sexta-feira, 31 de outubro de 2014

O partido da mentira


O PSDB e a oposição em geral têm várias tarefas para cumprir a partir de agora, mas uma delas, na minha opinião, é muito importante: desmontar a capacidade do PT ditar a narrativa e transformar suas mentiras e fofocas em verdade.

É necessário que colem no lulopetismo o rótulo de "bando de gente que diz e faz qualquer coisa só para não perder uma eleição", em outras palavras, um bando de mentirosos que não têm o menor pudor em caluniar, difamar e cometer estelionato eleitoral.

Por exemplo, chamam os outros de usuários de drogas, mas são sócios dos narcoterroristas das FARC no Foro de São Paulo. Acusam os outros de não respeitar as mulheres, mas foi seu líder que acochambrou a suposta amante num gabinete da presidência e a levava para viajar clandestinamente no avião presidencial. Afirmam que seus adversários disseminam o ódio, mas possuem milícias na cidade e no campo que atacam fisicamente quem se opõe ao partido.

Acusavam Armínio Fraga de querer promover um "tarifaço" e nos dias seguintes à eleição anunciam alta nos juros, na conta de luz e na gasolina. E por aí vai.

Tal qual alguém que vive brincando de pedir socorro até que um dia pede socorro de verdade e ninguém leva a sério, o PT precisa ficar conhecido antes de mais nada como o partido da mentira, o que nem é tão longe da verdade assim.

Através das redes sociais, de seus deputados e senadores no parlamento, do tempo de TV a que tem direito e dos colunistas e jornalistas que ainda não foram alugados pelo lulopetismo, o PSDB deve bater e rebater tal narrativa, até que o eleitor pense dez vezes antes de cogitar levar qualquer "denúncia" do PT a sério.

Dessa forma, quando chegar 2018, mesmo que apresente uma foto do candidato da oposição com duas gêmeas siamesas, uma mulher barbada com chicote, um japonês fantasiado de tubarão e um jumento num quarto de motel, ninguém acreditará nos petistas. Para qualquer coisa que venha deles ter alguma credibilidade precisará de áudio, vídeo, fotos e uma dúzia de testemunhas oculares.

Eles passariam mais tempo tentando provar que não são mentirosos do que tentando fazer os outros acreditarem nas suas mentiras. Digamos que seria a joãosantanização do partido (ou seria joãosatanização?). O feitiço virando contra o feiticeiro.

Convenhamos, nada mais do que o merecido.
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