domingo, 25 de janeiro de 2015

Água, luz e transparência

Em 2001 houve uma crise de fornecimento de energia no Brasil. O governo admitiu o problema, passou a conceder bônus na conta para quem economizasse, multou quem excedia metas, iniciou a construção de usinas termoelétricas e torceu para que chovesse.

Durante 2014 o governo de São Paulo divulgou seguidos relatórios mostrando que o sistema Cantareira estava com seu potencial caindo. Quase como uma novela mexicana acompanhamos todo dia os boletins, "20%, 15%, 9%, 5%, volume morto, etc.".

Descontos foram concedidos, obras que já deveriam ter sido feitas há muito tempo foram iniciadas e a população foi chamada a economizar.

Nos dois casos houve falta de planejamento e de investimentos no tempo certo, o que causou stress e desconforto para a população. Mas também houve transparência.

Há dois anos o governo do PT sabe que uma nova crise energética se aproxima. Não investem nada, roubam o que podem e seguem dizendo para a população que não há o que temer. Não existe apagão, não existe risco de racionamento e falar em crise é coisa de "pessimistas de plantão".

Timidamente começam a sugerir que possa haver um problema, mas tirando a negação patológica e o uso no limite das termoelétricas feitas pelos tucanos, até agora nada.

Essa é uma das razões do PT querer tanto a censura. Controlando a informação, dizem o que bem entenderem, até que os apagões constantes são "culpa das más vibrações dos coxinhas".

Como ainda não conseguiram transformar o Brasil na Venezuela, somem com o poste instalado na presidência - o mesmo que foi para a TV anunciar uma diminuição nas contas de luz - e seguem fazendo o que mais sabem: procrastinar e negar.

E já que não adianta chamar o João Santana para difamar a reputação da crise energética, o jeito é só torcer para que chova.

Até que, vai saber, o país inteiro apague durante algum discurso da suposta presidenta anunciando mais um aumento no bolsa curral.
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