quinta-feira, 6 de novembro de 2014

A grande diferença entre a direita e a esquerda: princípios


Mia Love é uma americana filha de haitianos. Do estado do Utah, majoritariamente branco e mórmon, ela foi a primeira negra eleita deputada da Câmara dos Representantes (o equivalente à nossa Câmara dos Deputados) pelo Partido Republicano.

Diziam que ela jamais seria eleita em Utah, imagina se a "elite branca" (lá também tem essas imbecilidades) votaria numa negra filha de imigrantes. Pois foi.

E na sequência de sua vitória a rede CNN (uma espécie de Carta Capital americana na TV) foi entrevistá-la e o repórter mencionou o "momento histórico" que representa a eleição de uma mulher negra.

Viciados nesse negócio de "momento histórico" - quem não se lembra da eleição de Obama, o primeiro presidente negro, o primeiro presidente negro a tirar uma foto como presidente negro, o primeiro presidente negro a assinar uma lei com uma caneta na mão negra de um presidente negro, histórico, histórico, histórico? - o repórter levantou a bola para que ela cortasse usando a batida vitimização do negro e da mulher. Levou um voleio na cara que ficou até tonto.

Segue uma tradução livre:

Repórter: Você fez história, é a primeira negra eleita como deputada pelo Partido Republicano. Porque demorou tanto e o que é preciso acontecer para que mais mulheres, negros e demais minorias sejam eleitos?

Mia Love: Primeiro eu quero dizer aqui que isso não teve nada a ver com raça. O que os eleitores do Utah fizeram foi uma declaração de que eles não estão interessados em dividir os americanos baseados na sua raça ou sexo, mas que eles querem ter a certeza de que estão elegendo pessoas que são honestas e que tenham a integridade e a capacidade de garantir que eles sejam representados nos valores que lhes são caros.

E continua ela: E é isso o que realmente fez história aqui, que foi o fato de raça, sexo, não ter nada a ver, mas que princípios tiveram a ver e os valores do Utah tiveram a ver. Então essa foi a história aqui.

O repórter ainda tentou se recuperar desse direto que levou, mas só ajudou a deputada-eleita a mostrar porque a direita é muito, muito, muito melhor do que a esquerda, principalmente porque não investe na atitude pervertida e psicopata de dividir as pessoas e fomentar uma luta de classes, raças ou sexos entre elas.


Você imagina um Lula, Vicentinho, Jean Wyllys, Benedita, etc., dando uma resposta dessas? "Não quero vitimismo, quero falar de princípios"?

Parabéns, deputada, que seu exemplo possa ecoar pelo mundo, principalmente por estes grotões ao Sul.

Segue o link com vídeo e transcrição em inglês da entrevista:http://www.realclearpolitics.com/video/2014/11/05/mia_love_vs_cnn_host_on_her_victory_this_has_nothing_do_with_race.html
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