sexta-feira, 14 de novembro de 2014

Remédio pra quê?


Esses dias o PT usou sua "base aliada" no Congresso para barrar uma proposta coxinha e reacionária da oposição: zerar o imposto sobre remédios.

Gleisi Hoffman (PT-PR) chegou a dizer que a proposta é "inviável". Claro, viável é a refinaria de Abreu e Lima.

Como sabemos, de tudo o que se paga e compra no Brasil um pedaço gordo vai para as mãos do Estado em forma de impostos, para depois ser usado como fonte de pagamento de propinas e superfaturamentos, o que, afinal, é a função constitucional de tudo que é tomado do contribuinte.

Com os remédios não é diferente. O Estado também dá sua mordida, afinal quem as pessoas doentes pensam que são para sequer imaginar que não precisam colocar sua parte na caixinha de Valérios e Youssefs?

Assim vovós com hipertensão e tias com reumatismo deixam de gastar dinheiro com bobagens como comida e aluguel e usam suas nababescas pensões do INSS para comprar pílulas, comprimidos e xaropes.

Ao se recusar a apoiar uma medida que baratearia o preço dos remédios e aliviaria o bolso de todos, principalmente daqueles que têm menos, o PT provou mais uma vez que é um partido antenado com os interesses do país e que governa para os pobres.

Já explico: aprovar algo assim proposto pela oposição poderia criar no povo a perigosa ilusão de que tucanos ligam para os "mais necessitados". Tal ardil permitira mais tarde que o PSDB e a elite branca usassem este fato para pedir votos e logo depois de ganhar a eleição vender a Petrobrax, quebrar o país três vezes e revogar a felicidade por decreto.

A segunda razão é que o PT realmente se preocupa com os pobres, por isso não fica por aí falando em doença, remédio, esses assuntos baixo astral que só velhas da Avenida Paulista conversam durante o chá das cinco.

Pobre precisa é de TV de plasma comprada em 48 vezes com juros no carnê. É isso que faz a elite pirar.

Link da notícia: http://agenciabrasil.ebc.com.br/politica/noticia/2014-11/senado-rejeita-pec-que-zerava-os-impostos-sobre-medicamentos



0 Comentários