sábado, 31 de janeiro de 2015

Tzeva adom


Tzeva adom. Tzeva adom. Cor vermelha, cor vermelha. Ao ouvir estas palavras saindo de um alto-falante, israelenses de todas as cidades próximas da fronteira com a Faixa de Gaza já sabem o que fazer: procurar abrigo.
Dependendo da cidade em que estejam eles tem muito tempo: 15 segundos. Em Sderot, por exemplo, são apenas 5. Mas qual a opção? Abandonar seu país e fugir? Ceder ao medo? Não.
Israel não existe porque foi algo fácil de se fazer e nem porque é algo fácil de se manter. Israel existe para que pessoas não precisem deixar de ser quem são para viver, prosperar e criar sua família de acordo com suas tradições.
No fundo Israel é um grande abrigo, um posto avançado da civilização, um país que convive muito próximo com aqueles que desejam destruí-lo.
E suas crianças descobrem isso muito cedo. Bombas, foguetes, ameaças não deveriam fazer parte da infância de ninguém, mas infelizmente fazem em muitos lugares do mundo. A diferença é como você lida com isso, se vai ensinar o ódio às suas crianças ou se vai ensiná-las a ser quem são, defender o que são e apesar disso não perder a humanidade.
Neste vídeo crianças de um Jardim de Infância israelense cantam uma música chamada "Tzeva Adom", para aprender o que fazer, para não esquecer e para conseguir suportar com graça a parte roubada de suas infâncias.
"Cor vermelha, cor vermelha, corra para um lugar seguro, corra porque está perigoso, meu coração está batendo, meu corpo está tremendo, mas eu vou superar isso, porque eu sou diferente, inspire fundo, expire forte, pronto, podemos rir, já passou, estou feliz que tenha terminado".
Que termine de verdade em breve.
Link do vídeo com a música: https://www.youtube.com/watch?v=SoB1AjVCueU
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