sábado, 4 de outubro de 2014

Amanhã é dia de eleição

Amanhã o Brasil fará uma escolha fundamental: se vai se enveredar pelos caminhos de um bolivarianismo de galinheiro que leva ao caos, à escassez e ao conflito social ou se vai começar a se libertar das amarras do atraso que a política menor do lulopetismo o aprisiona há mais de uma década.

Não se enganem: 12 anos de suposta inclusão, de acesso à educação e de resgate da indigência total que o PT jura que fez já teriam mostrado algum resultado. Mas não mostram, porque são propaganda enganosa. O país é uma favela gigante, as universidades fingem que ensinam e os alunos vão ali para serem deseducados por doutrinadores e não professores.

O sistema de saúde está falido, a infra-estrutura sucateada e as obras necessárias para o seu resgate superfaturadas e inacabadas, devoradas pelos cupins que o PT espalha por todo lado para recolher seus 20%.

As estatais estão sufocadas pela companheirada de cargos comissionados que se enfia ali para fazer política ao invés de trabalhar pelo país, a maior empresa do país não caiu mais de 100 posições no ranking a toa. Petistas dizem que a tal "elite" não gosta do Bolsa Família, quando na verdade todo cidadão não-cooptado não suporta mais é sustentar o Bolsa Militante, para que filiados do partido ganhem milhares de reais em salários para não fazer nada em ministérios, secretarias e empresas públicas.

Dilma, este colosso que antes da presidência tinha como grandes feitos a suposta participação no roubo de um cofre e a falência de uma loja de 1,99, foi eleita a partir da mentira e da mistificação marqueteira, que cedendo à vaidade de Lula - que desejava um estafermo e não um sucessor - criou o mito da gerente que não gerencia nada, da executiva que não consegue administrar nem a conexão entre seu cérebro e sua boca, da política que confunde berros e falta de educação com cobrança firme.

O Brasil hoje é uma piada. Aliado de genocidas, ditadores e agora até defensor dos terroristas do Hamas e do ISIS. O compromisso do partido no poder é ideológico e não patriótico ou ético. Portos em Cuba, médicos escravos e a subserviência a tiranetes bolivarianos que oprimem suas populações são tristes provas deste fato.

Há 12 anos não sabemos o que é ter um governo, mas apenas o improviso. Há 12 anos não sabemos o que é ter um presidente que lidere pelo exemplo e inspire respeito, mas um palanque ambulante que berra ameaças e um poste sem luz que precisa carregar um calhamaço de papéis debaixo do braço para conseguir até dar bom dia.

O país está dividido, a política virou briga de torcida, assunto para fanáticos que podem assistir um vídeo de petistas confessando um crime nos Correios e ainda assim votam na malandragem, porque "não viram casaca". O ódio e a luta de classes das bananas escancaram o maior legado destes 12 anos da Era da Mediocridade do lulopetismo: metade do país detesta a outra metade.

É tempo de curar feridas, de regeneração, de acabar com o cinismo dos que nos assaltam e riem na nossa cara, de renegar a impunidade e de admitir que não há fracasso em acreditar em quem nos enganou, porque os errados são eles que nos enganaram.

Amanhã, não só na disputa presidencial mas também nos cargos do legislativo, vamos definir a cara do poder para os próximos quatro anos e a cara do país pelas próximas décadas. De um lado a censura, o aparelhamento, a corrupção, o cinismo, a mentira, os fomentadores do ódio que desejam que o eleitor vote com o fígado e não com a cabeça.

Do outro aqueles que lutam, cada um com as suas armas, para que o país volte a ser menos acanalhado, para que a alternância de poder não seja um palavrão, para que nossa frágil democracia não seja mais agredida do que já foi.

E não apenas o Congresso e a Presidência serão definidos, mas nomeações para o STF, cargos em estatais, diminuição da máquina pública, "controle da mídia", guerra no campo, guerra nas cidades, inflação, custo do país, enfim, decidir se vamos seguir o caminho da Venezuela ou se vamos seguir o caminho do Brasil, que definitivamente não é o caminho bolivariano do PT.

Independente do resultado, no dia seguinte estaremos todos aqui, mas que nossa luta possa ser menos triste do que passar quatro anos denunciando os mesmos escândalos, as mesmas mentiras, a mesma incompetência, a mesma noite que já dura mais de uma década.

Que possamos começar a construir algo melhor sobre o monte de escombros do lulopetismo, ao invés de permanecermos soterrados debaixo dele.



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