quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Os sequestradores do Brasil

Marcelo Freixo não me engana. Aliás, o partido dele, o PSOL, nunca me enganou. No Brasil você tem a esquerdopatia petista de classe média com complexo de culpa, a esquerdopatia petista caviar, a esquerdopatia petista malandra, a esquerdopatia petista lunática, as vítimas das esquerdopatias petistas que votam no partido por medo de passar fome e tem o resto do país.

Marcelo Freixo é um petista. Ponto. Assim como Luciana Genro, Jean Wyllys e todos os demais "esquerdistas de raiz que acham que o PT não é a esquerda verdadeira" são, no fundo, petistas. Para eles, esse senhor visivelmente alterado que berra impropérios e ameaças em cima de um palanque ainda é aquele metalúrgico de imagem romântica, que representava a "esperança".

Nunca foi, que fique bem claro. Lula sempre foi um malandro, um oportunista que "pisaria até no pescoço da própria mãe" para chegar ao poder, como dizia Leonel Brizola. Seu partido é uma seita que cresceu demais no Brasil, apenas. Uma religião pervertida que tem fiéis praticantes e não praticantes.

Essa turma universitária que se diz a "esquerda de verdade", essas madames da zona sul do Rio de Janeiro que fazem arrecadação de fundos para campanhas do Marcelo Freixo, esses maconheiros militantes que juram que o governo não presta, "movimentos sociais" que falam em "genocídio de negros", anarquistas de galinheiro, black blocs, estudantes profissionais de DCEs, todos, sem exceção, não passam de petistas não praticantes.

Quando a coisa aperta e a nave-mãe é ameaçada de perder uma eleição, todos se juntam para socorrer o PT. Não é a toa que todos esses ícones da "nova esquerda esclarecida" (que um dia já foi o PT), passam quatro anos falando mal do governo federal, mas depois que seus candidatos caricatos levam a já usual surra nas urnas, votam é no Lula e na Dilma mesmo.

Marcelo Freixo é daquele tipo de político de esquerda com discurso de bom mocismo fajuto que só prospera onde tem IDH baixo e caviar alto. E assim como ele, tantos outros que fazem os riquinhos do Leblon que cospem perdigotos e bile ao falar em "burguesia" se sintam menos culpados pela vida mansa que sempre tiveram.

Fama no Brasil é igual fortuna: é passada como herança em cartório. Daí que a "classe artística" de hoje é filha, neta e muitas vezes até bisneta de alguém que algum dia teve algum talento. E tal qual os herdeiros de fortunas (e também estes), fica aquela culpa que só é aliviada se fingirem que têm "consciência social". Os avós eram comunistas de boutique, os pais petistas do Jobi e eles são os psolentos do Porta dos Fundos. No fundo, sem trocadilho, é tudo a mesma merda.

São a versão riquinha dos universitários e professores de cabelo e barba ensebada que acham mesmo que vão "mudar o mundo" sem por os pés para fora da universidade, com seus eternos debates e dissertações sobre nada.

Assim que passar a eleição, voltarão às suas greves, a dizer que a universidade não tem estrutura, que as condições de trabalho são vexatórias, que é tudo uma droga. Mas não querem saber: na hora H, correm para votar no PT de novo. Mereciam é levar tapa na cara quando fizessem outra greve ou começassem a reclamar.

O país vive com o PT uma relação de amor (dos malandros e iludidos) e de ódio (de quem paga a conta do clube dos cafajestes). Perdidos no meio dessa guerra estão os pobres, os miseráveis, os famintos, cheios de medo de perder as migalhas que Brasília atira para eles.

O PT não representa o pobre brasileiro, os tais "mais necessitados" que eles tanto falam, o PT os sequestrou. E os ameaça com a fome caso não paguem o resgate, que é seu voto.

E faz isso não só com a anuência, mas com o apoio de quem se informa, de quem sabe o que acontece, mas não liga, pois suas utopias furadas e sua culpa social valem mais para eles do que a dignidade do seu povo.

É uma associação criminosa para o sequestro de um país e até agora ninguém conseguiu estourar o cativeiro.

Mas que seja em breve.




0 Comentários