quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Obrigado, Israel


Imagine um país onde toda criança a partir dos 5 anos está na escola não somente para fazer parte de estatísticas para serem usadas em propagandas, mas para realmente aprender.

Imagine um país que você percorre de norte a sul, cidades grandes e cidades pequenas, e não encontra uma só pessoa revirando lixo atrás de comida, uma só favela cheia de valas negras, ruas e estradas esburacadas, transportes públicos indignos de levar seres humanos e sequer animais.

Imagine um país onde cada jovem desde muito cedo é apresentado à responsabilidade do dever, da segurança de sua família e amigos, da manutenção do seu modo de vida, do seu direito de existir e ainda assim o faz com graça, orgulho, sentimento de amizade e gratidão pelos que vieram antes e deixaram para eles algo a defender.

Imagine universidades, escolas, praias, clubes, shoppings, mercados, monumentos, uma vida digna, segura, produtiva. Obras e inventos, avanços tecnológicos e superação de dificuldades, plantações, criações, democracia, direito à divergência, liberdade religiosa, liberdade individual.

Pense um lugar onde uma torre usada para alvejar seus cidadãos durante uma guerra continua de pé, pois é parte de um templo religioso. Um lugar onde mesmo os que os odeiam trabalham, vivem e ostentam sua fé.

Agora pense que todo esse desenvolvimento, essa dignidade humana, existem cercados por inimigos, sob chuvas de foguetes, sob condições duras, sob a desconfiança de grande parte do mundo.

Não imagine, porque eu conheci este lugar. Percorri Israel de ponta a ponta, conversei com sua gente, ouvi suas experiências, procurei escutar o "outro lado" e fiquei espantado como você pode estar mais seguro em Tel Aviv ou Netanya ou Haifa do que no Rio ou em São Paulo ou no Recife.

Conheci, enfim, o que a superação inerente ao ser humano é capaz e descobri que o Brasil só não é grande de fato - e não apenas de tamanho - porque não quer.

Obrigado, Israel. heart emoticon
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