segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Você confia nessas urnas eletrônicas?


Confesso que já confiei nelas num nível lei da gravidade de confiança. Depois de um tempo passou ao nível irrevogável do Mercadante de confiança e hoje situa-se entre apocalipse zumbi e controle jedi da mente.

Convenhamos, é algo perfeito demais na teoria para que só funcione no Brasil, onde são adotadas estas urnas que transformam sua vontade em código binário e teoricamente as traduzem numa contagem limpa de votos.

Você vai lá, digita o número do seu candidato, confere o nome e a foto na tela, aperta o confirma e vai embora certo de que cumpriu seu dever cívico e de que sua vontade será respeitada. Mas e se resolvem que "é melhor para você" que seu voto vá, digamos, para o papai Noel?

O bom velhinho anda por aí distribuindo presentes e não esquece dos pobres, quem pode ser contra ele, não é mesmo? Praticamente te fizeram um favor ao "ajustar" seu voto.

Claro que não posso afirmar isso com 100% de certeza, mas também não tenho como afirmar o contrário e uma dúvida razoável basta. São denúncias que se amontoam, vídeos na internet demonstrando como é mais fácil burlar uma urna eletrônica do que acessar o RedTube do trabalho, supostos executivos venezuelanos numa firma que trabalha no sistema brasileiro, fora o resto.

Em vários países que, ao contrário do Brasil, dão certo em tudo, são usados voto em papel, cartões perfurados, etc. No Brasil, onde praticamente nada dá certo, só a cobrança de taxas, impostos, multas e as urnas eletrônicas funcionam sem erro. Dá pra não desconfiar?

Que mal faria à democracia que a urna emitisse um comprovante em papel que, depositado numa urna reserva, servisse para uma recontagem manual? Não tem como ninguém ver um lado ruim nisso, a menos que seja um fraudador.

Tomemos por exemplo a última eleição. Dilma Rousseff supostamente venceu por mais ou menos 3 milhões de votos de vantagem. Imaginemos que supostamente ela perdeu por um voto de vantagem e 3 milhões e tantos foram supostamente movidos de uma coluna para a outra por hackers enquanto o Toffoli estava trancado numa sala com os resultados? Imaginemos que supostamente o Toffoli não soubesse ou que supostamente soubesse, que diferença faz?

Sem os votos de papel precisamos confiar no que o TSE diz: que Dilma é a presidente supostamente reeleita. Bem ao gosto da "mídia", que mesmo vendo um sujeito ser pego com a faca no local do crime ainda terminando de matar a vítima ainda o chama de "suposto assassino".

Se com tanta certeza assim o cara é suposto, como é que uma eleição com urnas supostamente vulneráveis, onde uma suposta recontagem é impossível porque supostamente votos em papel são ruins para a democracia, num sistema que supostamente só funciona muito bem no Brasil, pode merecer tanta certeza quando a lei da gravidade, que mencionei no início?

Por isso Dilma é, para mim, até que provem o contrário, a suposta presidenta.

Que nos próximos quatro anos essa aberração do voto exclusivamente virtual seja definitivamente enterrada e deixemos de ter supostas eleições.
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