sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A nobreza de galinheiro


Eu fico dizendo em tom de exagero que esse governo da Dilma parece a corte da Maria Antonieta antes da guilhotina, mas se pensarmos bem não é tão exagero assim.

Vejamos: ao invés de investir na Petrobras ou na Eletrobras, a companheirada preferiu lotear as empresas, transformá-las em caixa forte do partido e de aliados e investir zero em melhorias e ampliações.

Resultado? Ações despencam, o nome da Petrobras está mais sujo do que pau de galinheiro, o setor elétrico em pré-colapso e o país navegando firme rumo ao abismo tal qual o coiote do Papa Léguas.

Mas pense bem, quem vai se esborrachar lá embaixo? A Dilma? O Lula? O Temer? O Renan Calheiros? O séquito de parasitas e puxa-sacos? Claro que não.

Se houver racionamento de energia, quantas noites mal dormidas sem ar-condicionado nesse climinha de vulcão que faz no Brasil você acha que a Dilma vai dormir? Ou os filhos do Lula?

Se a gasolina for a cinco reais ou o dólar, você acha mesmo que algum ministro vai deixar de passear em Paris ou um desses presidentes, vice-presidentes ou subs dos subs dos subs de estatais vão andar de ônibus no aperto?

Todos vão continuar vivendo do mesmo jeito, porque o país real não toca nem nas franjas do seu mundo de palácios e salões com ar-condicionado, carros com motoristas, repastos e regabofes, piscinas, helicópteros, jatinhos e muito, muito dinheiro alheio.

Só a macacada é que vai segurar o rabo de foguete, a mesma macacada que acha lindo - ou é indiferente, tanto pior - um país do tamanho do Brasil ser sequestrado por uma gangue de incompetentes, delinquentes e por esses novos ricos do dinheiro dos outros, essa nobreza de galinheiro que nem brioches vai atirar para a escumalha, porque só está acostumada a comer churrasco na laje enquanto quem os apoia de graça saboreia fartos tufos de capim.
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