quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Allianz Parque, uma goleada no estatismo

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Hoje ocorrerá a reabertura do estádio do Palmeiras, o rebatizado Allianz Parque, mas para nós palmeirenses, eternamente Palestra Itália.

Não interessa no momento a draga em que está o time, o elenco ridículo, a diretoria incompetente, o piloto do autorama da Barbie que preside o clube com seu pensamento minúsculo, nada disso, o dia hoje é mesmo de festa, porque um clube brasileiro realizou uma parceria privada e conseguiu erguer o estádio mais moderno do país sem usar um único centavo de dinheiro público.

E este é o fato admirável da arena do Palmeiras: demonstrar claramente que não só há vida fora do estatismo, como há uma qualidade de vida muito melhor.

Comparemos. O eterno rival Corinthians ganhou um estádio de presente do seu torcedor ilustre, o líder da seita petista e babalorixá do Bananão, Lula. Claro que como bom petista Lula roubou a sardinha com a mão do gato, presenteando seu clube com um estádio pago pelo contribuinte.

Muita pressão, atrasos, aditivos e correria depois, R$1,3 bilhões de reais foram enterrados em Itaquera. Desta montanha de dinheiro, nada menos do que R$ 820 milhões são verba pública a fundo perdido (e aqui as palavras "fundo" e "perdido" fazem todo sentido).

O estádio não está totalmente acabado, faltando detalhes - a cobertura não está pronta e goteiras incomodam quem assiste os jogos até na área VIP - e devido à sua localização e outros fatores, dificilmente será um empreendimento lucrativo. O prejuízo, claro, será rateado entre os pagadores de impostos do país.

Agora vejamos o Allianz Parque. Construído pela W Torre em parceria com o Palmeiras, dono do terreno, o estádio fica em uma localização bem servida por transporte público e ao lado de um grande shopping center. Sua administração foi entregue à Arenas AEG, empresa que já administra outras arenas em vários lugares do mundo.

O estádio foi reformado para receber jogos de futebol com até 43 mil espectadores e também pode ser transformado numa arena multiuso para receber shows, convenções e outros eventos.

A sua gestão profissional permitirá que o estádio seja sustentável economicamente e dê lucros em pouco tempo, com a receita dividida entre o clube, a construtora e a administradora. Se o lucro for alto, todo mundo vai rir. Se der prejuízo, o problema será dos três sócios. O pagador de impostos não tem nada com isso, nenhum tostão do seu bolso será usado para nada ali.

E deixei o melhor para o final. Sabe quanto o Allianz Parque custou? R$ 600 milhões, ou seja, menos da METADE do que custou o Itaquerão.

De onde não apenas se conclui, mas resta provado: a iniciativa privada é capaz de fazer obras melhores e que custam menos, ao contrário do poder público, que faz obras de pior qualidade, futuro duvidoso e que sorvem rios de dinheiro de gente que não foi perguntada se queria entrar naquela sociedade, mesmo porque só vai participar dos prejuízos.

Como Lula adora metáforas sobre futebol, está aí uma sensacional para nenhum petista picareta ideológico ou cérebro baldio botar defeito: em matéria de construção de arenas esportivas, a iniciativa privada dá uma goleada no Estado mais vexaminosa do que aqueles 7x1 que a Alemanha aplicou no Brasil. E ainda assim o modelo mais adotado no Brasil é o estatal.

Isso sim, é uma vergonha nacional.

Em anexo quadro comparativo feito pelo Instituto Liberal de São Paulo.
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