terça-feira, 27 de janeiro de 2015

Vácuo de poder


Dilma finalmente vai sair do mocó onde estava escondida do país para reaparecer numa reunião ministerial hoje, 27 de janeiro de 2015, às 16:00.

Já avisou que os ministros deverão deixar os celulares na antessala - não deseja que nenhum dos seus semi-desconhecidos subordinados vaze nenhuma pérola do dilmês - e mandou espalhar na imprensa que vai aparecer doze quilos mais magra do que estava no dia da eleição.

A pergunta que fica é: vai aparecer pra quê? Com menos de um mês de iniciado, seu segundo governo já é, como dizem os americanos, um pato manco. O clima é de fim de festa, o PT já finge que não tem nada com ela e Lula, o responsável por instalar a pior presidente de todos os tempos no Planalto, ensaia uma dissidência para se apresentar em 2018 como o salvador da pátria que ele mesmo jogou no atoleiro.

A verdade é que Dilma não tem o que dizer e nem o que fazer. Durante a campanha eleitoral ela não apresentou uma única proposta que estivesse disposta a cumprir, apenas mentiu para o eleitor, fez terrorismo com os miseráveis e difamou a reputação dos seus adversários. Dilma não tem o que dizer porque não sabe o que fazer, já que sua única preocupação era ganhar - a qualquer custo, fazendo o diabo - um segundo mandato para brincar de Maria Antonieta por mais quatro anos.

Viverá de crise em crise, de improviso em improviso e os poucos ministros que tentarem fazer algo que preste - entenda-se: reduzir o custo da máquina pública, acabar com boquinhas ou dar algum verniz de responsabilidade ao seu governo perdulário e incompetente - levarão pito em praça pública, como já aconteceu com Nelson Barbosa.

Caso não caia antes de 2017, o Brasil seguirá governado por um vácuo - de competência, de retórica, de planejamento, de ética e até mental - até que Dilma desça a rampa em 2018 direto para as catacumbas da história.

Mas o pior nem é isso. O pior é que Dilma andava sumida e um monte de gente (até eu) fazia piada disso, mas vai reaparecer hoje.

Vamos sentir saudade do seu sumiço.
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