quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Esqueçam o bolivarianismo, se preocupem com as barangas e os patifes


- Você me chamou de estuprador, mas eu não vou te estuprar porque você não merece ser estuprada.

E com essa frase pronunciada pelo deputado Jair Bolsonaro, duas assombrações do Congresso Nacional, Jandira Feghalli e dona Maria do Rosário, conseguiram o que estão sempre à procura: manchetes que as retirem do seu ostracismo político amargado nas catacumbas da esquerda debilóide e do peleguismo organizado.

Antes de mais nada é bom dizer que o deputado Bolsonaro precisa de uma assessoria de marketing. Trata-se de um cidadão honesto, com ampla base de apoio na sociedade, com atuação parlamentar importante no contraponto à esquerdopatia dominante, mas que é especialista em dizer frases que facilitam distorções e dão espaço para que rêmoras do petismo façam seu trabalho sujo e assim mereçam as migalhas que a companheirada atira.

Não adianta dizer que a indignação delas é seletiva, porque isso não é novidade para ninguém. Onde estavam as deputadas Feghalli e Rosário quando o "filósofo" Paulo Ghiraldelli disse que desejava que a jornalista Rachel Sheherazade fosse estuprada? Provavelmente em alguma ocupação de reitoria, churrasco de sindicato ou mandando assessores ligarem para eleitores de baixa renda ameaçando com o fim do Bolsa Família, como a dona Rosário foi acusada na última eleição. Indignadas certamente não estavam.

Indignação com a Rachel só quando a Jandira usou toda a sua capacidade de fazer chilique para exigir que o governo pressionasse o SBT para censurar a jornalista, coisa que ocorreu através de chantagem com a ameaça de cancelamento de anúncios de estatais.

Jandira, aliás, é um primor, fica por aí dizendo que o PC do B está "levantando quem faz discurso de ódio na internet " - cabe aqui dizer que, para eles, discurso de ódio é qualquer discurso que eles odeiem - mas sobe na tribuna da Câmara para chamar o deputado Bolsonaro literalmente de estuprador.

Dizer que a Maria do Rosário não merece ser estuprada nem de longe transforma Bolsonaro num estuprador. Mas afirmar que Bolsonaro é um estuprador transforma Jandira numa infratora do Código Penal, cometendo crime contra a honra. Quem mesmo deve ser cassado? Sou a favor que todo delinquente e infrator perca o mandato, seja gatuno envolvido com mensalão e petrolão, seja comunista defensora da censura que comete calúnia contra outro deputado.

Essas performances teatrais malandras têm um objetivo: desviar as manchetes e a agenda dos escândalos do petrolão, das denúncias da maior roubalheira da história do país cometidas também durante o governo do impeachment ambulante, a suposta presidenta Dilma Rousseff. Porque, vejamos:

- Vai pra Cuba!

- Me chamou de vagabunda!

- Você não merece ser estuprada.

- Estuprador!

A menos que o PT agora também ande desviando neurônios, isso aí é briguinha fabricada para fazer cortina de fumaça.

Bolsonaro ajudou, claro, ele deveria saber que essa gente é especialista em distorcer fatos e verdades, mas isso não os exime de serem empulhadores profissionais. Até petição pedindo a cassação do deputado já surgiu, demonstrando que essa geração Avaaztomarnocu é rápida no gatilho quando interessa.

Fica combinado assim: pedir impeachment de um governo corrupto eleito com uma contagem de votos obscura é "golpismo", pedir a cassação do terceiro deputado mais votado do Brasil baseado no entendimento histérico de duas liberticidas é legal.

Afinal, né? Tem mesmo que prender o Bolsonaro. Ele disse que a dona Rosário não merece ser estuprada.

Se ainda tivesse saqueado estatais, ficasse por aí defendendo plebiscito bolivariano, censura, importando escravo de Cuba, empregando um assessor pedófilo, recebendo propina do Youssef, fazendo caixa 2 de campanha, defendendo mensaleiro, instalando uma quadrilha na Petrobras, enfiando a amante num escritório da presidência e quebrando o país, tudo bem, seria golpismo pedir que ele saísse, mas irritar a dona Rosário? Contrariar a deputada Feghalli? Não, isso não.

Impeachment já!

Já disse e repito: mais perigoso do que o bolivarianismo é essa hegemonia das barangas e dos patifes na política brasileira.

Pronto, podemos voltar a falar do petrolão?
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