sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Urna não é máquina de lavar


Dilma e o PT precisam entender que urna não é juri e contagem de votos não é veredito. E ainda que essas obscuras urnas eletrônicas fossem de fato 100% confiáveis e que o resultado da eleição de 2014 fosse acima de qualquer suspeita, vencer eleição não absolve delinquente.

Quando Dilma diz que exigir apuração das graves denúncias de que sua campanha embolsou dinheiro sujo é faltar com o respeito às "escolhas legítimas" do povo, pode se entender duas coisas: que ela acredita que urna é máquina de lavar prontuários ou então que o povo escolheu legitimamente a pilhagem nas estatais em favor do PT.

Ambas as suposições estão erradas. O povo foi enganado. Se houvesse um Procon eleitoral, Dilma teria que devolver uma boa quantidade dos votos que recebeu, já que tudo o que acusou os seus adversários está sendo feito por ela agora.

Entregou a economia para os banqueiros, subiu juros, anunciou tarifaços e ano que vem vai mandar ver no arrocho.

Mas isso é só uma questão de enganar trouxa. Como vivo dizendo, o PT possui dois tipos de eleitores: os idiotas e os muito espertos. Os últimos estão felizes, mandando a oposição "descer do palanque", os primeiros devem estar por aí com cara de tacho, já que foram feitos de idiotas. Só não tenho pena porque a idiotice voluntária merece ser punida, ainda mais quando é recorrente, já que muitos destes daqui a quatro anos vão cair de novo na sordidez dos comerciais do João Santana.

O problema é que o caso do petrolão não é simples propaganda enganosa, é crime mesmo. Ninguém foi às urnas para escolher o melhor projeto de assalto aos cofres públicos. Logo, Dilma e o resto de sua trupe não podem ter a cara de pau de falar em "escolha legítima" alguma, porque ninguém escolheu ser roubado.

Caso todas estas denúncias sejam verdadeiras, caso a campanha dela tenha mesmo recebido dinheiro de propina, caso a Petrobras e outras estatais tenham sido mesmo assaltadas por bucaneiros do partido, caso tudo o que Paulo Roberto Costa e Alberto Youssef estão dizendo seja mesmo verdade, o governo Dilma Rousseff é um governo ilegítimo, criminoso e não só merece como deve ser derrubado na forma da lei.

Ficar é que seria golpe, ficar é que seria grave desrespeito às escolhas de quem jamais passou procuração para que uma organização criminosa roubasse o suado dinheiro que paga em impostos.
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