quinta-feira, 6 de novembro de 2014

Separar as eleições legislativas e executivas fortaleceria a democracia



Uma idéia que considero sensacional para algum partido incluir nas discussões sobre a reforma política seria a divisão das eleições em executivas e legislativas.

Já explico.

Atualmente votamos a cada dois anos. Em um desses anos elegemos prefeitos e vereadores, dali a dois anos elegemos presidente, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

Pela nova regra haveriam eleições legislativas e eleições executivas. Em um ano votaríamos para presidente, governadores e prefeitos e dali a dois anos para senadores, deputados federais, deputados estaduais e vereadores.

Dessa forma a eleição legislativa não ficaria ofuscada pelas eleições aos cargos executivos e o eleitorado teria a possibilidade de "premiar" o ocupante do cargo executivo (prefeito, governador e presidente) com casas legislativas mais ou menos alinhadas com ele.

O prefeito é bom? A Câmara dos Vereadores será eleita para facilitar seu trabalho. O governador é ruim? A nova Assembléia Legislativa vai fazer da sua vida um inferno durante dois anos caso ele não se enquadre. E por aí vai.

Seria uma boa forma do eleitor manter controle sobre os eleitos e dos cargos legislativos, tão importantes numa democracia, terem a atenção que merecem.
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