquerdismo) acredita nos números enquanto estes concordam com ele. Depois disso danem-se os números.

Não é a toa que a inflação sobe, o poder de compra desce, o dólar sobe, a bolsa desce, os impostos sobem, os salários descem, mas Dilma diz que vai tudo bem.

Vai tudo tão bem quanto o fato dela ter conseguido tudo por mérito e não por indicação.

Link da Dilma mandando darem tapas na cara do eleitor da oposição:http://coturnonoturno.blogspot.com.br/2014/10/bateu-o-desespero-dilma-rousseff.html



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