sábado, 18 de outubro de 2014

O manchetômetro e o PT

Um certo site de "acompanhamento de manchetes" está sendo usado por tudo que é petista escancarado e enrustido para provar que o seu pobre e inocente partido é mais perseguido e maltratado pela "mídia" do que vietcongue de filme do Rambo.

Nada contra, o jus esperniandi é garantia constitucional, mas bem que o pessoal poderia guardar os títulos acadêmicos de volta na carteira e admitir que, ainda que utilizando "metodologia científica", o site se dedica a prova a tese petista de que a "mídia é golpista".

Intrigado, fui pesquisar no site de onde saía aquela estrovenga. Descobri que é financiado pelo CNPq e sediado no IESP, na UERJ (preguiça de digitar aqui o significado da sopa de letrinhas, procurem no Google).

Pesquisando um pouco mais, vejam que surpresa, descobri um "manifesto de pós-graduandos do IESP com Dilma".

Nos Estados Unidos chamam isso de snake oil, que é mais ou menos um desses produtos destinados a enganar trouxa. Não sei a tradução exata para o português, mas, sem desconfiar da seriedade dos envolvidos, dá para facilmente desconfiar dos seus objetivos.

Quem garante que algum comissário não pode usar esses dados para enquadrar veículos de imprensa, ameaçar com a retirada de anúncios e "amansar manchetes"? Não colocaria todas as minhas fichas numa aposta dessas.

O que sobra é a velha obsessão esquerdista (e petista) por censurar o que não os agrada, principalmente se forem denúncias de traficâncias de seus políticos.

Gente, esquece isso de "controle social" ou "democratização" da "mídia", coloquem nesses porta-boinas-de-Che-Guevara que vocês chamam de cabeça que a menos que haja golpe, censura não vai haver.

É isso.


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