sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

O recall: uma idéia para a reforma política


Pense num país imaginário onde um partido há mais de 10 anos se mantém no poder através de assistencialismo, luta de classes fajuta, mentiras, difamações, assassinato de reputações, loteamento de cargos, roubo e cooptação.
Imagine que este país tem uma presidente que se auto-intitula presidenta - seguida por todo sabujo que usa o termo - que foi reeleita na campanha eleitoral mais suja e cafajeste da história do país.
Suponha que para conseguir uma reeleição, a tal "presidenta" tenha lançado mão de terrorismo sobre os mais pobres e contado com o desespero de quem mama nas tetas do pagador de impostos e também com trucagens e canalhices de um marqueteiro que confunde processos democráticos com batalha de lavagem de porcos.

Digamos que em suas propagandas e nos debates a tal "presidenta" tenha dito que os adversários tirariam a comida da mesa do pobre, cortariam gastos com saúde e educação, aumentariam juros, impostos e taxas, trariam de volta a inflação e quebrariam a maior estatal do país para vendê-la em seguida.
E já que sua imaginação está colaborando, suponha que a tal política além de uma total despreparada sem o menor cacoete para o exercício do cargo ainda tenha feito tudo o que jurou que não faria e cortou gastos com saúde e educação, aumentou juros, impostos e taxas, deixou a inflação se descontrolar e abriu um rombo de quase 100 bilhões na maior estatal do país.
Fora isso ainda se recusou a cortar uma mordomia sequer, manteve dezenas de milhares de vagabundos em cargos comissionados e jogou a conta do prejuízo pela sua incompetência no bolso do cidadão.
Calma que agora vem a parte boa.
Imagine que neste país há um dispositivo legal que permite aos cidadãos no meio do mandato presidencial reunirem, sei lá, dois milhões de assinaturas e assim convocar um referendo revogatório - ou recall - no qual duas perguntas são feitas:
1) Você deseja que o atual ocupante da presidência seja removido do cargo por não cumprir seus compromissos de campanha, sendo eleito novo presidente para terminar o presente mandato?
2) Qual destes candidatos o senhor escolhe para presidente da República nos dois anos restantes do presente mandato?
Se o "sim" vencer, o vencedor da segunda pergunta é empossado em uma semana, podendo depois concorrer a uma reeleição para um mandato de quatro anos.
Pronto, pode parar de imaginar, existe uma reforma política em andamento justamente para que tais coisas virem realidade.
E o estelionato eleitoral virar peça de museu.
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