quinta-feira, 27 de novembro de 2014

A revolução dos palermas


Anti-capitalistas encapuzados trouxeram caos à capital da Inglaterra. Sob ameaças do grupo Anonymous de parar Londres, manifestantes de até 14 anos chutavam coisas pelo caminho, viravam barricadas, pichavam muros, lojas e veículos e gritavam "uma solução, a revolução".

A "marcha milhões de máscaras" aconteceu no dia de Guy Fawkes, e dado o número de máscaras do filme "V de Vingança", o comércio deve ter lucrado bastante com aquelas pessoas que estavam ali "indignadas" e protestavam contra o establishment, a falta de privacidade, as medidas de austeridade e, claro, contra o "sistema".

Cones eram arremessados contra a polícia e o ator-comediante-celebridade-músico-costureiro-hair-stylist-e-personal-qualquer-coisa Russel Brand se fez presente, dando seu apoio à da luta contra sabe-se lá o que for mais legal ser contra no momento.

A mera descrição dos eventos acima já deveria servir para ridicularizar todo o ato, mas como sou meio sádico, faço questão de destrinchar: púberes e adolescentes profissionais mascarados marchando contra o "sistema" que os sustenta, inspirados na luta "contra o capitalismo" por um filme de Hollywood.

Reclamando da "falta de privacidade" enquanto inundam a internet de selfies e sex tapes, acompanhados de sub-celebridades que ganham dinheiro como putas do showbiz e usando máscaras de um católico que lutava para restaurar o poder da Igreja sobre o Estado na Inglaterra.

Que tal? Dá para confiar no futuro da humanidade quando pensamos que daqui a uns anos serão esses palermas que estarão em posições de destaque, sem contar que muito provavelmente vão procriar e "educar" crianças?

Não é a toa que qualquer estupidez hoje em dia consiga público.

Usar "x" e "@" para "neutralizar o gênero das palavrxs", homens feministas, pintura corporal de menstruação, sodomia com imagens religiosas, universitárias costurando as vaginas umas das outras e "artistas" enfiando os dedos e narizes nos ânus uns dos outros em "performances", textos do Gregório Duvivier e músicas da Clarice Falcão, enfim, essa tal "geração Z" - gente nascida da década de 1990 para cá - é o paraíso dos medíocres, que se descobriram em maioria e celebrizam uns aos outros.

Se acham credores do mundo, são contra tudo (menos o que não presta), querem tudo, ainda que não tenham a menor noção do que querem:

- O que você quer, meu filho?
- Revolussaummmmm!
- Tá, mas vamos mudar o que?
- Num seiiii, passa o beck!

É daí pra pior.

Link da notícia: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/11/1544009-protesto-anticapitalismo-termina-com-ao-menos-cinco-detidos-em-londres.shtml

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


Verdade, não tem eleitor do PT ali, só tem sócio.

Boys have a penis, girls have a vagina


Um menino de 5 anos foi proibido de frequentar um clube para crianças na Inglaterra por querer brincar usando vestidos de princesa e sapatos de salto.

o garoto, que coleciona 100 vestidos e alguns pares de sapatos, gosta de usar roupas de mulher para "brincar" e sua mãe ficou indignada quando a organização do playground, que pertence à Igreja Católica, disse que o menino só poderia frequentar o local usando roupas de menino, porque do contrário poderia confundir as outras crianças.

A mãe se disse "chocada", afirmando que a única coisa que conseguia pensar no momento era "por quê?" - afinal "usar vestido é uma escolha dele" - e não sabe o que dizer ao menino quando ele pergunta quando poderá brincar lá novamente, já que ele "não entende porque não pode mais ir ao local".

Desde que gênios proclamaram que gênero é uma "construção social", desprezando completamente a natureza, ou seja, o que cada um traz entre as pernas, esse tipo de situação já era esperada. Recentemente uma menina de 7 anos deu um chilique numa loja porque um brinquedo trazia a etiqueta "brinquedo para meninos", levando o estabelecimento a remover o aviso.

Ao invés de investigar seriamente o tipo de educação que leva uma menina de 7 anos a agir como a Sara Winter ou a Lola Aronovich, as pessoas preferem ceder à nova patrulha e declarar todos os brinquedos "neutros".

Quando eu era criança todo mundo sabia que menino brincava de bola e carrinho enquanto meninas brincavam de bonecas e casinha. Nada disso impedia meninas de brincarem de bola e meninos brincarem de casinha, mas contribuía para que, de acordo com o nosso sexo, fôssemos descobrindo o lugar de cada um na sociedade. E não, não me refiro a homens no volante e mulheres na cozinha, mas em algo maior, como o fato de que homens e mulheres são diferentes, mas se completam.

O sexo é um dado da natureza que vamos preenchendo de significado individualmente de acordo com essa natureza. Ignorá-la reduzindo tudo a "construção social" é, acima de tudo, atacar a natureza do ser humano.

Minha mãe sempre dirigiu e dirige até hoje, meu pai cozinha maravilhosamente bem, mas nem por isso fomos educados achando normal homem de vestido e salto alto. 

Sei que para a nossa sociedade atual, sensível e histérica com tudo, é quase um crime dizer para um menino ser menino e uma menina ser menina, mas para tudo há um limite.

É normal um menino de 7 anos ter curiosidade para usar vestidos? Pode até ser, mas não é absolutamente normal que sua família o incentive a isso, chegando a formar uma coleção de vestidos de fazer inveja à Kim Kardashian. 

Dizer para ele que "meninas usam vestido" não vai traumatizá-lo mais do que ele ser barrado num parquinho por isso, e assim como usar vestido não vai fazer com que ele "pegue homossexualismo", deixar de usar enquanto é uma CRIANÇA não vai desvirtuar seu futuro no fã-clube do Jean Wyllys se este for o caso.

E se gênero é mesmo mera "construção social", qual o problema em "construir" o que é biologicamente normal? Sem querer levyfidelixar, mas "boys have a penis, girls have a vagina", facilitar isso para as crianças não pode ter mal algum.

Creio que a orientação sexual seja um misto de tudo. Nascemos homens e mulheres, mas algo em nossa genética aliado à experiência que tivemos nos leva para todas as variações que existem entre um e outro. Mas o que se deseja atualmente é criar uma infância totalmente neutra, como se crianças fossem um formulário em branco para ser preenchido antes sequer de aprenderem a ler.

Tudo isso em nome do quê? De agradar o politicamente correto? De desconstruir (para usar esse termo tão em voga atualmente) os valores sobre os quais a sociedade está assentada? 

Desculpe, mas não cola. Da mesma forma que eles podem argumentar que "se é biológico, então o vestido não altera em nada" eu posso dizer "se é mera construção, então para quê atrapalhar?", já que um menino de saia jamais será uma menina, será apenas esquisito, a menos que seja escocês.

Por isso as perguntas e indignações da mãe dele são simples de responder.

Por que ele não pode ir brincar vestido de princesa? Porque é um menino, meninos brincam vestidos de príncipe, de super-herói, de policial, etc. As crianças ficam SIM confusas com o contrário, principalmente ele, que é o mais confuso de todos.

O que dizer a ele quando perguntada sobre quando ele poderá brincar lá novamente? Simples: quando você usar roupas de menino, porque você é um menino.

Quando ele for um pouco mais velho, de preferência quando já tiver pêlos pubianos e estiver perto da idade em que fazer sexo não está enquadrado no código penal, aí sim poderá decidir se a sua praia é mesmo andar por aí de vestido. 

Nesse caso o apoio da família será bem-vindo, já que será apenas isso: um apoio e não incentivo ou orientação disfarçada de "tolerância".

Link da notícia: http://oglobo.globo.com/sociedade/menino-de-5-anos-expulso-de-clube-por-usar-vestido-salto-alto-12435446

terça-feira, 25 de novembro de 2014

Você e os piratas


Ontem resolvi assistir a reunião da comissão mista de orçamento na TV Senado. Sei que é um trabalho sujo, mas alguém tem de fazê-lo, então peguei meu estoque de Plasil e Imosec e fui para a frente do computador ver aquele show de horrores de fazer inveja ao Jason Voorhees (pesquise se precisar). 

Na pauta uma mudança proposta pelo governo que, resumidamente, permite à Dilma Rousseff violar a lei de responsabilidade fiscal sem ser responsabilizada por isso. Como é público e notório, o PT incendiou o tesouro nacional e torrou todos os recursos na sua gastança pré-eleitoral. Agora, como sempre, chegou a hora de pagar a festa e a Incompetenta corre o risco de ter suas contas rejeitadas, porque o governo não cumpriu a meta.

Qual a solução do governo para isso? Ajustar as contas, cortar gastos, mandar alguns milhares de vagabundos de cargos comissionados de volta para a iniciativa privada, roubar menos? Não. Fazer terrorismo ameaçando "paralisar o país", "cortar emendas" e usar o rolo compressor da base alugada para transformar o ilegal em legal, mudando a lei.

É mais ou menos o mesmo que colocar o Fernandinho Beira-Mar para determinar o que é ou não tráfico de drogas.

Só que legalizar ad hoc - se é que tal absurdo possa ser definido - a violação da lei de responsabilidade fiscal em nome do poderoso de ocasião, fora a completa desmoralização das leis do país, abre perigosos precedentes. Por exemplo, o que fazer com todos os prefeitos que foram cassados e punidos por violar tal lei? Dilma pode, eles não?

Outra, amanhã algum governante com uma base alugada fiel resolve colocar a oposição na ilegalidade, censurar a imprensa ou revogar a lei da gravidade, e aí? O que o impede de fazer isso, já que Dona Dilma inaugurou a prática do infrator mudar a lei a seu favor?

Claro que são exemplos absurdos, hiperbólicos, destinados a explicitar o absurdo disso tudo, mas assistir ao show de cinismo que é uma Gleisi Hoffmann defendendo a quebra do país pelo bem do país ou o Romero Jucá criar o "superávit negativo" é a prova de que o petismo é deletério em tantos níveis diferentes, que somente a sua derrota completa impedirá a destruição moral e econômica do país.

Ver pela TV esses governistas atuando no Congresso é praticamente a mesma coisa que testemunhar a tripulação de um navio pirata saqueando um galeão.

Durante um acalorado debate com a oposição, um dos governistas disse a seguinte frase:

- Podem atrasar a votação o quanto quiserem, nós podemos sair daqui as 4:00 da manhã, mas vocês sabem que isso vai ser aprovado e pronto.

É isso. Eles fazem e pronto, dane-se o país. Quem vai sofrer as consequências não são eles mesmo, com seus jatinhos, lanchas e casas de praia.

Quebram o país, te mandam a conta e ainda riem da sua cara. As "excelências".

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio".


Che Guevara lutou contra o Bolsonaro. O rapaz deve ter confundido o Che Guevara com o Jeay Quer Vara, aquele deputado tão ruim quanto este trocadilho que vive dando piti com o Bolsonaro.

Quanto vale o Brasil?


O brasileiro é, na média, um povo chegado numa desonestidade. Basta ver o tipo de gente que reconduz ao poder há 12 anos, indo para 16. Leis dificilmente "pegam" no Brasil, mas se tem uma que pegou, essa foi a lei de Gérson.

Mas só o fato de gostar de sufragar cretinos, canalhas e corruptos não basta para decretar essa tendência de levar vantagem em tudo e admirar quem o faz, o desarranjo moral se mostra até nas pequenas coisas.

Nem falo de receber troco errado e ficar quieto ou dar uma cerveja para não levar uma multa, mas de coisas ainda menores, tanto na gravidade quanto no valor. Um exemplo: no Aterro do Flamengo moram algumas dezenas, talvez umas duas centenas de gatos.

Eu adoro os bichanos, um monte de gente assim como eu também adora e vai ali dar uma atenção a eles. Colocamos água, comida, fazemos um carinho, damos remédio, vamos enxugando gelo. E não me surpreendeu descobrir que tem gente que não só não ajuda, como vai ali tirar uma vantagem, roubando, isso mesmo, roubando a comida que os voluntários colocam para levar para casa e dar para os seus animais.

O cara não quer saber se o gato dele em casa pode pegar uma doença de algum gato de rua - e existem várias - o negócio é "levar vantagem", que nesse caso se traduz em apanhar alguns punhados de ração, roubando comida de gatos vira-lata.

Nessa linha, também não me surpreendeu quando vi uma iniciativa bem legal dar errado em pouco tempo. Alguém resolveu colocar um varal e um banquinho numa calçada da rua do Catete com uma placa pedindo e avisando: "Se precisar pegue, se não precisar doe".

E as pessoas colocavam ali roupas e sapatos que não queriam mais para que fossem usados por quem não tem quase nada. Funcionou mais ou menos um ou dois meses, até que um dia passei pelo local e vi duas senhoras batendo boca.

- É meu!

- Não, é meu, eu vi primeiro!

- Mas você já encheu uma sacola!

Dei uma meia trava, já pensando em fazer o "deixa disso" quando um segurança da rua me interpelou e disse que as duas iam ali todo dia pegar tudo para vender.

- Quem precisa mesmo tem vergonha de pegar, meu camarada, só pilantra que não precisa é que tem ido ali pegar as coisas pra botar em brechó e bazar.

Dias depois uma placa no local avisava que a iniciativa havia sido cancelada, porque as "doações aqui não estão sendo usadas para ajudar os que realmente precisam".

Tem algo mais ridículo, baixo, cretino e picareta do que roubar roupas velhas de gente que não tem o que vestir? No que diferem essas pessoas desses prefeitos de zonas de catástrofe que embolsam o dinheiro para ajuda humanitária e reconstrução dos seus municípios? No que diferem essas pessoas de uma diretoria de petrolífera que superfatura a compra de uma refinaria obsoleta?

Eu respondo no que diferem: somente no montante.

Então é isso, seja por pouco ou por muito, por um dinheirinho que o político dá em troca do voto, um cargo comissionado, um patrocínio de estatal ou por um bilhão do petrolão, quase todo mundo aqui tem seu preço.

E por isso mesmo o país não vale nada.

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


Pior do que uma feminista são esses "homens feministas" que, de tão ridículos, conseguem ser desprezados pelos dois lados. Feminazis acham que eles estão ali para manginar em troca de atenção, homens acham que eles estão ali só para manginar mesmo. Em comum, repito, o desprezo.

O mesmo acontece com esses brancos que se doem mais pela "dívida histórica" do que muitos negros. São os cavaleiros brancos em defesa "duzomrimidu". São mais brancos que mingau de maizena, mas quando você ouve um deles falar parece que chegaram anteontem ao Brasil trazidos num navio negreiro e que fugiram da senzala ontem. 

A culpa e a "luta de classes" enfiada nessas mentes pelos comunas no ensino médio fez este mal à cabecinha deles, é praticamente inútil tentar remediar.

Sorte que vários negros não possuem cérebro baldio e entendem que a despeito do passivo social do país - não nego que este exista - coitadismo só leva à mais coitadismo e à mais dependência. Estes praticamente imploram aos brancos "bonzinhos":

- Pode parar de me defender, vá cuidar da sua vida, cara.

O problema é que "progressista" prefere dar expediente na vida alheia do que cuidar da sua, afinal, "defender minorias" é um negócio bem mais lucrativo do que trabalho, por exemplo.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Rio de Janeiro, onde é estranho pedir lasanha num restaurante de massas

O Rio de Janeiro é uma cidade cara, mas se você visse o serviço que se presta nela, perceberia que é ainda mais cara do que vale.

Quase todo mundo no Brasil conhece o Spoletto, aquela rede de fast food italiano que fez um vídeo engraçadinho nos primórdios do Porta dos Fundos.

Como é uma rede de comida italiana, entende-se que o cidadão que vai até ali pretende comer e não comprar uma televisão, fazer uma sauna ou executar uma série de musculação.

De posse de tal importante informação, fui até a filial do Spoletto do Largo do Machado não para comprar uma Samsung LCD, tomar um banho turco ou malhar o bíceps, mas comer um prato de massa.

Já na fila na minha frente ouvi uma senhora pedir, nessa ordem, nhoque, lasanha de queijo e presunto ou capeletti, mas não tinha nenhum desses. Parei de prestar atenção e chegou a minha vez.

- Um lumaconi carbonara, por favor.

- Não tem.

- Um fusili então.

- Não tem, só tem espaguete.

- Tá, eu improviso um carbonara.

- Não dá, não tem bacon.

- Pera aí, vocês não têm nada, cadê o gerente?

Aí veio a gerente.

- O que houve?

- O que houve é que vocês não têm nada pra vender, o Spoletto está falindo?

- Que eu saiba não, mas isso não é comigo, não sou eu que faço os pedidos.

Ainda terminei dizendo:

- Mudem de ramo, vão vender TVs ou sapatos, porque comida não é o forte.

Fui embora mas deu pra ver a moça fazendo careta pra outra como quem dissesse "louco, reclamão".

Devo ser doido mesmo, pedi massa num restaurante de massas no Rio de Janeiro. Se ainda chegasse ali pedindo 200 gramas de prego de aço.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Allianz Parque, uma goleada no estatismo

(Clique na imagem para ampliá-la)

Hoje ocorrerá a reabertura do estádio do Palmeiras, o rebatizado Allianz Parque, mas para nós palmeirenses, eternamente Palestra Itália.

Não interessa no momento a draga em que está o time, o elenco ridículo, a diretoria incompetente, o piloto do autorama da Barbie que preside o clube com seu pensamento minúsculo, nada disso, o dia hoje é mesmo de festa, porque um clube brasileiro realizou uma parceria privada e conseguiu erguer o estádio mais moderno do país sem usar um único centavo de dinheiro público.

E este é o fato admirável da arena do Palmeiras: demonstrar claramente que não só há vida fora do estatismo, como há uma qualidade de vida muito melhor.

Comparemos. O eterno rival Corinthians ganhou um estádio de presente do seu torcedor ilustre, o líder da seita petista e babalorixá do Bananão, Lula. Claro que como bom petista Lula roubou a sardinha com a mão do gato, presenteando seu clube com um estádio pago pelo contribuinte.

Muita pressão, atrasos, aditivos e correria depois, R$1,3 bilhões de reais foram enterrados em Itaquera. Desta montanha de dinheiro, nada menos do que R$ 820 milhões são verba pública a fundo perdido (e aqui as palavras "fundo" e "perdido" fazem todo sentido).

O estádio não está totalmente acabado, faltando detalhes - a cobertura não está pronta e goteiras incomodam quem assiste os jogos até na área VIP - e devido à sua localização e outros fatores, dificilmente será um empreendimento lucrativo. O prejuízo, claro, será rateado entre os pagadores de impostos do país.

Agora vejamos o Allianz Parque. Construído pela W Torre em parceria com o Palmeiras, dono do terreno, o estádio fica em uma localização bem servida por transporte público e ao lado de um grande shopping center. Sua administração foi entregue à Arenas AEG, empresa que já administra outras arenas em vários lugares do mundo.

O estádio foi reformado para receber jogos de futebol com até 43 mil espectadores e também pode ser transformado numa arena multiuso para receber shows, convenções e outros eventos.

A sua gestão profissional permitirá que o estádio seja sustentável economicamente e dê lucros em pouco tempo, com a receita dividida entre o clube, a construtora e a administradora. Se o lucro for alto, todo mundo vai rir. Se der prejuízo, o problema será dos três sócios. O pagador de impostos não tem nada com isso, nenhum tostão do seu bolso será usado para nada ali.

E deixei o melhor para o final. Sabe quanto o Allianz Parque custou? R$ 600 milhões, ou seja, menos da METADE do que custou o Itaquerão.

De onde não apenas se conclui, mas resta provado: a iniciativa privada é capaz de fazer obras melhores e que custam menos, ao contrário do poder público, que faz obras de pior qualidade, futuro duvidoso e que sorvem rios de dinheiro de gente que não foi perguntada se queria entrar naquela sociedade, mesmo porque só vai participar dos prejuízos.

Como Lula adora metáforas sobre futebol, está aí uma sensacional para nenhum petista picareta ideológico ou cérebro baldio botar defeito: em matéria de construção de arenas esportivas, a iniciativa privada dá uma goleada no Estado mais vexaminosa do que aqueles 7x1 que a Alemanha aplicou no Brasil. E ainda assim o modelo mais adotado no Brasil é o estatal.

Isso sim, é uma vergonha nacional.

Em anexo quadro comparativo feito pelo Instituto Liberal de São Paulo.

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"

O Brasil arderá em chamas, sangue será derramado, mansões serão depredadas, a elite vau fugir em desespero, 53 milhões de guerreiros estão prontos para ir às ruas lutar, Brasília será tomada pelo povo em fúria, os coxinhas que se preparem.

Dizem que pior do que um artista ruim só mesmo seus fãs, pois pior do que um blogueiro chapa branca sem senso do ridículo, só mesmo os seus leitores.

A turma de comentaristas de potal do PT na internet está em estado de alerta máximo. Caso o petrolão avance e o governo da Dilma seja ameaçado eles juram que vão lutar com toda a bravura do mundo.

Resta saber quais serão as armas deste exército de valentes. Se algum memê chamando opositores de usuários de drogas, algum boato sobre o fim do bolsa família ou se o João Santana e o Franklin Martins vão "desconstruir" as grades da cadeia para onde um bocado de gente vai parar.

É difícil ensinar conceitos básicos para gente que não aprendeu nem a ter senso do ridículo, mas não custa repetir: o impeachment é um dispositivo perfeitamente legal. Se todas estas denúncias do esquema de assalto à Petrobras forem confirmadas - e tudo leva a crer que o serão - o natural, o normal, o esperado, o legal, o constitucional, o democrático é que Dilma caia, seu governo vá para a lata de lixo da história e ela e Lula tenham seus direitos políticos cassados.

Golpe seria o contrário.

Israel e os progressistas


Quando você, cretino doutrinado no colégio por molestadores intelectuais da esquerda, for perguntar idiotices como "por que Israel construiu um muro?", "por que eles não abrem as fronteiras para os palestinos?" ou "como pode haver tanta opressão?", olhe essa imagem de um judeu que não era soldado, não era colono, não era policial, não era do Mossad, da CIA e nem de nenhuma organização "opressora" morto de forma covarde enquanto rezava em uma sinagoga e aí estará sua resposta.

Sua luta "contra o capital", "contra o sionismo", "contra a opressão", "contra seja lá o que for que aquele maconheiro ou aquela metida a cocotinha eterna revolucionária inútil te disse para ser contra no colégio nas aulas de história-geografia", sua busca por "um mundo melhor" sem gente que trabalha, paga impostos, constitui famílias, sem esses judeus ou cristãos, enfim, sem ocidentais-machistas-racistas-homofóbicos, não é uma busca por "felicidade" ou "diversidade", é apenas um sintoma do psicopata político que a inveja e o ressentimento enfiados na sua cabeça te transformaram.

Quando sequestraram e mataram três estudantes israelenses eu avisei: haverá resposta e a resposta será avassaladora. Foi. E a choradeira seletiva tomou conta do mundo.

Agora digo outra vez: haverá resposta e a resposta será avassaladora. 

Adivinhe o que vai acontecer? Não precisa, eu te digo: as vidas humanas voltarão a ser "importantes" como sempre são para os "progressistas" a partir do momento em que não só ocidentais em geral, americanos ou israelenses são carregados por aí em caixões.

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Vai que


Você aí que votou na "Dilmãe", não foi por falta de aviso. Quanto mais as investigações do petrolão avançam, mas difícil fica afirmar que ninguém ali sabia de nada. Eu achava que existia uma chance de termos um presidente Temer, mas não é que podemos ter até mesmo um presidente Cunha?

Acompanhe comigo.

Imaginem que situação curiosa, hipotética, claro, mas curiosa: Dilma é arrastada pelo tsunami de lama que se avoluma na Petrobras. Junto dela vai seu vice, Michel Temer. Vai que.

Alguns meses antes a Câmara resolve, num ato de rebeldia, conduzir o deputado Eduardo Cunha à presidência. Nenhuma surpresa, trata-se de político influente, bem votado num grande estado da federação, com grande trânsito entre todas as legendas do governo e da oposição, um verdadeiro Francis Underwood brasileiro, só que sem empurrar amantes nos trilhos do metrô. Um cristão, conservador, com experiência legislativa e todos os requisitos para presidir a casa.

Pois bem, Tancredo Neves dizia que presidência é destino. Pode ser preparo, pode ser planejamento, mas antes de tudo é destino.
Com Dilma, a presidente e Temer, o vice, impedidos de exercer o cargo - e se é algo difícil, está longe de ser impossível -  o próximo na linha de sucessão é o presidente da Câmara, que dependendo do tempo que ainda resta de mandato assume a presidência da República.

Agora pensem na frase do Tancredo.

Vai que.

13eijos.

P.S.: Pela Constituição o presidente da Câmara assume até novas eleições em 90 dias ou uma eleição indireta em 30 dias, caso sejam os últimos dois anos do mandato. E se pela estabilidade os deputados elegem quem já está - o presidente da Câmara - para que conduza o país até as próximas eleições. Volto a dizer,  fiz aqui enredo de seriado dramático, mas impossível não é.

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"

(Clique na imagem para ampliá-la)

Militantes, linhas auxiliares e simpatizantes na imprensa chapa branca de um partido aliado de José Sarney, Fernando Collor e Renan Calheiros falando em "aliança nefasta" é dessas coisas que só acontecem no Brasil, o país onde juiz se ofende quando dizem que ele não é deus (com minúscula, porque não meto o Meu nesses balaios).

Golpismo é roubar a Petrobras, golpismo é aparelhar o Estado, golpismo é permitir que capangas de Nicolas Maduro venham ao Brasil ensinar táticas de guerrilha para os vagabundos do MST, golpismo é comprar apoio no Congresso, golpismo é querer aparelhar o STF, golpismo é tratar bandido condenado como herói, golpismo é colocar a amante para viajar clandestinamente num avião presidencial, golpismo é beneficiar a família no exercício de um cargo público, golpismo é querer viciar o processo eleitoral, golpismo é querer bypassar o legislativo, golpismo é fazer terrorismo eleitoral contra quem tem medo da fome, golpismo é "desconstruir" adversários com mentiras, calúnias e difamações, golpismo é quebrar o país, golpismo é abrir mão de trabalhar para viver em cima de um palanque querendo morder nacos cada vez maiores de poder, golpismo é demonizar a oposição, golpismo é tratar como inimigo a ser destruído qualquer um que não faça parte da seita.

Investigar, julgar, afastar, condenar e cassar direitos de corruptos não é golpismo, é a lei. Impeachment está na Constituição, escravos cubanos, conselhos populares e demais aberrações petistas não estão.

Finalizando, concordo que ser governado por "demônios fundamentalistas" é um pavor, sei disso porque há 12 anos aturo tal coisa, o problema é que tem gente que acha que esses demônios são pouco fundamentalistas e querem mais. Por isso pedem "controle da mídia", plebiscitos bolivarianos, votos em lista e o escambau. E é exatamente isso que todo cidadão do Brasil que presta não quer e está disposto a lutar contra, nem que para isso coloque Michel Temer ou Eduardo Cunha na presidência.

E convenhamos, a musa das catacumbas sair do país é até um estímulo a mais. Só fica a dúvida: vai embora pra Cuba, Venezuela ou vai fazer igual o Chico Buarque e o Zé de Abreu e se mandar para a Europa?

O chicotaço eleitoral


O PT não gosta de democracias atrasadas e burguesas como a americana ou as européias. O modelo de "liberdade" que agrada à companheirada está mais para aquele praticado na Venezuela ou na Bolívia, onde caricaturas governam o país sem prazo de validade.

Em outubro alguns veículos de imprensa deram uma notícia que em meio ao fuzuê eleitoral passou despercebida, mas que é digna de nota: em algumas comunidades do altiplano boliviano, eleitores foram às urnas votar em Evo Morales e suas lhamas amestradas debaixo de chicote.

Isso mesmo, segundo o deputado Luis Gallego, do "Movimento ao Socialismo (MAS), partido do Zacarias cocaleiro, "o chicotaço será em nível nacional, não só no norte de Potosí. Votaremos em linha (num só partido) por sermos leais, e não traidores". E para não parecer o feitor de escravos sádico e psicopata que é, o deputado disse que a decisão de impor castigos físicos a eleitores traidores não é sua, mas de "organizações sociais que agem de acordo com usos e costumes".

Como se nota, nada mais legítimo do que um mandato conquistado debaixo de peia. Não é a toa que petistas de diversos tons de marrom comemoraram efusivamente a vitória do Lhama de Franja para mais um mandato na presidência da Bolívia, afinal, é o tipo de democracia avançada que eles defendem, a do "vote em mim senão você entra no cacete".

Uma confederação de trabalhadores camponeses do país reforçou o "controle do voto" (alguma semelhança com "controle da mídia"?), dizendo que combateria o voto cruzado, ou seja, o voto para presidente em um partido e para deputados e senadores em outro.

Tal preocupação pode ser explicada pela obsessão que bolivarianos têm em dar um verniz "democrático" às suas práticas autoritárias. Entopem os Congressos de gente eleita na ponta do chicote, na base do assistencialismo ou comprada com mensalões, aparelham supremas cortes e depois aprovam o que bem entendem, sempre com a desculpa de que foi tudo feito "dentro das regras constitucionais".

Assim uma eleição onde um "chicotaço" é praticado é encarada por cretinos e cafajestes como uma eleição livre onde a "vontade da maioria foi respeitada".

Os petralhas, que se pudessem, declarariam ilegal fazer oposição, devem se deleitar ao imaginar poder dar surras de chicote nos infiéis que votam 45.

Não precisariam mais nem das urnas eletrônicas supostamente à prova de fraudes, do João Santana e sua campanha suja e nem do Bolsa Família. Bastaria chamar as turmas da CUT e do MST, distribuir umas chibatas e botar o gado para votar debaixo de relho.

Aí sim, sem coxinhas, tucanos, pessimistas de plantão, golpistas e burgueses insatisfeitos, o Brasil teria uma democracia de verdade igual a Venezuela e a Bolívia.

Link da notícia: http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2014/10/1530238-no-altiplano-boliviano-eleitores-irao-as-urnas-sob-ameaca-do-chicotaco.shtml

Você confia nessas urnas eletrônicas?


Confesso que já confiei nelas num nível lei da gravidade de confiança. Depois de um tempo passou ao nível irrevogável do Mercadante de confiança e hoje situa-se entre apocalipse zumbi e controle jedi da mente.

Convenhamos, é algo perfeito demais na teoria para que só funcione no Brasil, onde são adotadas estas urnas que transformam sua vontade em código binário e teoricamente as traduzem numa contagem limpa de votos.

Você vai lá, digita o número do seu candidato, confere o nome e a foto na tela, aperta o confirma e vai embora certo de que cumpriu seu dever cívico e de que sua vontade será respeitada. Mas e se resolvem que "é melhor para você" que seu voto vá, digamos, para o papai Noel?

O bom velhinho anda por aí distribuindo presentes e não esquece dos pobres, quem pode ser contra ele, não é mesmo? Praticamente te fizeram um favor ao "ajustar" seu voto.

Claro que não posso afirmar isso com 100% de certeza, mas também não tenho como afirmar o contrário e uma dúvida razoável basta. São denúncias que se amontoam, vídeos na internet demonstrando como é mais fácil burlar uma urna eletrônica do que acessar o RedTube do trabalho, supostos executivos venezuelanos numa firma que trabalha no sistema brasileiro, fora o resto.

Em vários países que, ao contrário do Brasil, dão certo em tudo, são usados voto em papel, cartões perfurados, etc. No Brasil, onde praticamente nada dá certo, só a cobrança de taxas, impostos, multas e as urnas eletrônicas funcionam sem erro. Dá pra não desconfiar?

Que mal faria à democracia que a urna emitisse um comprovante em papel que, depositado numa urna reserva, servisse para uma recontagem manual? Não tem como ninguém ver um lado ruim nisso, a menos que seja um fraudador.

Tomemos por exemplo a última eleição. Dilma Rousseff supostamente venceu por mais ou menos 3 milhões de votos de vantagem. Imaginemos que supostamente ela perdeu por um voto de vantagem e 3 milhões e tantos foram supostamente movidos de uma coluna para a outra por hackers enquanto o Toffoli estava trancado numa sala com os resultados? Imaginemos que supostamente o Toffoli não soubesse ou que supostamente soubesse, que diferença faz?

Sem os votos de papel precisamos confiar no que o TSE diz: que Dilma é a presidente supostamente reeleita. Bem ao gosto da "mídia", que mesmo vendo um sujeito ser pego com a faca no local do crime ainda terminando de matar a vítima ainda o chama de "suposto assassino".

Se com tanta certeza assim o cara é suposto, como é que uma eleição com urnas supostamente vulneráveis, onde uma suposta recontagem é impossível porque supostamente votos em papel são ruins para a democracia, num sistema que supostamente só funciona muito bem no Brasil, pode merecer tanta certeza quando a lei da gravidade, que mencionei no início?

Por isso Dilma é, para mim, até que provem o contrário, a suposta presidenta.

Que nos próximos quatro anos essa aberração do voto exclusivamente virtual seja definitivamente enterrada e deixemos de ter supostas eleições.

domingo, 16 de novembro de 2014

O feminismo e sua guerra nas estrelas


O feminismo é uma invenção do capitalismo para vender Rivotril e consolos de borracha, diz um tuiteiro que sigo, o Macho Alpha.

Só não digo que ele está 100% correto porque esqueceu do Prozac e das lâminas para se cortar (já que elas não se depilam), mas a frase basicamente resume o que representam essas "militantes" que odeiam homens mas curiosamente fazem tudo para se parecerem com um.

O atraso mental e o raciocínio rudimentar só permitem mesmo que sejam objeto de piada, o problema é que as vezes as piadas ficam muito sérias e desafiam até mesmo a paciência de um monge budista recluso no alto do Everest.

Nesse mês de novembro de 2014 a humanidade realizou um feito extraordinário, que foi a missão Rosetta. Resumidamente uma sonda conseguiu pousar na superfície de um cometa para enviar dados à Terra.

O responsável por esta missão é o Dr. Matt Taylor, um cientista da Agência Espacial Européia que parece um roqueiro, todo tatuado, ar jovial. porém virou centro de (mais) uma polêmica envolvendo o politicamente correto e o feminismo por conta de uma blusa que vestia durante a transmissão ao vivo do pouso da sonda Philae no cometa 67P/Churyumov-Gerasimenko.

Primeiro entenda o seguinte: vivemos em tempos onde o sujeito pode achar a cura para o ebola e a AIDS ao mesmo tempo, porque se fizer o anúncio usando uma camiseta com a buzanfa da Kim kardashian estampada terá que pedir desculpas às "militantes" de todo o mundo, afinal, quem ele pensa que é? Só porque descobriu a cura de doenças mortais acha que vai ficar livre da patrulha da anorgasmia?

E o que desviou a atenção dos portadores de hemorróida crônica e constipação mental adeptos do politicamente correto dessa vez foram imagens de mulheres seminuas e portando armas estampadas na blusa do cientista, o que gerou uma berraria que terminou quase ofuscando o feito histórico.

Funciona assim: dane-se o cometa, a sonda, os dados, o trabalho, o ineditismo da coisa, vamos nos concentrar no quanto uma BLUSA pode ofender gente que se ofende com tudo. Dane-se que o cara POUSOU UMA SONDA NUM COMETA, tinha mulher pelada na blusa dele e isso é inadmissível.

Um blogueiro americano declarou que "a tecnologia avança enquanto a sociedade retrocede", uma outra lunática declarou que "foi um grande passo para o homem, mas dois passos atrás para a humanidade". E o nível das críticas foi disso para pior.

Um colega do Dr. Matt correu ao seu socorro dizendo que "passou muito tempo com ele, que é um cara decente e não é misógino". Enfim, para muita gente a BLUSA foi mais importante do que o feito do cara.

Debates sobre sexismo, sobre o lugar das mulheres na ciência, sobre misoginia e machismo se espalharam por todo lado e o cientista terminou capitulando e PEDINDO DESCULPAS numa entrevista onde chegou a chorar e dizer:

- Eu cometi um grande erro e ofendi muitas pessoas, por isso peço desculpas.

Cometeu um erro sim, Dr. Matt, mas seu erro foi não ter mandado todas essas loucas e loucos de carona no foguete lá pra cima e despejado no rabo do cometa.

Link da notícia: http://motherboard.vice.com/read/rosetta-scientist-matt-taylor-is-really-sorry-about-his-shirt

Outro link da notícia: http://www.telegraph.co.uk/science/space/11231320/Rosetta-mission-scientist-Dr-Matt-Taylor-cries-during-apology-over-offensive-shirt.html

Mais um link da notícia: http://edition.cnn.com/2014/11/13/living/matt-taylor-shirt-philae-rosetta-project/

Petralhas "tomaro" na Kombi


Lembram da Kombi que os filhotes do cruzamento de Che Guevara com Göebbels picharam porque o seu dono "falava mal do PT"? 

Então, os projetos de Stalin de apartamento tomaram na cabeça, porque existem 51 milhões do outro lado.

O dono da Kombi agradece, mas o Brasil inteiro vai agradecer é no dia em que essa caterva for para a mesma lata de lixo da história em que estão seus ídolos - assumidos ou não - totalitários.

sábado, 15 de novembro de 2014

Mão na massa ou mão na "massa"?


Paulo Henrique Amorim, aquele sujeito que anda protagonizando episódios diários da série "O Esperneio do Estafeta", anda enfezado com o juiz Sérgio Moro e a operação lava jato.

Mas não só ele, claro, a turma dos "blogs progressistas" e revistas oficiais está sendo obrigada a dar duplos twists carpados na hermenêutica para dizer basicamente o seguinte: SE houve mesmo petrolão, não é exclusividade do PT, então é preciso urgentemente arrumar alguns tucanos para jogar no mar de lama sem bote e nem bóia.

Notem bem o "se" houve, porque nem com investigações em andamento no Brasil, nos Estados Unidos e na Holanda eles admitem que haja fogo de onde sai essa fumaça.

Claro que a turma já evoluiu uns 1000%, chegando a admitir que PODE HAVER petrolão. Culpa dos tucanos, lógico, mas não vamos exigir demais deles. É mesmo difícil defender o PT sem apelar para gambiarras argumentativas.

O PT jurava que assim que chegasse ao poder, a tradição de corrupção do país ia mudar. E mudou mesmo, passou de roubar milhões para a casa dos BILHÕES.

E essa dinheirama toda compra tudo, até consciências. 

Mas estranha mesmo foi uma afirmação do autor do blog "Conversa Fiada", o funcionário do "bispo" Macedo que de tão chapa branca, se fosse um carro seria algum sedan preto com vidros fumê.

Disse ele no meio de um daqueles seus textos com parágrafos de uma frase que mais parecem um cabrito cagando: "Fique bem claro: não serão “delatados” portadores de “privilégio de foro”, porque, aí, se antecipa a intervenção do ministro Zavascki.".

"Intervenção do ministro Zavascki"? Que "intervenção" seria essa? Segredo de justiça? Esfriamento das investigações? Mais alívio para o "núcleo político" tal qual aconteceu no mensalão? Convenhamos que a atual composição do STF não inspira muita confiança quando se trata de dar a petistas o rigor da lei. Afinal ali chegou-se a criar a figura jurídica do grupo de pessoas que se unem para cometer ilícitos mas não são uma quadrilha.

Depois disso, nada mais me espantaria.

Fica então a dúvida: quando autoridades com foro privilegiado forem citadas (e serão) o STF vai receber inquérito da operação lava jato e fazer o quê?

Colocar a mão na massa ou  colocar a mão na "massa"?

Eis a dúvida que vale alguns bilhões.

Link do texto com o trecho curioso sobre o Zavascki já usando um encurtador de churume: http://naofo.de/21t5

sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


Porque bandeira do Brasil é coisa de fascista, fazer manifestação no final de semana porque trabalha é coisa de fascista, pedir que se respeite a lei é coisa de fascista, não querer o Estado determinando até quantos centímetros de papel higiênico a pessoa pode gastar por semana é coisa de fascista, achar vergonhoso um monte de vagabundo encostado em sindicato e movimento estudantil viver pendurado no bolso de quem produz é coisa de fascista, não ser pilantra, estúpido, quadrúpede, mangina, esquerda caviar, feminista de peito caído e cabelo no sovaco pelada no meio da rua ou político de partido ladrão que jura roubar "pelo bem do país" é coisa de fascista.

Enfim, basicamente tudo o que presta é coisa de fascista. O resto não é coisa de fascista, como, por exemplo, desfilar por aí pedindo golpe bolivariano carregando uma bandeira vermelho-chico (não o Buarque, ainda que este também).

Remédio pra quê?


Esses dias o PT usou sua "base aliada" no Congresso para barrar uma proposta coxinha e reacionária da oposição: zerar o imposto sobre remédios.

Gleisi Hoffman (PT-PR) chegou a dizer que a proposta é "inviável". Claro, viável é a refinaria de Abreu e Lima.

Como sabemos, de tudo o que se paga e compra no Brasil um pedaço gordo vai para as mãos do Estado em forma de impostos, para depois ser usado como fonte de pagamento de propinas e superfaturamentos, o que, afinal, é a função constitucional de tudo que é tomado do contribuinte.

Com os remédios não é diferente. O Estado também dá sua mordida, afinal quem as pessoas doentes pensam que são para sequer imaginar que não precisam colocar sua parte na caixinha de Valérios e Youssefs?

Assim vovós com hipertensão e tias com reumatismo deixam de gastar dinheiro com bobagens como comida e aluguel e usam suas nababescas pensões do INSS para comprar pílulas, comprimidos e xaropes.

Ao se recusar a apoiar uma medida que baratearia o preço dos remédios e aliviaria o bolso de todos, principalmente daqueles que têm menos, o PT provou mais uma vez que é um partido antenado com os interesses do país e que governa para os pobres.

Já explico: aprovar algo assim proposto pela oposição poderia criar no povo a perigosa ilusão de que tucanos ligam para os "mais necessitados". Tal ardil permitira mais tarde que o PSDB e a elite branca usassem este fato para pedir votos e logo depois de ganhar a eleição vender a Petrobrax, quebrar o país três vezes e revogar a felicidade por decreto.

A segunda razão é que o PT realmente se preocupa com os pobres, por isso não fica por aí falando em doença, remédio, esses assuntos baixo astral que só velhas da Avenida Paulista conversam durante o chá das cinco.

Pobre precisa é de TV de plasma comprada em 48 vezes com juros no carnê. É isso que faz a elite pirar.

Link da notícia: http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2014-11/senado-rejeita-pec-que-zerava-os-impostos-sobre-medicamentos



quinta-feira, 13 de novembro de 2014

O bailado da esquerda carnavalesca


Já notou como esquerdopata não convoca protesto em final de semana? É porque o "trabalho" deles é atrapalhar quem trabalha.

A CUT, o MST e a UJS convocaram um sui generis protesto a favor do governo. São "contra a direita" e pelo visto também contra a bandeira nacional, porque só se via pano vermelho para todo lado. No fim, mesmo com todo o aparelhamento e ajuda($), colocaram só 7 mil na Paulista a favor do golpe bolivariano.

Será que faltou pão com mortadela?

Só sei que não sinto orgulho disso, mas respeito intelectualmente mais um chimpanzé do que um militante do PSOL ou do PseudoB. Com os do PT é diferente, desses eu escondo a carteira. E se alguém perguntar "e militantes do PCO e PSTU?", vou ter que responder que ainda preciso vê-los soltos na natureza, porque até agora só vi em cativeiro, ou seja, em universidades federais.

A verdade é que nem a esquerda acredita mais na esquerda, só estão nessa pelos negócios e para não perder o debate já secular. O ideal deles basicamente é uma trolagem: somos uns parvos, somos motivo de piada, nada do que defendemos funciona na prática, mas vamos atrapalhar essa burguesada que trabalha e sustenta nossa maconha e bolsas peruanas.

O país está indo para o buraco, basta estudar um pouco de economia e observar o governo da Dilma que a sensação que fica é a mesma de ser neuro-cirurgião e ver um curandeiro operando um cérebro. Mas as preocupações são, nessa ordem: aparelhar o STF, viciar o processo eleitoral, tornar o Congresso irrelevante e censurar a imprensa.

O que me leva à conclusão final: somos um povo em parte honesto governado por cafajestes. E a outra parte? Essa é a que vota e coloca os cafajestes no governo, seja por desonestidade intelectual, pilantragem irrecuperável ou a mera incapacidade de diferenciar alguém dançando "na boquinha da garrafa" do Lago dos Cisnes.

Uber: a liberdade econômica na era da internet


O que seria de nós sem as coincidências, né? Outro dia estava assistindo um seriado de TV que acompanho desde a primeira temporada (The Good Wife) quando um dos personagens precisou provar que não dirigiu embriagado e para isso sacou o celular e mostrou o log do Uber.

Fiquei curioso com o tal de Uber, achando que era algum aplicativo de caronas que só funcionaria bem em lugares com menos déficit civilizatório do que o Brasil, mas não, é um aplicativo onde motoristas particulares que se cadastram como prestadores de serviço cobram para levar o cliente até onde ele deseja.

O usuário solicita um carro, os motoristas próximos são localizados via GPS, um deles se oferece, o aplicativo envia os dados como nome, foto e placa do carro, o motorista pega o usuário e leva até onde ele quer. Os pagamentos são feitos via cartão de crédito e autorizados no ambiente do aplicativo. Tudo simples, rápido, eficiente e personalizado.

Eles não ficam circulando pelas ruas, não fazem ponto em lugar nenhum, apenas estão passando por ali e um aplicativo avisa que uma pessoa na região precisa de carona e está disposta a pagar por ela. É isso, uma espécie de carona paga, uma idéia sensacional, dessas que só mesmo a internet poderia proporcionar.

A coincidência que falei no início se dá por conta de no dia seguinte ao que eu assisti o seriado a Cora Rónai escreveu sobre o Uber em sua coluna no Globo. No artigo, Cora conta que onde chega o Uber causa confusão, porque prefeituras, taxistas e demais zangões do transporte público não ficam nada felizes com aquela invasão no seu "galinheiro", o que em se tratando de Brasil é um termo mais do que apropriado.

Taxistas dizem ser injusto porque é uma forma de concorrência desleal, já que os motoristas particulares que dão as tais caronas remuneradas não pagam impostos e taxas que incidem sobre eles. As prefeituras e demais órgãos governamentais se doem porque não metem a mão nesta relação através da cobrança de impostos. Alguns usuários, acostumados ao Estado babá, se perguntam "quem fiscaliza estes motoristas". Enfim, o estatismo se manifesta através de espasmos corporativistas, arrecadatórios e infantilizados.

O fato é que os próprios usuários fiscalizam o prestador de serviço do Uber. Suas corridas são armazenadas, eles recebem pontuações pelo serviço prestado e podem perder clientes caso não sejam honestos, cordatos e prestem um serviço de qualidade, coisas com as quais taxistas e empresas de ônibus não precisam se preocupar, já que são protegidos pelo monopólio estatal de concessões.

O nome disso é liberdade, é papo reto, são duas pessoas se relacionando economicamente como adultas ou, como Cora tão bem chamou, uma economia P2P. A-B, sem o E, de Estado, se metendo para burocratizar, entupir de legalismos e, claro, cobrar caro pelo que não é solicitado, ou seja, sua "proteção".

Tal coisa não acontece impunemente, lógico. A prefeitura petista de São Paulo simplesmente declarou que o aplicativo é ilegal e chegou a apreender veículos, no Rio a Delegacia de Crimes de Informática investiga o aplicativo como se a polícia tivesse alguma coisa a ver com uma relação econômica entre dois cidadãos que não envolve nenhum ilícito. Mas é só o começo, certamente os ataques por parte do estatismo virão cada vez mais fortes conforme o aplicativo se popularizar.

E por quê? Simples, porque quanto mais Estado, menos liberdade e o Estado depende da asfixia dos negócios para cobrar cada vez mais caro por doses cada vez menores de oxigênio.

O Uber, assim como outros serviços como o Airbnb (que aluga hospedagem na casa das pessoas também numa relação direta entre cliente-prestador de serviço), é um sopro de brisa fresca num ambiente asfixiante. São as pessoas tomando conta das próprias vidas, usando seu dinheiro e seus automóveis para relações particulares que não interessam a mais ninguém além delas mesmas.

Se eu posso dar carona para um amigo e rachar a gasolina sem que o Estado se meta nisso, se posso convidar alguém para ficar na minha casa durante uma viagem de férias, também tenho o direito de dar carona para qualquer um e ser pago por isso. Assim como alugar o sofá da sala.

O Estado já meteu a mão no meu bolso quando eu comprei o carro e o sofá, só falta querer determinar quem eu posso levar num e quem pode deitar no outro.

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Somos um povo meio honesto governado por cafajestes


Vai chegar o tempo - e parece que este tempo não está longe - em que a violência do PT vai gerar uma reação igualmente violenta e os cafajestes que estão abrindo essa Caixa de Pandora serão os primeiros a fugir do país vestidos de mulher, dizendo que estavam apenas "defendendo a democracia".

O que anda sendo feito no Brasil ultrapassou o limiar da cretinice, cruzou a canalhice na velocidade do som, fez uma rápida escala na delinquência e já está confortavelmente instalado no crime.

Somos um povo (pelo menos metade dele) honesto governado pelo que de mais baixo, sujo e abjeto o ser humano pode se tornar e reproduzir.

Que não sejam vitoriosos.

O Brasil do PT é uma TV de plasma numa carroça



Um catador do Rio de Janeiro instalou uma TV de plasma de 43 polegadas e DVD na sua carroça. Conhecidos como "burrinhos sem rabo", esses trabalhadores informais ganham a vida recoilhendo lixo reciclável e fazendo pequenos fretes. Vida sofrida, dura e sem muita perspectiva. 


O aparelho eletrônico fez com que ele vivesse melhor, morasse melhor ou tivesse à disposição serviços públicos melhores, além de um futuro diferente para seus filhos? Não, longe disso, mas para a propaganda do governo a sua compra nas Casas Bahia ou Ponto Frio foi uma maravilha: o partido oficial pode dizer que está "mudando mais" o país.

Lógico que os puxa-sacos e militontos do partido decretaram que a TV do catador é sinal de que falta só um pouco para o Brasil virar a Suíça. Um desses "blogueiros progressistas" chegou a dizer que "só no Brasil da Dilma" tal maravilha poderia acontecer, concluindo o raciocínio - vamos fingir que foi um raciocínio - com aquele tipo de certeza que só os imbecis possuem: "O Brasil está menos desigual".

Sim, por conta de uma TV de plasma numa carroça o sujeito tem coragem de afirmar que o país no qual a miséria voltou a crescer depois de 10 anos está "menos desigual". Mas não me espanta, não mesmo.

Olhe em volta. Tire a cara do smartphone ou saia do computador e vá ali na esquina, em qualquer parte do país que você estiver. A menos que seja num condomínio murado e com segurança ou numa cidade muito pequena de um interior onde o Brasil real não encosta suas franjas, você verá lixo no chão, pedintes, moleques de rua, trânsito caótico, poluição, péssimos transportes públicos, alunos de escolas se comportando como se voltassem de um acampamento de bárbaros, insegurança, favelização, comércio ilegal, transporte irregular, infrações de trânsito, agentes públicos corruptos, etc., etc., etc. Tudo de uma vez ou pelo menos várias dessas coisas ao mesmo tempo.

E só vai acontecer isso porque essa é a realidade, porque a qualidade de vida de nenhum país pode ser medida por "pobre andando de avião" ou "empregada usando o perfume da patroa", mas pela vida que se leva sem precisar comprar nada para esquecer da vida que se leva.

O sujeito compra um carro a prestação, um home theater, uma celular de última geração e 200 quilos de carne para fazer churrasco durante um mês, mas basta sair do portão de casa que vai encontrar uma rua esburacada, a coleta de lixo precária, um terreno baldio insalubre, um engarrafamento enlouquecedor. Porque o Brasil da casa das pessoas para fora é muito, muito ruim.

Porque esse país que o PT governa não passa mesmo disso: uma TV de plasma numa carroça. A vida do carroceiro continua igual, à exceção de um carnê para pagar.

E a conta sempre chega.

Link da notícia: http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/11/1545492-catador-instala-tv-de-plasma-de-43-polegadas-e-dvd-em-carroca-no-rio.shtml

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Tem xerife novo na cidade


O PT já age para esfriar as investigações do petrolão. E isso porque o STF ainda não recebeu a nomeação para a vaga de Joaquim Barbosa, nomeação que promete ser tão "isenta" que a luta está entre o Advogado-Geral da União que atua nas horas não vagas como advogado de defesa informal da Graça Foster, o ministro da Justiça e antes de tudo petista José Eduardo Cardozo e o atual presidente da OAB, a UNE de terno ou o MST com sapato de cromo alemão, você decide.

Só que o PT não contava com algo muito, muito sério e que as pessoas não estão prestando a devida atenção. A alardeada entrada da Petrobras no mercado de ações de Nova York colocou a empresa sob a jurisdição de um país que não tem cortes bolivarianas, rábulas chicaneiros contratados a peso de ouro e nem embargos dos embargos dos embargos.

Os americanos já começaram a investigar a roubalheira na empresa e uma das consequências foi a demissão de Sérgio Machado da presidência da Transpetro, por exigência da firma de auditoria daquele país.

O departamento de justiça e a SEC (Securities Exchange Commission) querem investigar pagamentos de propina e outras traficâncias na mastodôntica e inchada estatal brasileira para saber se houve violação do FCPA (Foreign Corrupt Practices Act), conjunto de regras que visam combater a corrupção em empresas estrangeiras que negociam ações em bolsas de valores daquele país.

Os advogados ouvidos pelo Financial Times disseram que a investigação deve mirar na contabilidade da Petrossauro e seus controles internos. Caso se constatem irregularidades, pode haver responsabilização civil e criminal.

Ou seja, pode ser que de nada adiante colocar 10 togas companheiras no STF, manietar a polícia federal ou dizer que "não sabia de nada", porque dependendo do que os americanos apurarem, Dilma corre o risco de só entrar nos EUA pra falar bobagens desconexas e menores na Assembléia Geral da ONU e voltar correndo para o Brasil, sem poder nem dar seu pulinho na Quinta Avenida para fazer compras. Caso contrário, de novo, dependendo do que a justiça americana apurar e decidir, pode ser presa e ganhar uma tornozeleira eletrônica fashion de brinde.

Lula é outro que está na mira já que era presidente na época do início da bandalheira, mas esse nem vai notar a diferença, já que esteja de terno Armani ou vestindo um macacão laranja, a finesse é a mesma.


Tem xerife novo na cidade, é melhor que os velhos bandoleiros coloquem as barbas de molho.

segunda-feira, 10 de novembro de 2014

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"

(Clique na imagem para ampliá-la)

O cérebro baldio é um problema epidêmico no Brasil do ENEM. 

Preocupado em repetir o que aprende no Ensino Médio, ou seja, que a culpa pela pobreza é da elite branca, que nada faz uma patroa mais feliz do que ver a empregada passando fome ou que a culpa pela pobreza em Cuba é do embargo estadunidense, o brasileiro-médio esqueceu de pensar.

Professores de história e geografia molestando intelectualmente gerações inteiras não podiam mesmo dar origem a nada diferente: o Brasil é uma espécie de tanque de criação de cérebros baldios.

Daí que na mesma semana em que se noticia que a miséria aumentou no país pela primeira vez em 10 anos (estatística, aliás, escondida pelo governo até depois das eleições), vemos petistas comemorando o fato de Miami ser a cidade "mais pobre dos EUA".

Como se pobreza em algum outro lugar do mundo transformasse o Brasil em mais rico (esse tipo de raciocínio tosco, aliás, é muito difundido pelo PT, que realmente acredita que tem gente que "adora que existam pobres ao redor para se sentir mais importante".

Enfim, vamos adiante.

O que os tresloucados lulistas esquecem de dizer é que um fritador de batatas do Mc Donald's em Miami consome mais calorias em um dia que uma aldeia africana durante um mês e que pode exibir um padrão de vida equivalente ao que o PT chamaria de "elite" no Brasil dos catadores de lixo.

Aliás, mostre as realidades dos dois países e depois pergunte a qualquer catador de lixo - certamente nenhum é "coxinha" - se ele preferiria ser pobre no Brasil da Dilma ou nos EUA do Obama.

Dica: Rodrigo Constantino iria gostar da resposta, os cérebros baldios que AINDA têm a cara de pau de defender o governo estelionatário do PT, não.

Na Coréia do Norte o povo só não fala mal do governo porque não existe uma imprensa golpista


Quer dizer então que as "seis famílias" que comandam a "ditadura midiática", são invencíveis e precisam ser controladas antes que acabem com todas as maravilhas que o governo popular trouxe para o Brasil desde 2003?

Essa mídia reacionária que exerce pressão insuportável, fomenta o golpismo e utiliza sua força para mentir, enganar e levar o povo a ficar contra gente boa que só rouba pelo bem do país, é capaz de tudo para entregar o poder novamente às mesmas elites que governam o Brasil há 500 anos (esqueça o fato de que há 500 anos só existiam índios aqui).

É por isso que uma brava (e bem paga) rede de blogs "progressistas" (e bem pagos) trava uma luta inglória (e bem paga) contra esses barões da mídia para levar ao cidadão a informação verdadeira (a oficial e bem paga) e assim libertar o país do jugo de uma imprensa golpista com complexo de vira-latas que deseja entregar o país de mão beijada aos estadunidenses e trocar o nome da Petrobras para Petrobrax.

Só que apenas isso não basta.

Ainda que o governo despeje milhões de reais em publicações irrelevantes que não se sustentariam apenas da venda nas bancas ou de assinaturas, ainda que as redações sejam verdadeiros clubes de esquerdopatas que consideram gente como Fernando Henrique Cardoso, Roberto Freire e quiçá Eduardo Jorge como "de direita", é preciso ir além.

O governo popular tem a obrigação de usar o dinheiro dos outros para através da propaganda oficial enquadrar veículos de comunicação e filtrar a informação que chega ao leitor/ouvinte/telespectador, caso contrário idéias impuras, reacionárias e perniciosas como transparência, economia de mercado, meritocracia, equilíbrio fiscal, controle inflacionário, entre outras, podem emprenhar o populacho pelos ouvidos e gerar crises que em nada contribuem para a petização do país, o que, em outras palavras, significa a transformação do Brasil numa Noruega com muito forró e feijoada.

Por isso não se preocupem, quando petistas falarem em "democratizar" a mídia eles não estão absolutamente falando em censura, lógico que não, trata-se apenas de uma orientação petelhocêntrica dos fatos, para que os fatos jamais façam o brasileiro duvidar sequer por um minuto que não há felicidade fora do partido e que só Lula é seu profeta.

O PT quer democratizar a mídia, mas não se alarme, é só um democratizar adaptado, tipo democratizar de "República Democrática da Coréia do Norte";

Vê se lá alguém fala mal do governo. Ora, se não falam, só tem uma explicação: o governo é maravilhoso e não existe uma "imprensa golpista" para dizer o contrário.

domingo, 9 de novembro de 2014

Melhor legenda para essa foto


- "Olha, aqueles babacas na América Latina ainda acreditam que comunismo funciona."

- "Pera aí, ainda tem gente esquerdando ali no Brasil?"

- "Pudera, o patrono deles é o Paulo Freire."

- "Ali ó, de boina vermelha e barba ensebada, eles acham que Cuba é miserável por causa do embargo."

- "Não te disse, eles trocaram o nome de socialismo para bolivarianismo mas continuam na mesma merda."

- "Gente, porque aquela menina não raspa o sovaco? Estão racionando gilete?"

- "Não sei o que é pior, saem das aulas de marxismo direto para encher a cara naquele boteco fedorento ali."

- "Se esses trouxas soubessem a vida que os dirigentes do partido levam."

Fique à vontade para criar a sua legenda. Rs.