segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Nós é estudante e queremo educão


Por conta do ofício de eterno curioso fui procurar o que é o tal "Levante Popular da Juventude" e me deparei com a página deles na internet, coisa de fazer inveja à Praça é Nossa, é preciso notar. 

Num de seus "comunicados" o grupo de humor esquerdista lançou uma nota de apoio à derrubada do busto de Flávio Suplicy de Lacerda, ministro da educação do general Castelo Branco.

Confesso que precisei recorrer à Wikipédia para saber qual grande obra esse homem realizou para atrair a ira de tal estirpe de chocarreiros, e achei o "acordo de cooperação com a United States Agency for International Development", mais conhecido como acordo MEC/Usaid.

Resumidamente explicado na própria enciclopédia virtual, este foi um acordo que "visava transformar o ensino superior brasileiro não mais numa formação crítica do cidadão na sociedade, mas tão somente em cursos de formação profissional e técnica".

Ou seja, caso tal iniciativa tivesse sido bem sucedida, no lugar de vagabundódromos cheios de palermas deseducados num "ensino crítico" que não ensina nada e acadêmicos que só não criticam o que não presta, provavelmente o Brasil já tivesse merecido até um prêmio Nobel, coisa que é quase impossível nos dia de hoje, a menos que os suecos resolvam de uma hora para outra premiar o melhor grafite, o melhor enrolador de baseado ou o melhor grupo de jongo-jazz híbrido conceitual folclórico de raiz do mundo.

A simples ameaça de transformar as universidades brasileiras em lugar de estudo e aprendizado - e não em madraças de comunistóides beberrões - serviu para iniciar uma série de revoltas de 1966 até 1968 no que é considerado o "auge" do movimento estudantil brasileiro.

Longe de mim, que detesto qualquer regime autoritário, defender os abusos que ocorreram no regime militar, mas se isso aí foi o auge do "movimento", não é de se espantar que hoje estejam na situação em que estão.
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