quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Feliz 2016!

Que todos os problemas fiquem em 2015, que o início de um novo ano traga renovação do que precisa, restauração do que necessita e mudança do que tem que ser mudado.
Que muita saúde e felicidade para nós e nossas pessoas amadas sejam fartas; e que águas tranquilas, sombra fresca e o carinho e as bençãos de Deus nos acompanhem todos os dias.
Abraços e um feliz ano novo para todos nós!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

O Brasil do PT não gosta de Israel, mas adora a Venezuela

Um país é o resultado das escolhas dos seus cidadãos. A realidade de um país é o resultado das escolhas dos governantes escolhidos por estes cidadãos.
O que o Brasil passa hoje é consequência direta do bonitão que votou no PT porque a boquinha está boa, da bonitona que votou no PT porque ainda espera uma boquinha boa e dos panacas que acreditaram nas mentiras, calúnias e difamações contadas por Dilma Rousseff na sua escolha por ser uma pessoa desprezível, porém reeleita "presidenta".
Daí que a política externa brasileira, essa usina de vexames e diplomacia de galinheiro, é consequência direta do tipo de gente que os brasileiros escolheram colocar no poder. Não há mais uma política de estado, mas uma politicagem de partido.
Há cinco meses este picadeiro petista em que foi transformado o Ministério das Relações Exteriores brasileiro se recusa a receber as credenciais do embaixador israelense Dani Dayan, porque este seria um "defensor dos assentamentos ilegais".
Nem vou me alongar aqui dizendo que Israel tem direito a estar na Judeia e Samaria, e que, portanto, não existe "assentamento ilegal" e nem que exigir dos israelenses que um estado "palestino" que prega sua destruição seja decretado sem que eles possam dizer nada sobre isso é um absurdo, vou ficar apenas na atitude do Itamaraty.
Não acredito que conviver na corte de Brasília e se encontrar com Dilma Rousseff seja bem um prêmio para o embaixador, mas é direito de Israel indicar seus representantes sem constrangimento e seria do interesse do Brasil aceitá-los, visto que somente de janeiro a novembro de 2015 o Brasil exportou US$ 851 milhões para Israel e importou US$ 24,7 milhões, um superávit favorável portanto de US$ 826 milhões.
Quer dizer, um país que tem se notabilizado por doar dinheiro do seu pagador de impostos para empreiteiros ladrões fazerem obras em Cuba, na Bolívia, no Equador ou na Venezuela, deveria, ainda que por puro interesse no dinheiro, preservar uma relação que, só para variar, dá lucro.
Mas o problema vai além.
Israel é um estado democrático com uma pujante economia de mercado, com inovação, tecnologia, liberdades individuais, imprensa livre e uma justiça não aparelhada que ainda neste final de 2015 confirmou uma sentença de prisão para um ex-premier. Já imaginou o horror que essa gente que infesta os palácios desse governo sente desse tipo de exemplo?
Escolher o embate com um país assim e ao mesmo tempo estabelecer parcerias com tiranetes bolivarianos como Nicolás Maduro, que neste momento aplica um golpe contra um parlamento opositor eleito democraticamente - já ouviu isso antes? - demonstra bem o tamanho do buraco onde o Brasil se meteu e só sairá à custa de muita luta.
Escolhas, escolhas.

sábado, 26 de dezembro de 2015

Um petista

Oi, sou um petista.
Vivo no mesmo país que você, piso no mesmo esgoto que vaza do bueiro ali na rua, chuto o mesmo lixo que a coleta mal feita deixou na calçada, ando olhando para os lados para não ser vítima da violência urbana.
Como ainda não arrumei uma boquinha, sigo defendendo o PT por teimosia. A presidente é incompetente, mas não admito nem sob tortura.
Meu salário também é comido pela inflação, a carga tributária me sufoca, tenho que pagar plano de saúde para minha família e escola particular para meus filhos, mas tudo bem, desde que o meu vizinho coxinha se ferre também.
Tenho um amigo filiado. Tem empregão público, passa a tarde na praia, paga cerveja no bar pra todo mundo com o dinheiro dos outros, troca de carro independente da taxa de juros, já andou até em jatinho de empreiteiro, mas ele é do mesmo partido que eu, então é trabalhador.
Ordinário explorador é meu cunhado fascista que tem uma loja de material de construção e mal termina o mês no azul depois de pagar tudo o que deve. Só deve estar reclamando do governo porque queria ser senhor de escravo.
Me acostumei a chamar artista medíocre de patrimônio nacional, crítico de cinema e roqueiro estatizado de formador de opinião, ator canastrão lei rouanetdependente de proletário, blogueiro sustentado por dinheiro sujo de jornalista e gente que não sabe a diferença de "pousa" para "posa" de intelectual.
E só para não dar razão para os outros, esses golpistas que acham que a constituição e as leis valem para os companheiros, defendo corrupto, ladrão, mentiroso, liberticida, fanfarrões que acham que política serve para fazer pé de meia para a família e até parasitas e sanguessugas que invadem e ocupam prédios, fecham vias públicas e atrapalham a minha vida, mas para defender o partido.
Relativizo tudo, justifico absurdos com os absurdos dos outros, minto e espalho mentiras, calúnias e difamações mesmo sabendo que são falsidades, mas faço em nome do partido.
Não tem um terrorista, assassino, incompetente, medíocre e desonesto que eu não seja capaz de defender se for para ficar ao lado do PT.
Mas é você, não petista, que não presta, que é ignorante e que precisa ler e melhorar.

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

Feliz Natal!


Não vou te dizer que presentes e comidas não importam e nem que a tradição conta. Não vou tentar te dizer como você deve passar seu Natal, amar sua família, agradecer por tudo de bom que recebe todos os dias, pela sua saúde, pelo dom da vida.
Um dia, da melhor maneira possível, se é que ainda não enxergou isso, você enxergará. Deus tem seu tempo e seu modo e todos somos Seus filhos.
Venho apenas lembrar que hoje não comemoramos apenas mais uma data cristã, ocidental ou como você prefira chamar, hoje é o dia em que lembramos a chegada no mundo Daquele que nos amou mais do que jamais alguém nos amará, Daquele que é o alimento da nossa vida, Daquele que nasceu e viveu entre nós para nos mostrar o quanto Deus nos ama.
Jesus veio ao mundo através de Maria, Sua Mãe Santíssima, Rainha dos Céus, e deu Sua vida para que todos tenhamos vida. Nosso Salvador, Nosso Mestre, Nosso Irmão, Nosso Pai, Nosso Eterno Guia, Deus feito homem a nos tocar, a nos abençoar, a nos amar.
Que hoje e todos os dias Jesus Cristo possa estar ao seu lado, abençoando e protegendo sua vida, sua família e todos os que você ama neste mundo.
Só o amor basta. Só aqueles que você ama são a verdadeira felicidade. E Jesus é amor e felicidade.
São José, Bondoso Patriarca, rogai por nós. Maria, Nossa Senhora, Mãe Querida e Amorosa, rogai por nós. Jesus, pelo Seu Nascimento e pela Sua vida, abençoai nossas famílias. Deus Forte e Misericordioso, tende piedade de nós.
Um Feliz Natal!

Chico Buarque e os "coxinhas"

Chico Buarque foi abordado na rua por pessoas que falaram mal do PT. Chico Buarque respondeu fazendo o que todo petista faz, ou seja, falou mal do PSDB.
Artistas, engajados e gente que adora mandar os outros lerem - ainda que não leiam nada além de blogs sustentados por estatais - reclamaram dos "playboys" que foram fazer "discurso de ódio" contra o Chico Buarque, como se o próprio Chico Buarque não fosse ele mesmo um playboy.
Não concordo com essa tática de abordar e constranger pessoas na rua. Nem políticos, que nos constrangem e fazem até coisa pior, nem artistas que nos constranjam fazendo música, humor, cinema ou qualquer outra coisa ruim - geralmente com o nosso dinheiro através de leis de incentivo fiscal - e emitindo opiniões políticas piores ainda.
Chico Buarque me constrangeu gravando uma música em apoio a estudantes profissionais e professores militantes que invadiram escolas em São Paulo, assim como a chef Paola Carosella me constrangeu indo lá cozinhar para os - esses sim - playboys do PSOL, da UNE e da UJS.
Mas nem por isso acho que devam ser abordados na rua nos seus momentos de intimidade, nem mesmo se usarem - como usam - suas famas - merecidas ou não - para tentar influenciar pessoas e apoiar partidos de ladrões, gangues de liberticidas ou movimentos sociais que constrangem muitas vezes até mesmo o direito de ir e vir dos outros.
Não penso isso porque se trata do Chico Buarque ou de qualquer outro "famoso", mas para qualquer um.
Aí é que as reações indignadas ao episódio com o Chico Buarque me constrangeram ainda mais, porque vi gente dando ataques e bradando coisas como "mas até o Chico, esses coxinhas perderam o limite?".
Por que "até o Chico"? Não vivemos numa monarquia e mesmo que vivêssemos, a família real brasileira mora em Vassouras e Petrópolis, não no Leblon e não tem sobrenome "Buarque de Hollanda".
Quando se torna um agente político, Chico Buarque passa a ficar sujeito a qualquer crítica que qualquer agente político sofre.
Ele não é especial, não é "patrimônio nacional" e muito menos intocável. Chico Buarque pode ser unanimidade no Jobi, mas o Brasil não acaba no Jardim de Alá.
Pessoalmente acho o Chico Buarque um excelente compositor, um cantor ruim, um escritor medíocre (com uma exceção) e um cretino político.
Como tal não deve ser constrangido na rua, mas também não deve ficar imune à críticas. Pelo contrário, merece a grande maioria delas.
P.S.: Teve gente que não me entendeu - e só pode ser porque me expressei mal - e achou que eu estava aqui pretendendo dizer como os OUTROS devem agir, mas me permitam explicar melhor: EU, que tenho vergonha até de perguntar o preço das coisas para vendedores de loja, é que não faria isso, quem achar que deve, que faça.
Outra coisa, quando exerce suas atividades profissionais ou públicas, tanto o Chico Buarque quanto qualquer outro lei rouanetdependente merece ser interpelado e chamado de petralha ou o que equivalha, o que me incomoda um pouco - a mim, não precisa incomodar a você - é meter amigos e família dessas pessoas, que participam de seus momentos de intimidade, no meio, ainda que eles não respeitem a nossa família e os nossos amigos quando se unem a uma quadrilha de impostores.
Não desejar a eliminação física e social dos meus adversários é o que me diferencia dessa gente e não me impede de trabalhar pela sua eliminação política.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2015

A solidez do que presta

O PT levou 13 anos para destruir o que Itamar e Fernando Henrique construíram em 9.
Mesmo com toda a corrupção, aparelhamento e incompetência crescente do estado, pilhagem e desmanche em estatais, entrega de ministérios para incompetentes, agatunados e gente abaixo da média, mesmo com tudo isso o PT precisou se esmerar na inépcia e basculheira para trazer de volta o descontrole na economia e jogar o país de volta para 30 anos atrás.
Se a década de 1980 é conhecida como a "década perdida", esta era petista pode ser considerado como a "década tungada".
Também é notório o pavor que lulopetistas, chavistas, kirchneristas e bolivarianos da mesma grei sentem de perder o poder.
Estes projetos totalitários, cleptocratas e populistas não resistem fora do bolso dos outros, sem a máquina do estado a financiar seus braços na sociedade e sua militância remunerada.
Veja na Argentina, onde o presidente Mauricio Macri em apenas uma semana já levantou taxas e impostos absurdos, tomou medidas para atrair investidores e saldar dívidas, implantou o câmbio flutuante, determinou uma faxina na fábrica de estatísticas falsas do kircherismo, tomou medidas para revogar a lei de meios, um tipo de censura aprovada por Cristina Kirchner e agora está enxotando militantes de cargos no estado.
O que se vê, em resumo, é que se um projeto de país erguido sobre base sólida como o Real pode resistir até uma década sob ataque do populismo das pedaladas fiscais, projetos personalistas, irresponsáveis e demagogos de poder pelo poder caem em questão de dias, basta que seus chefes sejam defenestrados pelo eleitor.
Nota-se o porque do desespero deles, condenados que estão a ser apenas uma nota de pé de página na história e uma definição tal qual "década perdida" ou, quem sabe, "década do transe".
Acorda, América Latina.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Como derrotar o PT?

O que fazer para derrotar o PT?
Bom, pra começar me deixa te dizer que não há motivo para desânimo só porque, a despeito da péssima situação econômica do país e das denúncias de roubalheiras bilionárias, ainda exista gente que defenda o PT.
Tudo se compra, inclusive apoios sinceros e não custa lembrar que ainda hoje tem gente que defende o nazismo, o fascismo e o comunismo, logo não seria o lulopetismo que deixaria de ter seus fanáticos, alugados ou não.
Se até Charles Manson angariou seguidores, qualquer um pode. A diferença é que Manson não teve intelectuais da USP, artistas do Leblon, para chegar ao poder central do seu país e nem mensalões, petrolões e depois ministros do STF para financiar, estatizar e garantir a massificação da sua seita.
Diante disso você tem duas opões: se juntar à família Manson de macacão ou tomar atitudes contra ela. Ficar em casa, não fazer nada e dizer que não tem nada com isso equivale à se juntar à gangue, só que sem as benesses.
A oposição venezuelana enfrentou e enfrenta uma situação mil vezes pior. Lá fazer oposição é crime. Há pessoas encarceradas por fazer discursos contra o governo, por participarem de protestos e, atenção, tem gente presa e processada porque vaiou a esposa de Diosdado Cabello, um cruzamento de gorila com tiranossauro rex que é o segundo na hierarquia do chavismo.
Lá não há horário eleitoral, a imprensa é toda censurada e/ou comprada literalmente, vozes dissonantes são perseguidas, presas, exiladas, a polícia tem autorização para atirar com munição letal em opositores e os Sérgios Moros do país foram todos destituídos e presos.
Se a democracia brasileira está num buraco com esse congresso vendido e uma suprema corte composta por tarefeiros do petismo, a democracia na Venezuela sofreu algo bem semelhante à queda de Gandalf.
Ainda assim, com toda a fraude e abuso da máquina, o chavismo perdeu a última eleição.
Há que se unir, todos, há que se fazer oposição total e sem pausa e há que se oferecer alternativas e planos para o dia seguinte do fim do petismo.
A economia está mal, mas como Dilma - o fenômeno das finanças que nos colocou nessa situação - acha que sabe tudo, provavelmente ainda vai piorar.
Isso quer dizer que mesmo se Barrosos et caterva, mesmo se Renans et escumalha, mesmo se PCs do B et vassalagem conseguirem golpear as leis e manter Dilma Rousseff no cargo até 2018, ela chegará lá em situação igual ou pior do que Sarney em 1989.
Resta ao Brasil não permitir que a história se repita como comédia e um outro salvador da pátria apareça para recomeçar tudo de novo.
Depende também de você.

Você não dá seu voto, mas o empresta

Quando o PSDB diz que é "oposição a favor do Brasil", confesso que não entendo muito bem, afinal, não existe outra oposição que seja a favor do Brasil e também não seja totalmente contra o PT em todos os aspectos. Impossível ser um e não ser o outro.
Quando Aécio diz que Dilma não tem mais condições de governar, concordo com ele plenamente. Não tem mesmo. Mas quando diz que está disposto a "colaborar com o governo" caso seja necessário, volto a ficar confuso, porque a única colaboração com este governo que seja, como diz o seu slogan, "a favor do Brasil" é oferecer a caneta para que a presidente assine sua renúncia.
Qualquer outra coisa é a favor do PT, é a favor do complexo de esquerda do PSDB, da pusilanimidade com a qual se faz oposição num país onde todo mundo quer ser governo, mas a favor do Brasil não é.
Políticos gostam de dizer que "ganharam não sei quantos votos na eleição", mas estão errados. O eleitor não dá seu voto, o eleitor empresta.
Cabe ao político saldar essa dívida ou rolá-la durante seu mandato, merecendo novo empréstimo ou enrolando o credor, pedalando com o mandato.
Aécio recebeu 51 milhões de votos emprestados. Não sei quantos ainda teria hoje, mas com certeza Dilma não teria aqueles 54 milhões que recebeu.
Aécio precisa fazer valer o empréstimo que Dilma já perdeu. Ele tem o futuro pela frente para fazer isso, resta saber se o fará. Até lá milhões vão ficar por aí perambulando à procura de quem represente seus anseios e suas frustrações.
Dilma por enquanto não precisa se preocupar. Ainda que tenha perdido milhões de votos e tenha dificuldade de comprar 171 deles na câmara, ela ainda pode contar com 6 ou 7 ministros do STF que melam o jogo para salvar a chefe se for o caso.
Essa é a democracia em que você vive.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

Governar é servir

"Governar é servir, é dar a vida aos demais, como faz um bombeiro, um professor, um médico, um policial, porque política é serviço, política para mim é servir".
Com essas palavras, Maria Eugenia Vidal - estrela ascendente da política argentina - iniciou seu discurso de posse como governadora da província de Buenos Aires.
Ela prosseguiu e disse a política para ela não é "escrever discursos e depois virar para o outro lado", como quem diz: há que se fazer o que se diz ou ainda "política não é demagogia", ainda que fique cada dia mais difícil de acreditar nisso.

Se o destino reservará à bela governadora o posto de presidente da nação argentina um dia, temos que esperar, mas o sopro de ar fresco que tais palavras representam nos faz sonhar com uma América Latina diferente, ainda que mais adiante.
Vejamos o Brasil.
Um deputado, um senador, um governador, secretário, ministro, um presidente, conta com benefícios e mordomias que não existem sequer em algumas monarquias do mundo. Motoristas, apartamentos funcionais, despesas pagas, salários acima da média do país, aposentadorias especiais.
Por si só - e exercida honestamente - a política já seria uma excelente profissão, com um belo retorno financeiro. O problema é que nossas excelências acham isso pouco e querem ficar milionários, sem criar ou revolucionar nada que melhore a vida das pessoas para isso.
Quem inventa uma nova vacina, um novo meio de transporte, quem revoluciona a forma como as pessoas se comunicam, encurta distâncias, promove pessoas, encontra meios de preservar a natureza sem prejudicar a economia, gera riqueza, esses sim merecem ganhar muito dinheiro.
Os políticos devem atuar apenas como facilitadores destes. Devem servir a sociedade servindo a quem beneficia a sociedade.
Só que ao invés disso estes passam o tempo fazendo discursos que não têm conexão com suas atitudes, já que manipulam e se alimentam de uma gigantesca burocracia que apenas cria entraves e confisca riquezas, em suma, além de não servir, além de subtrair numerário alheio, ainda atrapalham. Já seriam caros se ganhassem um salário mínimo.
Mas ganham bem, muito bem, e não servem para nada.

sábado, 12 de dezembro de 2015

A memória do brasileiro

O Rio Amazonas é considerado o maior rio do mundo. Sua extensão ganha do Nilo em mais ou menos 100 km e seu volume de água também supera o gigante faraônico lá do Egito.
Dizem que a sua força, que faz o espetáculo da pororoca e leva água doce quilômetros mar adentro, não vem de um declive acentuado, pelo contrário, o Amazonas é monótono e desce poucos metros por quilômetro.
A força de sua água vem da quantidade de água que vem sempre atrás, empurrando para frente aquele verdadeiro rio-mar, deixando tudo pra trás em velocidade incrível (eu já estive lá e posso atestar: é uma velocidade de dar medo).
Não. Este não é um texto sobre geografia, sobre a necessidade da preservação das águas e nem sobre a Marina Silva.
É sobre o Brasil mesmo e sobre a monótona capacidade que o país tem de substituir um escândalo pelo outro, empurrando para o oceano os "velhos" escândalos, no seu igualmente monótono trajeto descendente.
Alguém sabe, por acaso, que fim levou o lobista brasiliense que sustentava a amante do Renan Calheiros? E o propinoduto do Rodrigo Silveirinha? O escândalo dos bingos? Os bilhões torrados na ditadura companheira de Cuba? As licitações milionárias no DNIT? A empresa do Dirceu num paraíso fiscal? Mensaleiros presos recebendo 7 milhões em salário? Do petista suspeito de lavar dinheiro do PCC? O assessor estuprador e pedófilo da Gleisi Hoffmann? Da internet do palácio do planalto sendo usada para difamar adversários?
Muitos destes escândalos eu tenho certeza que você nem lembrava, assim como eu, que tive que pesquisar para recordar e achei mais de cem.
E o filho do Lula que depois que o pai entrou na presidência virou milionário? Posso gastar linhas e linhas aqui com o Sarney, Collor, Renan, com a política do ABC paulista que é igual a uma "Chicago Tupiniquim", o "Zé" Dirceu, Celso Pitta, Maluf, o "Caso Luiz Estevão", o juiz Lalau, Banco Santos, Mesbla, dólares na cueca, é tanto escândalo que tem até verbete na Wikipedia.
Dizem que o brasileiro tem "memória curta". O Lula mesmo disse uma vez que "tudo acaba caindo no esquecimento mais dia menos dia", mas não creio que seja isso.
Acho é que o brasileiro não tem "hardware" disponível no seu cérebro para memorizar tantos escândalos e basculheiras que seus mandatários proporcionam. Brasília é como a nascente de um rio Amazonas de chorume que continua enviando mais e mais escândalos sem parar, dando pau na máquina, enchendo o HD, queimando a memória.
No país que se orgulha de possuir o "maior rio do mundo", o "maior estádio do mundo", a "maior festa popular do mundo", podemos nos orgulhar de possuir a "maior fábrica de ladrões, corruptos e escândalos do mundo".
Não é o povo que tem memória curta, é Brasília e os demais palácios nada nobres que agem como se a paciência do pagador de impostos, esse esquecido, não tenha limite.
E até aqui, infelizmente, eles estiveram certos.

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Lula e os pobres

Lula diz para o pobre - aquele que está indo pra faculdade, andando de avião e usando o mesmo perfume da madame - esquecer a carne e se contentar com arroz. E sem reclamar, seus pessimildos.
Onde fica agora aquela propaganda do João Santana que dizia que se a Dilma não fosse reeleita sumiriam os pratos de comida da mesa dos mais pobres?
Por falar nisso, e aquela história de que o Aécio plantaria inflação para colher juros?
"Apesar da crise" ainda vai ter arroz pra comer ou em breve os comissários dirão que o cidadão precisa comer grama e areia para passar pelo "período especial"?
Essa gente mais pobre, sofrida, não é "burra" como dizem por aí e tampouco "se vende" em troca de benefícios. É uma gente que se sente invisível, abandonada, que luta diariamente para sobreviver. E acredita quando mostram para ela que algo pode mudar e por isso vai em frente e termina sendo enganada, traída.
Nada é mais golpista do que isso.

quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Sobre o impeachment e a carta do Temer

- Temer pra Dilma: me deixa sentar nessa cadeira de presidente aí só pra testar um negócio.
- O traidor, golpista, baixo, conspirador, é o mesmo cara que há pouco mais de um ano o PT FEZ QUESTÃO que fosse o vice da Dilma?
- Respeite o mandato conquistado democraticamente contando mentira, maquiando dados, dando pedalada, difamando adversários e faltando com o respeito ao eleitor.
- Por sinal, somente um presidente "democraticamente eleito" pode ser destituído do cargo, caso contrário teria perdido a eleição e pouparia o trabalho.
- O Temer está reclamando de quê? A presidente também é decorativa.
- Quem votou na chapa Dilma-Temer deveria ficar feliz com a posse do Temer, porque assim os outros estarão respeitando seu voto mais do que eles mesmos.
- Os defensores da democracia contra o golpe quebram urnas para impedir votações. Então tá combinado assim.
- Falam que a oposição está prejudicando o país, mas Dilma pode ajudar o país agora se quiser, basta escrever "eu renuncio" no papel e mandar entregar no congresso.
- Pelo visto Dilma vai sair do palácio depois de aprovado o impeachment sob o coro dos 7% berrando "não vai ter golpe".
- Sempre que perde e ameaça virar a mesa no STF o PT demonstra como espera que o tribunal seja obediente e confirme o aparelhamento.
- Funciona assim: você gasta mais do que pode em ano de eleição pra não perder o cargo, infringe a lei, sofre impeachment e termina perdendo o cargo. Só isso.
- Vão fazer o que em 2016 e 2018? Invadir todas as seções eleitorais quebrando urnas e obrigando o eleitor a votar 13?
- Toda vez que o Fachin agir pra defender o PT como bom funcionário do partido que é, agradeçam a um de seus cabos eleitorais, o Álvaro Dias.
- "Não tenho conta na Suíça." Tudo bem, Dilma, então ninguém te tira por causa de conta na Suíça, só por causa do resto todo.
- Pedir impeachment do Collor, Itamar e Fernando Henrique não era golpe, mas pedir da Dilma é golpe sim, porque ela é do meu partido, ora bolas.
- Esperem mais ocupações, ruas fechadas, urnas quebradas. Não basta cair do prédio, eles vão derrubando varal, ar-condicionado, furando toldo.
- Brasil do PT, esse estranho universo onde desrespeitar leis, corromper e ser corrompido é democracia e tentar punir isso é golpe.
- Não vai ter golpe mesmo, gente, impeachment não é golpe. Dilma vai sair porque infringiu a lei e se cercou de desonestos. Golpe é outra coisa.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

As compras de Merkel


A mulher mais poderosa da Europa comprando seu próprio queijo no supermercado. Igualzinho os manda-chuvas do Brasil.
Aí eu te pergunto: outro dia publiquei aqui uma foto do juiz Sérgio Moro esperando pacientemente ser atendido numa fila e muitos disseram "ah, não faz mais nada do que a obrigação".
Concordo. Mas quantas autoridades no Brasil se comportam da mesma forma? Esses dias mesmo circulou uma notícia de que o ministro Dias Toffoli furou fila num aeroporto, gerando confusão.
Dilma, Temer, Pezão, Alckmin, Marina, Lula, a lista é extensa e você pode adicionar quantos nomes quiser, quais condestáveis da República se dignam da mesma forma a se misturar com o populacho e frequentar supermercados, padarias, feiras livres ou estações de metrô sem estarem em campanha e cercados por um séquito de assessores?
O que me leva à uma outra pergunta: a atitude do juiz Sérgio Moro lembra mais a da Angela Merkel ou a de nossa "classe dirigente"? Qual nos aproxima mais da civilização?
Claro que não é nada além do que a obrigação, mas não deixam de ser dignos de aplauso aqueles que a cumprem.
Além de nos tirarem um pouco do subdesenvolvimento.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

A vitória de Macri

A recente vitória de Maurício Macri na Argentina animou setores da sociedade cansados do clepto-populismo em todo o continente latino-americano e botou fogo nas hostes da esquerda bolivariana.
A direita está contra-atacando, dizem eles, como se Reagan, Thatcher, Stephen Harper e Benjamin Netanyahu estivessem batendo às nossas portas. Quem dera.
Mas a tal direita da qual eles tanto falam é composta por gente como Henrique Capriles, cujo partido se declara de "centro-esquerda" ou então Aécio Neves, que já disse uma vez que "para a direita não adianta me empurrar que eu não vou".
O próprio Macri, que se declara de centro-direita, tirou fotos com a estátua de Peron durante a última campanha eleitoral argentina e se comprometeu a não privatizar empresas tão úteis para o pagador de impostos quanto as Aerolíneas Argentinas, reestatizada durante o governo da família Kirchner.
No Brasil essa direita de fantasia atende pelo nome de partido da "social democracia" e apesar de ter feito um tímido programa de privatizações na década de 1990, defende coisas como cotas, manutenção de estatais consideradas "estratégicas" e políticas de transferência de renda.
Como se vê, a tal "direita" que avança é tão destra quanto o canhoto Diego Maradona, o craque que tem uma tatuagem do Che Guevara no braço.
A verdade é que setores da imprensa e formadores de opinião pegam quem atrapalha os planos hegemônicos de certa esquerda populista, histriônica e liberticida - o que não quer dizer absolutamente o mesmo que se opor às idéias de esquerda - e transformam em "direita".
Estabelece-se assim o duelo mencheviques versus bolcheviques que há décadas permeia a política do continente, sem oferecer, com raríssimas exceções, uma opção realmente à direita.
Pior para o continente que só tem dois lados esquerdos e vive por aí andando torto.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

O impeachment é civilizatório

Finalmente o impeachment de Dilma Rousseff deixou de ser uma teoria e passou a ser um fato jurídico e político. Não interessa se Eduardo Cunha é ou não é um chantagista, achacador, corrupto, mentiroso, vingativo ou qualquer outro adjetivo que o PT e sua imprensa queiram imputar ao presidente da Câmara, quem será julgado no processo de impeachment não é ele, é ela.
Dilma agora é oficialmente uma presidente processada. Sua credibilidade, que já era baixa, assim cai mais um pouco e já está abaixo do PIB negativo que seu governo produziu.
Na rádio, na internet e nos jornais, é bonita a dedicação dos jornalistas em fazer de Dilma só uma vítima da mesquinharia do Eduardo Cunha, mas o fato é que não foi ele que infringiu a lei de responsabilidade fiscal, que nomeou Cerverós e Paulos Robertos Costas, que conviveu pacificamente com Vaccaris ou que se elegeu presidente com dinheiro de origem suspeita.
Foi ela e a ela cabe agora responder de acordo. Golpe seria o contrário.
Dizer que ela foi "eleita democraticamente" não é absolutamente relevante. Ainda que tenha sido uma eleição suja do ponto de vista moral, não é isso o que está em julgamento.
Afirmar que ela não tem contas no exterior também é irrelevante. Bradar sua honestidade, idem. Não se julga uma coisa ou outra, ainda que seja estranho uma pessoa tão honesta cercada do tipo de gente que ela se cerca.
Imagine você que se o Eduardo Cunha tivesse aceito esse pedido de impeachment pouco mais de uma semana antes, quem iria para a TV defender a Dilma como um dos líderes do seu governo e atestando a sua inocência seria o agora preso Delcídio do Amaral.
Somente democracias depõem presidentes de acordo com a Constituição. E somente ditaduras consideram crime investigar, julgar e punir os crimes de seus manda-chuvas.
O impeachment de Dilma provaria apenas isso: que ainda há democracia no Brasil, a despeito dos esforços do PT.
O maior problema é que todo mundo que vive no país sabe bem o que o PT fará agora para não sair do governo. A dúvida é no final quanto cada voto contra o impeachment vai custar para quem paga imposto. Porque o resto do país quer mais é se ver livre da Dilma, até muitos dos que votaram nela.
Militantes do partido ameaçam parar o país em caso de impeachment, mas ninguém deve se preocupar muito com isso, afinal o PT já parou o país faz tempo, agora está até dando ré.
Só quem perde com a sua saída é quem tem emprego público e negócios vinculados ao PT. Tirando isso, nem ela, que detesta o cargo, perde.
Talvez a Dilma não tenha descoberto ainda como sair da presidência será bom para ela, que detesta políticos, detesta política e não tem vocação para administrar equipes. O que a prende no cargo é o orgulho ferido, não quer sair assim tocada que nem gado.
Mas se o problema é esse eu tenho a solução: Dilma deveria renunciar logo e dizer "saí porque eu quis e não porque vocês mandaram".
Pronto. Todo mundo abaixa a cabeça, obedece e ela vai para casa feliz.

quarta-feira, 2 de dezembro de 2015

Mãos limpas, depois o resto

O juiz Sérgio Moro escreveu um artigo sobre a operação mãos limpas, que mudou o cenário político na Itália ao processar figurões da República, no qual dizia que houve uma deslegitimação do sistema então em vigor, o que propiciou ímpeto às investigações.
O pós-guerra italiano estava dominado pela disputa ideológica entre os blocos democrático-liberal e socialista-comunista e a queda do bloco socialista arrefeceu o debate ideológico tornando as falhas e a corrupção do sistema partidário mais evidentes, o que levou à sua total implosão com partidos de todos os lados do espectro ideológico perdendo apoio e influência.
Note aqui o importante: o arrefecimento do debate entre socialistas-comunistas e seus adversários foi o que retirou a cortina de fumaça que abrigava a corrupção generalizada de ambos os lados.
Recentemente uma pesquisa demonstrou que a corrupção é a maior preocupação dos brasileiros e deve ser mesmo. O problema do Brasil nunca foi geração de riqueza ou recolhimento de impostos. Dinheiro tem de sobra, o problema é que existem muitos ralos e dragas que o levam a bolsos indevidos e não permitem que este seja devolvido na forma de serviços.
Paga-se muito, mas rouba-se mais ainda. O problema é que perdemos tempo demais discutindo questões subjetivas ou nos engalfinhando em guerras ideológicas que só servem a quem deseja se esconder na fumaça.
Não é curioso que somente na América Latina, viveiro de populistas e corruptos, esta guerra ideológica entre direita e esquerda seja realizada ainda nos termos do final do século passado? Que questões sociais acessórias façam a sociedade perder tanto tempo? E que a luta contra a corrupção que destrói vidas seja ridicularizada e rebaixada a "assunto de ignorante"?
Debater casamento, ciclovias, conceito do que é ou deixa de ser arte, liberação de drogas ou então se Marx foi deturpado ou não é uma verdadeira loucura num país onde pessoas moram em favelas no meio de lixo e valas negras, a violência urbana é digna de países em guerra, a saúde e a educação são vergonhas nacionais.
O que separa o Brasil da civilização é, sim, a corrupção sistêmica e disseminada em todos os níveis da sociedade. Desde o guarda que rouba do motorista para não aplicar multa até o senador pego roubando milhões para o partido, passando pelo professor do sindicato que recebe dinheiro para fazer greve e doutrinação e pelas ONGs que a despeito das duas últimas letras da sigla não vivem sem dinheiro governamental, a corrupção é o atraso do Brasil.
Todo o resto é diversionismo, é distração, serve apenas para que os de sempre continuem roubando o país.
Não é o caso de dizer que são todos "farinha do mesmo saco", porque uns são piores do que os outros e alguns menos piores do que estes, mas de exigir que o país deixe o show de lado e passe a cuidar do que importa.
O dinheiro do pagador de impostos não pode mais parar no bolso do sugador de recursos.
Depois cuidamos do resto.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Não cometam genocídio com o genocídio

Que tal a academia, imprensa e demais setores da sociedade que discutem coisas diferentes de futebol e reality shows pararem de banalizar a palavra "genocídio"?
Na Irlanda sob administração britânica a população morria de fome enquanto o país continuava exportando grãos. Na Ucrânia os soviéticos mataram o povo de fome deliberadamente. Em Ruanda hutus assassinaram tutsis de forma massiva e sistemática.
O genocídio judeu, o armênio, o indígena nas Américas ou em Darfur, no Sudão são todos desastres da humanidade que se enquadram neste termo. Episódios nos quais o homem se mostrou ao mesmo tempo tão indigno e tão carente da Presença e do Perdão do seu Criador.
Aí você vê gente no Brasil dizendo que há genocídio nas favelas, no campo, nas cidades. Por favor, não.
Nada justifica um cidadão ser morto "por engano", geralmente por um funcionário público que é treinado e recebe para não cometer esse tipo de engano. Nada justifica o péssimo preparo das polícias do país ou seus salários ou suas condições de trabalho, mas isso tudo é causado pela inépcia e desonestidade das péssimas administrações públicas no governo federal e também nos estados.
Não há uma política formal ou informal de assassinato sistemático de negros ou qualquer outro grupo social ou étnico. Há negligência e incompetência gigantescas, há falta de cuidado, de atenção, de planejamento, de políticas públicas que tratem inclusão não como consumismo e meras estatísticas, mas como transformação de realidades, mas "genocídio", não.
O lado bom da total falta de atributos ligados ao planejamento, execução e eficiência de nossos governantes em geral é que isso os impede até mesmo de serem genocidas o que, por outro lado, não os impede de ser praticamente todo o resto do que não presta.

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

O cidadão Sérgio Moro


Na foto você pode observar o juiz malvado que se acha acima da lei e persegue pessoas que só andam em jatinho e área VIP esperando pacientemente na fila do passaporte junto com o resto do populacho, ou seja, nós.
Um juiz que vai receber homenagens e paga sua passagem e hospedagem do próprio bolso, anda de táxi, vai ao supermercado sem um séquito empurrando seu carrinho ou passando na frente dos outros na fila, investiga qualquer um, pune qualquer um, independente do currículo, da votação ou da conta bancária.
E agora ainda vai para a fila da polícia federal tirar passaporte? Onde é que nós estamos? Daqui a pouco esse cara vai dizer que todo mundo tem que parar no sinal vermelho, respeitar a lei do silêncio depois das 22:00 e gastar com responsabilidade do dinheiro do pagador de impostos.
Alguém prenda logo esse tal de Sérgio Moro, porque o exemplo que ele dá é perigosíssimo.
P.S.: Eu sei que a obrigação de todo agente público é se comportar dessa forma, sei que ninguém deve receber medalhas apenas por cumprir a lei e não se achar acima dos demais cidadãos, mas num país em que até guarda municipal e escrevente de repartição dá carteirada e age como "otoridade", onde os poderosos desprezam a igualdade constitucional e onde o mau exemplo é o exemplo corrente, devemos sim, em nome da cidadania, exaltar os bons exemplos. Não é nada mais do que a obrigação, mas quantos fazem? Por isso, parabéns para quem mesmo tendo oportunidade de fazer o errado, escolhe o menos cômodo, que é fazer o certo.

Mas e ele?

- Ele também roubou!
- Mas e o cunhado do Serra?
- E a lua de mel do Aécio?
- É golpe!
- Só pegam petista, por que será? 
- Nunca se fez tanto.
Desde o mensalão os argumentos que a direção do PT sopra para sua militância nas ruas, na internet e na sub-imprensa são os mesmos.
Invariavelmente o PT é vítima de perseguição não pelos seus esquemas mastodônticos de corrupção, mas pelas suas virtudes na "democratização" de tudo, desde o acesso dos mais necessitados à universidade até ao saguão dos aeroportos.
Concluí-se com esse raciocínio que os adversários do partido na sociedade - e veja que nem falo de partidos políticos - são pessoas que na realidade não se incomodam de serem roubadas e enganadas, mas de dividir a carteira universitária e a poltrona do avião com o seu porteiro ou a empregada.
Essa fábula que funcionou tão bem até aqui determina que os bons ladrões são melhores do que suas vítimas elitistas, rancorosas e preconceituosas.
O problema é que se tanto a suposta intolerância dos seus adversários quanto sua "competência" e "ação a favor dos pobres" são produtos de marquetagem de gosto duvidoso, os resultados de tantos anos de saques e falta de ação concreta e responsável são inexoravelmente reais.
O pobre está ficando mais pobre com tanta inflação, a nova classe média criada através de manobras estatísticas, crédito e propaganda está cada dia mais com medo de voltar à antiga situação, milhares de postos de trabalho são fechados por dia, obras estão paralisadas, o mercado imobiliário vive uma crise depois da loucura que foram os últimos anos, enfim, toda aquela alegoria carnavalesca de isopor, papel e espuma está se desmontando a olhos vistos, mas o petismo insiste em enfrentar a realidade fazendo e falando as mesmas coisas, esperando que algum resultado positivo saia disso.
É como se hoje uma tropa com mosquetes e espadas fosse a campo lutar contra drones e tanques da realidade.
Só porque deu certo um dia, não quer dizer que vai funcionar sempre.
O lado bom é que a derrota do petismo será a vitória do resto do país. É hora de andar para frente.

quinta-feira, 26 de novembro de 2015

Quem?

Se o Lula achasse que os outros acreditariam, a essa altura já estaria dizendo que só conhece a Dilma de vista.
Primeiro foi um presidente de partido, depois outro presidente de partido, aí veio um tesoureiro e outro tesoureiro logo o seguiu. Deputados então resolveram fazer um bloco de sujos (literalmente) evoluindo para dentro da cadeia, até que chegamos a um senador - líder do governo - em pleno exercício do mandato.
Como disse mesmo a Dilma num dos debates de 2014? Todos soltos! Pois é, no partido dela estão quase todos presos. E ao que parece a cadeia ainda dispõe de alguns aposentos livres, nunca se sabe quem virará hóspede.

Obcecado pela síndrome do marco zero ("nunca antes"), Lula acabou produzindo ineditismos em série. Como o chefe, amigo, colega, companheiro que de repente nunca viu mais gordo um monte de gente que passou anos o cercando.
José Dirceu? Conheço de vista. Genoíno? Sei quem é. João Paulo Cunha? É um moço aí. Delúbio Soares? Parece que foi tesoureiro não me lembro onde. Paulo Roberto Costa? Nomearam usando minha caneta. Erenice Guerra? Coisa da Dilma. José Carlos Bumlai? Ia na minha casa, eu ia na dele, meus filhos dividiam um escritório com o homem, tinha passe livre no meu gabinete, mas amigo não, nunca foi meu amigo. E por aí vai.
No seu governo foram nomeados senão todos, praticamente todos os protagonistas do petrolão, mas ele se assustou como todo mundo quando soube do escândalo. Ingênuo esse Lula, quem disse pra ele que alguém se assustou?
Os empresários de sucesso de sua era, de Eike Batista a André Esteves, estão enrolados na justiça ou presos. A Forbes do PT é uma autêntica "Rorbes", mas a culpa, claro, é da imprensa.
Essa tímida, fraca, minoritária imprensa que cisma em "perseguir o PT" e que não faz parte da companheirada das redações.
Companheirada que transforma um cara como Delcídio do Amaral, que assinou uma ficha de filiação ao PSDB em 1998, nunca exerceu política no partido, entrou para o PT em 2001 e nunca mais saiu, em "meio tucano".
O mesmo Delcídio que vivia a tira-colo com o Lula e que agora o Lula diz que foi um "idiota". Daqui a uma semana ele perguntará "Delc...quem?".
Até o dia em que, vai saber, ele próprio vá
preso, chegue na cadeia, veja uma convenção nacional do PT no pátio, vire para todos e diga:
- Quem são vocês?

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Sua conta de luz

Quem já viu aquele mapa noturno de uma foto de satélite das duas Coréias pode imaginar bem como a energia é fundamental. De um lado Seul brilhando com um rabo de foguete, do outro Pyongyang mais escura do que a Santana do Agreste de "Tieta" antes da chegada do gerador.
E como falei em Jorge Amado, deixemos ambas as Coréias de lado e retornemos ao Brasil.
De 2013 para cá a política energética do país seguiu num ritmo de samba da Dilma doida. Depois de anunciar na TV que a conta de luz cairia, não teve mais uma cadeia nacional para comunicar os sucessivos aumentos de tudo.
Nem vou me preocupar com a cronologia. Teve aumento de luz, da gasolina, da luz de novo, do álcool, da luz de novo, do gás, da luz de novo e mais um pouquinho de aumento da luz.
Funciona assim: a geração de energia está baixa, eles te multam se você gastar demais. Aí como as distribuidoras venderam menos do que esperavam, eles te multam para cobrir o prejuízo que foi gerado pelo fato de te obrigarem sob pena de multa a economizar.
Chove muito, sobra energia? O valor sobe, porque as geradoras ficam entubadas. Chove pouco e falta? Sobe também, porque as termoelétricas geram energia mais cara. Mas aí quem tem uma hidroelétrica deixa de vender o que não tem. Sem problemas, mais um aumento para compensar.
Isso para não mencionar que o petróleo nunca esteve tão em baixa no mundo, a ponto da Petrobras se afundar cada vez mais em prejuízos, mas a gasolina continua subindo.
no fim a conclusão é só uma: não falta quase nada para cada brasileiro ter direito a uma lâmpada de 20w e um radinho de pilha.
Imagina só a foto do satélite.

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Mandrake

Veja que coisa curiosa: o cada vez mais petista Rodrigo Janot tem em seu poder denúncias sobre diversos políticos, mas curiosamente escolhe o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para oferecer trinta e sete denúncias por semana.
Até aí nada demais, se foi citado e se estranhezas aparecem em sua vida bancária, tem mais é que ser investigado mesmo. O problema é a amnésia em relação ao Edinho Silva, ao Mercadante, ao Renan Calheiros e ao resto da petistada encalacrada - para usar o termo do encalacrado líder da seita - até o pescoço na sujeira da lava-jato.
E não é só isso.
A imprensa que não disfarça seu petismo esquece muito providencialmente da presidente eleita com dinheiro sujo e mentiras e se foca apenas no Cunha, que até ontem era o que a mesma imprensa chamava de "um líder do baixo clero". É como se a CIA esquecesse o Bin Laden para ir atrás do Romero Britto, que não deixa de cometer terrorismo com aqueles quadros.
Adiante.
Se há uns meses só se falava do impeachment da Dilma, se o seu governo incompetente e corrupto estava prestes a cair, hoje tem-se a impressão de que saindo Cunha, a moralidade estará restaurada, quando a maior imoralidade continua acontecendo bem ali ao lado, no palácio do Planalto.
No reboque da imprensa o PT lançou suas linhas auxiliares - PSOL e PC do B - para começar a gritaria e ordenou que suas milícias sindicais e estudantis fossem para a rua pedir o "fora Cunha", como se não fossem todos sustentados por gente muito pior.
O PSDB, esse PT que trocou o macacão vermelho e a pinga por fraque azul e Veuve Clicquot, resolveu que era hora de "abandonar Cunha" e entrou no jogo do PT, que agradece o prestimoso serviço, já que agora Dilma está livre para parar de se preocupar em salvar o próprio emprego e sair por aí defendendo a volta da CPMF, que acabará sendo aprovada em algum acordo sujo de bastidores.
É o crime perfeito: o petista Janot SÓ denuncia Cunha, o PT via imprensa começa a gritaria, os bate-paus vão para a rua e Dilma se livra. E ainda que não seja "crime" nem entre aspas, é de uma imoralidade sem aspas nauseante.
Se Cunha recebeu mesmo 5 milhões e mentiu na CPI, recebeu 5 milhões de um esquema sujo do PT que mentiu na eleição. Esse é o fato, mas Brasília, como sempre, vai resolver tudo sem resolver nada.
Cunha praticamente já caiu. Enquanto isso Dilma vai preparando as mentiras para que o cretino-em-chefe volte a assombrar o país em 2018.

Os truques de Brasília


Veja que coisa curiosa: o cada vez mais petista Rodrigo Janot tem em seu poder denúncias sobre diversos políticos, mas curiosamente escolhe o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, para oferecer trinta e sete denúncias por semana.
Até aí nada demais, se foi citado e se estranhezas aparecem em sua vida bancária, tem mais é que ser investigado mesmo. O problema é a amnésia em relação ao Edinho Silva, ao Mercadante, ao Renan Calheiros e ao resto da petistada encalacrada - para usar o termo do encalacrado líder da seita - até o pescoço na sujeira da lava-jato.

E não é só isso.
A imprensa que não disfarça seu petismo esquece muito providencialmente da presidente eleita com dinheiro sujo e mentiras e se foca apenas no Cunha, que até ontem era o que a mesma imprensa chamava de "um líder do baixo clero". É como se a CIA esquecesse o Bin Laden para ir atrás do Romero Britto, que não deixa de cometer terrorismo com aqueles quadros.
Adiante.
Se há uns meses só se falava do impeachment da Dilma, se o seu governo incompetente e corrupto estava prestes a cair, hoje tem-se a impressão de que saindo Cunha, a moralidade estará restaurada, quando a maior imoralidade continua acontecendo bem ali ao lado, no palácio do Planalto.
No reboque da imprensa o PT lançou suas linhas auxiliares - PSOL e PC do B - para começar a gritaria e ordenou que suas milícias sindicais e estudantis fossem para a rua pedir o "fora Cunha", como se não fossem todos sustentados por gente muito pior.
O PSDB, esse PT que trocou o macacão vermelho e a pinga por fraque azul e Veuve Clicquot, resolveu que era hora de "abandonar Cunha" e entrou no jogo do PT, que agradece o prestimoso serviço, já que agora Dilma está livre para parar de se preocupar em salvar o próprio emprego e sair por aí defendendo a volta da CPMF, que acabará sendo aprovada em algum acordo sujo de bastidores.
É o crime perfeito: o petista Janot SÓ denuncia Cunha, o PT via imprensa começa a gritaria, os bate-paus vão para a rua e Dilma se livra. E ainda que não seja "crime" nem entre aspas, é de uma imoralidade sem aspas nauseante.
Se Cunha recebeu mesmo 5 milhões e mentiu na CPI, recebeu 5 milhões de um esquema sujo do PT que mentiu na eleição. Esse é o fato, mas Brasília, como sempre, vai resolver tudo sem resolver nada.
Cunha praticamente já caiu. Enquanto isso Dilma vai preparando as mentiras para que o cretino-em-chefe volte a assombrar o país em 2018.

quarta-feira, 18 de novembro de 2015

O gorila não quer saber de multiculturalismo


Conviver com o islã no seu país é como se trancar num quarto com um gorila. Tudo vai muito bem até que de repente não vai mais porque o gorila cisma com você e percebe que é o mais forte.
E como os muçulmanos se tornam mais fortes? Simples e muitos deles não têm a menor vergonha de admitir: casando com até quatro mulheres e emprenhando-as seguidamente até formar uma Al Qaeda só de filhos.
Como bem lembrou o sempre necessário Flávio Morgentern, o maior evento do islã não é a criação do mundo, um nascimento ou uma ressurreição, mas a migração de Maomé para Medina, de onde iniciou a expansão de sua seita na base da espada.
Uma rápida procura no YouTube encontra vídeos onde muçulmanos dizem coisas carinhosas como "sua filha vai casar com um muçulmano e ter 10 filhos muçulmanos" ou então "em alguns anos seremos maioria e o seu país vai se curvar ao islã", entre outras.
Mas tudo bem, a preocupação de grande parte do ocidente - contaminada pela paumolescência politicamente correta - é não ferir susceptibilidades de uma tal "maioria pacífica" que nunca dá as caras.
Uma notícia do Yahoo de 18/11/2015 dá bem a medida disso: enquanto num estádio da Turquia os alto-falantes pediam um minuto de silêncio pelos mortos nos atentados de Paris, as arquibancadas vaiavam e urravam "alahuakbar", que é mais ou menos um "shazam" dos cortadores de cabeça.
O fato que a esquerda progressista que ama automaticamente tudo o que odeia os EUA teima em esconder é um só: muçulmanos só são moderados quando o porrete está na mão dos outros. Nesse caso pedem tolerância, diversidade, multiculturalismo.
Porque quando são eles que detém a força, aí sai de baixo. Duvida de mim? Tente usar um crucifixo na Arábia Saudita.
No fundo só é vítima do islã quem quer: basta você se converter e fazer tudo que eles mandam que te tratam super bem.
Esses mesmos que hoje estão IMPLORANDO para entrar na Europa serão muitos dos que amanhã vão acusar a Europa de "islamofóbica" por não querer SE DOBRAR aos seus dogmas.
Não se esqueça: um dia o gorila sempre resolve que o quarto é pequeno demais para vocês dois.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

O Brasil é um desastre ambiental de proporções continentais


"O Brasil é um país lindo". Quem nunca ouviu isso, ainda que em propaganda ufanista com foto de mulher de bunda de fora?
E em parte não deixa de ser verdade, só que não graças ao brasileiro, mas apesar dele. Ainda.
O país tem uma natureza linda e exuberante e só. Belas praias, serras, rios, florestas, fauna. Mas o que se construiu em volta é feio, de mau gosto, sujo e só presta para atrapalhar e destruir o trabalho da natureza.

O rio Doce já estava poluído e sofrendo antes que fosse destruído pela negligência das mineradoras e do governo (que inclusive é acionista da Vale e deu um golpe na diretoria utilizando fundos de pensão para fazer uma reestatização branca).
A Baía de Guanabara - que já teve diversas espécies marinhas e águas limpas - é um gigantesco penico a céu aberto.
O rio Tietê ou o rio Carioca ou o Capiberibe ou o Guaíba ou praticamente qualquer outro que você cite, não passam de valões para despejo de esgoto sem tratamento. A natureza sofre no Brasil.
A Amazônia é desmatada como se não houvesse amanhã; nas capitais, o mar é impróprio, as praias imundas, a ocupação urbana descontrolada.
O Brasil é um desastre ambiental de proporções continentais e as pessoas ainda perguntam por que o mundo não dá tanta atenção ao que ocorreu em Mariana? A resposta é essa: porque ninguém se espanta.
É exatamente o que se espera de um país conhecido por destruir a natureza que o cerca, por exaurir recursos naturais e por tratar questões sérias na base da demagogia e da propina.
Paris, Nova York, Berlim não são lugares onde você espera que aconteça um atentado terrorista. Beirute, Damasco ou Bagdá, sim. Por isso atentados nos primeiros são recebidos com uma maior comoção, com espanto, com choque.
O Brasil não passa de um Paquistão ambiental, de um Iraque da natureza, de um califado da imbecilidade, negligência, ignorância e corrupção.
Não é à toa que sua natureza está cada dia mais parecida com os escombros das cidades destruídas nas zonas de guerra.

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"


- Oi, sou uma idiota útil, essa dieta a base de farofa marxista e coliformes fecais ideológicos está prejudicando meu raciocínio que já não era muito brilhante, caso contrário eu não teria caído no conto do professor comunista molestador ideológico de criancinhas.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Meio-ambiente não é assunto para chato ou hippie, mas para quem não deseja que um dia tenha que se andar por aí numa roupa de astronauta


Como todos já estão a par, a polícia da comoção declarou que você não pode se solidarizar com as vítimas dos atentados em Paris se não demonstrar antes o mesmo grau de indignação com o crime ambiental que ocorreu em Mariana, Minas Gerais.

O que se tem na verdade é a mesma récua "progressista" de sempre tentando dominar e distorcer a narrativa, pela pura e simples impossibilidade de se falar de Paris sem lembrar que a patrulha do bem defendia (e ainda defende) a entrada descontrolada de imigrantes na Europa, facilitando dessa forma o trabalho da Jihad Express.

Sobre a imigração em massa de muçulmanos para a Europa, sobre o caráter deletério dos ensinamentos praticados nessa religião, sobre o mito da "maioria pacífica" que curiosamente nunca dá as caras, sobre o anti-semitismo que se camufla sob a defesa de "palestinos", sobre o amor que a esquerda sente por terroristas e marginais, tudo isso eu já falei exaustivamente, o arquivo do meu blog está de prova.

Por isso é que prefiro - e não por pressão da patrulha do bem - falar sobre Mariana agora, porque ela mostra bem como o estado é falido, ineficiente, criminoso, negligente, inútil e caro.

Mas calma, você vai dizer, a Vale e a BHP não são empresas privadas? A Vale não foi vendida na "privataria" tucana? Como pode então a culpa ser do estado?

Eu levantei a tese, então eu explico, pode deixar.

É verdade que são duas empresas privadas, movidas pela busca do lucro e pelas regras do mercado. É verdade que podem ser tão corruptas e irresponsáveis quanto qualquer estatal. Mas somente uma coisa garante que uma empresa privada respeite as regras do jogo: a fiscalização séria, eficiente, implacável e a penalização dura, líquida e certa.

Não acredito que alguém seja energúmeno o bastante para pensar que se a Vale fosse estatal - imagine a Petrobras quando visualizar isso - faria o manejo de rejeitos de mineração, a contenção de danos, a recuperação do meio-ambiente e a indenização aos afetados de forma melhor que uma empresa privada possa fazer.

Primeiro porque os próprios afetados pagariam sua indenização, já que dinheiro de estatal sai do bolso do pagados de impostos mesmo, depois porque tudo que depende da viúva - e não seja superfaturamento e corrupção - geralmente sai atrasado e mal feito.

E aí chego na culpa estatal: quem fiscalizava essas mineradoras? Fácil: um órgão estatal com verba contingenciada, atuação acochambrada, repleto de barnabés que não devem resultados a ninguém, cheio de gente pronta para fazer vista grossa.

Não havia plano de evacuação, não havia plano de emergência, a lama tóxica (ou altamente densa) que se espalhou vai dizimar o ecossistema da região, a recuperação de 80% de tudo é praticamente inviável, a poluição vai afetar até a vida marinha na foz do rio Doce, a população vai sofrer, vidas se perderam, atividades econômicas foram inviabilizadas e o máximo que o governo consegue fazer é aplicar multas a posteriori.

Pena que dinheiro não compra um rio novo.

Uma fiscalização séria, bem feita, comprometida, evitaria o problema porque atuaria na prevenção, coisa que claramente não houve.

O estado deve ter o poder coercitivo, a força. Minha sugestão é: privatizem a fiscalização também, punam os corruptos onde eles estiverem, cobrem resultados e caso uma mineradora se negue a aplicar métodos modernos e seguros, caso negligencie os danos a que sujeita a região onde atua, que seja simplesmente fechada na marra e sua atividade entregue para quem faça isso direito.

A lei deve ser simples: você é bem vindo para investir, explorar, ganhar dinheiro e lucrar muito, mas caso coloque em risco o legado que será deixado para as crianças deste país, você vai perder tudo o que investiu, porque vamos tomar sua empresa e DAR para outro, sem que você receba nada por isso.

Pode me chamar de "estatófilo" se quiser, mas a destruição de tudo o que nos cerca é, sim, um limite razoável.

Meio-ambiente não é assunto para chato ou hippie, mas para quem não deseja que um dia tenha que se andar por aí numa roupa de astronauta.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Me dá cota, eu quero cota


Universidades do Rio de Janeiro - capital mundial do caviar e dos justiceiros sociais - agora oferecerão cotas para pós-graduação.

Não interessa se o sujeito já levou sua vantagenzinha esperta de Macunaíma na admissão para a graduação e se passou anos ali vomitando vitimismo - reação do oprimido, não sei o que do opressor blábláblá - e se frequentou as mesmas aulas e passou pelas mesmas provas dos demais, porque ele ainda é credor de uma dívida que não acaba nunca.

Depois disso cotas para concursos públicos e logo chegaremos à cota para vencedores da Mega Sena, afinal o oprimido precisa fazer a revolução, mas vida boa custa caro.

Mas tudo bem, façamos cotas para tudo.

Eu acho que os mais capacitados devem mesmo ajudar, por pena que seja, os incompetentes e idiotas. Se a pessoa faz uma graduação e ainda assim tem a humildade de admitir que é um incapaz e inferior academicamente aos demais, a sociedade tem o dever de abrir uma janelinha para o coitadinho pular e levar vantagem.