segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Vai que


Você aí que votou na "Dilmãe", não foi por falta de aviso. Quanto mais as investigações do petrolão avançam, mas difícil fica afirmar que ninguém ali sabia de nada. Eu achava que existia uma chance de termos um presidente Temer, mas não é que podemos ter até mesmo um presidente Cunha?

Acompanhe comigo.

Imaginem que situação curiosa, hipotética, claro, mas curiosa: Dilma é arrastada pelo tsunami de lama que se avoluma na Petrobras. Junto dela vai seu vice, Michel Temer. Vai que.

Alguns meses antes a Câmara resolve, num ato de rebeldia, conduzir o deputado Eduardo Cunha à presidência. Nenhuma surpresa, trata-se de político influente, bem votado num grande estado da federação, com grande trânsito entre todas as legendas do governo e da oposição, um verdadeiro Francis Underwood brasileiro, só que sem empurrar amantes nos trilhos do metrô. Um cristão, conservador, com experiência legislativa e todos os requisitos para presidir a casa.

Pois bem, Tancredo Neves dizia que presidência é destino. Pode ser preparo, pode ser planejamento, mas antes de tudo é destino.
Com Dilma, a presidente e Temer, o vice, impedidos de exercer o cargo - e se é algo difícil, está longe de ser impossível -  o próximo na linha de sucessão é o presidente da Câmara, que dependendo do tempo que ainda resta de mandato assume a presidência da República.

Agora pensem na frase do Tancredo.

Vai que.

13eijos.

P.S.: Pela Constituição o presidente da Câmara assume até novas eleições em 90 dias ou uma eleição indireta em 30 dias, caso sejam os últimos dois anos do mandato. E se pela estabilidade os deputados elegem quem já está - o presidente da Câmara - para que conduza o país até as próximas eleições. Volto a dizer,  fiz aqui enredo de seriado dramático, mas impossível não é.
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