quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Anote bem aí essa data: 3 de dezembro de 2014, o dia em que o PT FECHOU O CONGRESSO


Executando ordens de Dilma Rousseff, um homem como Renan Calheiros, acusado de ter uma amante sustentada por lobistas, logo com um decoro tão autêntico quanto a pintura acaju da sua cabeleira implantada, impediu que o "povo" entrasse na "casa do povo".

A desculpa para tal abjeção foi uma suposta agressão sofrida por uma parlamentar do PC do B - que junto com o PSOL não formam a linha auxiliar, mas a caixa de gordura do PT - que teria sido chamada de "vagabunda" por alguém nas galerias. O fato é que a pessoa gritou "vai pra Cuba", mas podemos entender que a comunista tenha achado isso uma ofensa, afinal, quem iria querer viver na ilha-presídio dos irmãos Castro?

Numa reação tresloucada, a deputada Jandira Feghali (a censora de jornalistas que dizem coisas com as quais ela não concorda) vagou aos berros pelo plenário, exigindo que a plebe - que ela chamou de "claque paga" - fosse posta para fora do local, talvez preocupada com a concorrência que a UNE e o MST poderiam sofrer.

A Jandira, aliás, é séria candidata ao prêmio EPA: Estafeta Petista do Ano. Não tem pra ninguém, a criatura está se esmerando.

Nas redes sociais gente do calibre de Maria do Rosário, Manuela d'Ávila, Vicentinho e os já notórios blogs com banner de estatais condenavam a "truculência" e a "falta de respeito" da "direita fascista" que "quer ganhar no berro". Eu imagino a Jandira, a Maria do Rosário e a Marinor vagando pelo Congresso de madrugada igual Walking Dead, berrando "Maaaaaaaarx, Cheeeeee, Fideeeeeeeeeeeeeeel". Logo eles, que resolvem tudo no berro, reclamando do berro dos outros.

Quem nasceu ontem ou chegou no Brasil na mesma data pode até achar legal que essa esquerda gente boa deseje apenas um "debate de idéias", mas qualquer um com mais de 15 anos de idade pode citar de cabeça alguma oportunidade onde o MST, a CUT, o MTST, a UNE, a UJS ou outra dessas siglas variadas para "encostado" promoveu baderna, invasões de prédios públicos, quebra-quebras, berrarias e tumultos no Congresso.

Cito rapidamente o episódio com a cubana Yoani Sanchez e o circo promovido em todo o período no qual o deputado Marco Feliciano presidiu a Comissão de Direitos Humanos como exemplos, mas posso falar também da turma do Guilherme Boulos, dos laranjais destruídos pelo MST, das ocupações de reitorias, enfim, qualquer um, repito, QUALQUER UM de qualquer partido de esquerda não tem condições morais de falar em truculência, berraria ou falta de respeito, porque esta é uma das especialidades deles, faz parte do método "botar o bloco na rua".

Além disso a esquerda não só berra, mas também invade e quebra tudo quando lhe convém.

No fim das contas foi bonito de ver os "progressistas do povo popular" exigindo a presença de capangas para expulsar o povo da casa do povo, inclusive uma septuagenária que saiu de lá levando uma gravata de um brutamontes.

Decretaram o carnaval antecipado e botaram o Bloco do Stalin na rua.

O problema de verdade para o PT e seus sequazes ontem no Congresso é que o povo que foi ali era o povo errado. "Sociedade civil" pra eles só a favor e a soldo. Quem não se alimenta de pão com mortadela e tubaína e não diz "sim senhor" não é povo, é "fascista".

Dilma Rousseff mostra assim a sua disposição para o "diálogo", desde que, é claro, o outro lado esteja ajoelhado ou, de preferência, de quatro. Por isso eu digo: todo castigo pra petista se for em dobro ainda é a metade.

Mas parabéns a cada um destes que resistem, nas ruas, no Congresso, na internet, onde for. Tenham certeza: a hora deles vai chegar.
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