domingo, 22 de fevereiro de 2015

E nós vivemos para ver o PT defendendo empreiteiras como se fossem heroínas do Brasil

O ministro da justiça deu a seguinte declaração: "é preciso separar as pessoas das empresas. As condutas individuais devem ser investigadas. Outra coisa é tomar decisões contra as empresas, que possam prejudicar a economia do País. Temos que ter o cuidado para não atentar contra a economia, contra o emprego e contra o bem-estar da sociedade".

Como bem lembrou O Antagonista, a máfia usa o mesmo tipo de argumento para defender suas atividades: geram empregos.

Poderia ir além: milhares de jovens no país são empregados pelo tráfico de drogas, ganhando inclusive salários muito maiores do que os praticados no mercado formal.

Não seria o caso de parar de importunar as atividades do Comando Vermelho ou do PCC e punir apenas os seus chefes, afinal, quantas famílias sobrevivem de tal comércio?

E antes que você me chame de exagerado, dinheiro roubado do pagador de impostos para superfaturar obras que nunca ficam prontas, quando ficam são de péssima qualidade e que irrigam os bolsos de empresários bandidos e políticos corruptos é tão sujo e nocivo ao país quanto o dinheiro obtido através da venda de maconha, cocaína, crack e outras drogas.

Ser frouxo com empresas que há anos roubam o país e desviam dinheiro que poderia ser usado, por exemplo, para equipar hospitais e assim menos pessoas morrerem no péssimo atendimento do SUS, com a desculpa esfarrapada de que "pode acabar com postos de trabalho e prejudicar a economia" é o mesmo que permitir que traficantes atuem nas portas das escolas sob a mesma justificativa.

Abram o mercado nacional para empresas estrangeiras, celebrem contratos com empreiteiras menores, que crescerão e absorverão esses empregos com o aumento de sua atividade, mas acima de tudo deixem algo bem claro: lugar de marginal é na cadeia e não agindo livremente por aí.

Uma estrada construída por uma empreiteira corrupta pode até ter a mesma aparência de outra construída de forma séria, mas é só a aparência. Por trás da falsa semelhança há fome, desamparo, péssimos serviços públicos, altos custos e a honra de um país afundando num mar de lama.

Senhor ministro, arrume outra desculpa.
0 Comentários