terça-feira, 31 de março de 2015

Respeitem nossos heróis


Ex-combatentes da FEB na segunda guerra mundial correm o risco de perder seu museu no Rio de Janeiro.
Numa cidade que constrói novos museus como se fizesse castelos de areia - superfaturamento? - a casa dos heróis brasileiros na luta contra o nazismo pode acabar.
Para "fazer caixa" o governo do estado não cogita demitir parasitas em cargos comissionados, cortar mordomias ou gastar o dinheiro do pagador de impostos com mais responsabilidade e menos roubalheira, mas sim vender o pequeno sobrado na rua das Marrecas que abriga a memória daqueles que o Brasil insiste em esquecer.
Um país que cultura Neymares e Lulas não merecia esses heróis, mas quis a sorte que eles existissem. Deveriam servir de exemplo para um país a cada dia mais acanalhado, mas seguem negligenciados e agora desrespeitados.
Vá fazer caixa de outro jeito, governador Pezão. Meta o pé nos corruptos, na gastança, nas obras inúteis, nos parasitas, mas deixe nossos veteranos em paz.
Eles valem mais do que a classe política desse país inteira junta.

O paraíso das favelas

(Clique na imagem para vê-la ampliada)

Arco metropolitano já atrai favelas. Rio de Janeiro, Brasil: onde até o progresso traz atraso.
Aí daqui a pouco aparece uma ONG dizendo que eles têm "direito" de viver ali e pronto: novo complexo do Alemão na área.
Não seja higienista, coxinha, favela é lindo.
Não é a toa que o Esquenta é a cara do Brasil. Tinham que tirar a Dilma e o Temer e colocar a Regina Casé na presidência com um churrasquinho de gato de vice.

segunda-feira, 30 de março de 2015

A diminuição do número de "vereadores federais"


O Senado é o representante dos estados, enquanto a Câmara dos Deputados representa o cidadão propriamente dito. Uma das reclamações mais constantes sobre nosso sistema representativo é que os deputados acabam agindo como "vereadores federais".
Já explico: ao invés de debater e legislar sobre os grandes temas nacionais, eles ficam trocando votos e apoios por emendas parlamentares para construir pontes, asfaltar estradas, reformar parquinhos nos seus "redutos eleitorais". O orçamento impositivo só remedia isso em parte, porque a necessidade de fazer política paroquiana para ser bem votado permanece.
Uma possível solução seria a criação de um determinado número de cadeiras que seriam disputadas nacionalmente. Funcionaria assim: o candidato Fulano concorreria às cadeiras nacionais e poderia ser votado por eleitores em qualquer estado da federação. Um carioca poderia votar num político gaúcho, um paulistano em um político amazonense, um baiano em um mato-grossense e assim por diante.
Candidatos de perfil mais ideológico poderiam concorrer assim sem precisarem virar "vereadores federais" e isso em nada prejudicaria seus estados, pois o Senado e as cadeiras convencionais serviriam para este fim.
Não seria nem novidade, apenas algo um pouco mais organizado, já que Getúlio Vargas em 1946 foi eleito senador por dois estados (RS e SP) e deputado federal por outros seis. Concordo que isso é um exagero, algo descontrolado, mas da forma sugerida talvez seja um jeito de elevar o nível dos debates e da atuação parlamentar na chamada "casa do povo".
Está aí outro debate interessante para quem deseja realmente uma reforma política e não uma forma de eternizar este ou aquele partido no poder.
Pena que aparentemente ninguém quer melhorar nada, apenas administrar o que está ruim.

Será que os defensores das minorias deixariam as próprias minorias se defenderem?

Quero ver um desses esquerdistas brancos provar que defende mesmo as minorias e aparecer no horário eleitoral gratuito dizendo o seguinte:
- Negro, defenda seus interesses de verdade, não vote em mim, vote em outro negro, só ele pode entender o que você passa.
Vamos lá, defensores das minorias, provem sua honestidade intelectual, se tiverem.

sábado, 28 de março de 2015

Um James Bond negro?


Pelo menos é o que uma série de emails trocados entre executivos da Sony Pictures e vazados no final de 2014 sugere. A produtora aparentemente cogita o ator britânico Idris Elba para viver o agente secreto 007 logo após o término do contrato do também britânico Daniel Craig.

Antes de mais nada e sem rodeios, preciso dizer que Idris Elba teoricamente possui as qualificações para o papel: é um bom ator e é um homem bonito. Não um "negro bonito", mas um homem bonito.

E logo em seguida permita que eu mesmo me contrarie: não acho que Idris Elba seja bom para o papel.

Uma polêmica dessas que só a internet é capaz de criar envolveu o ex-James Bond, Roger Moore, em acusações de - adivinha? - racismo (!) porque ele disse que Elba não seria "inglês-inglês" o bastante para interpretar o personagem. Sinto muito, mas Roger Moore está errado.

Me contrariei de novo? Não. Elba é nascido em Londres, logo é inglês-inglês o bastante. Fora que o agente 007 ficou celebrizado por Sean Connery, um escocês, além de já ter sido interpretado por um australiano (George Lazenby), um galês (Timothy Dalton) e um irlandês (Pierce Brosnan),

O problema com Elba, na minha opinião (e pode dizer que é racismo, porque não é) é, sim, o fato dele ser negro. Não se muda em nome do politicamente correto ou de uma ação afirmativa informal as características de um personagem que já existe há mais de 50 anos. James Bond é branco. Ponto.

Quem quiser espernear, que esperneie, mas na época em que o personagem foi imaginado por Ian Fleming e logo depois quando foi para o cinema, assim foi determinado. Não é a toa que também nunca houve um oriental ou latino fazendo o papel.

Nada contra criarem um agente especial ainda melhor, mais bem treinado e mais capacitado do que James Bond e este ser negro. Este agente negro pode até surrar James Bond em um filme, mas o 007 é branco. Ainda que seja um personagem ficcional.

Outro problema é com a pessoa do ator Idris Elba. O ator já declarou que se interpretasse o papel gostaria de ser apenas James Bond e não o "James Bond negro", algo que a imprensa e grande parte do mundo fatalmente o transformaria em meio a debates "contra" e "a favor".

Uma pessoa talentosa e bem sucedida não merece passar por isso. Se fosse um sucesso, diriam que é porque as pessoas foram condescendentes, se fosse um fracasso, seria porque a audiência do mundo todo é racista. É jogo de perde-perde.

Fora que a obsessão por esta "desconstrução" do que seria uma "cultura" ou uma "identidade" brancas beira o ridículo. Brancos existem, meus caros, convivam com isso. Não será eliminando seus vestígios da memória coletiva que o racismo diminuirá.

O que alguém diria de um Zumbi ou um Mandela brancos no cinema? Ah, mas o Mandela é um personagem real! Tudo bem, mas 50 anos de existência tornaram James Bond se não real, algo bem vivo na mente das pessoas.

Desse jeito depois de Elba cogitarão uma mulher para o papel. E logo em seguida um transexual asiático ciclista descendente de africanos que fuma maconha e anda desarmado, porque é contra armas, na verdade ele nem será mais espião, porque "espionar é feio".

Pronto, teremos James Bond, o ongueiro 0800, pintando ciclovias, defendendo menores infratores e fazendo beijaço gay contra o Putin.

Deixem o 007 em paz.

sexta-feira, 27 de março de 2015

A chuva levou o seu dinheiro


A coluna do Lauro Jardim noticiou que a cobertura do Maracanã que foi inaugurada pouco antes da copa de 2014 já está furada.
Torcedores que estiveram presentes no último clássico Vasco x Flamengo sofreram com goteiras na estrutura milionária que substituiu as antigas marquises de concreto que duraram mais de 60 anos.
O que acontece é que o toldo que cobre o Maracanã está cheio de furos e a Odebrecht diz que a culpa é da Fifa. A construtora alega que os fogos de artifício usados na final da Copa danificaram irreversivelmente a cobertura.
Somente imbecis ou corruptos irrecuperáveis poderiam acreditar que uma LONA seria algo permanente.
Mas o fato é: a Odebrecht diz que a culpa é da FIFA, A FIFA provavelmente vai culpar a Odebrecht, o governo ou alguma outra autarquia pública, que vai jogar a culpa de volta para a FIFA ou para a Odebrecht.
Mas nada disso importa, porque quem vai pagar o prejuízo é você mesmo. Como sempre.

Como a extrema-esquerda trava todos os debates


Um debate pressupõe duas partes interessadas em ouvir uma a outra. A "casamento" gay no Brasil é um desses casos onde não há debate, há berraria generalizada.

Talvez seja um dos temas mais polarizados de todos. Quem é contra não admite discutir nem as menores exceções, quem é a favor não admite nem os menores critérios fora dos que desafiam o bom senso. A histeria que envolve este assunto é tanta que temo jamais haver um consenso e as partes seguirão procurando se impor umas às outras, mantendo sempre uma parcela 100% insatisfeita e outra 100% na defensiva.

Hoje a maioria é contra, mas não é uma maioria tão absoluta e cristalizada assim.

Outras questões da atualidade, pelo contrário, não são tão polarizadoras quanto parecem. Os melhores exemplos são a redução da maioridade penal e o porte de armas para civis sob certas circunstâncias. Qualquer plebiscito que se fizesse verificaria - a exemplo do que ocorreu em 2005 - que o brasileiro é amplamente favorável tanto à redução da maioridade quanto ao porte de armas.

Por que então esse debate parece tão polarizado quanto o debate sobre o "casamento" gay? Simples: lobby.

A mesma esquerda que acusa as "grandes corporações" de impor seus interesses à maioria utilizando grupos de pressão para isso é a que lança mão de ONGs e movimentos sociais para interditar qualquer debate sobre os dois temas invadindo comissões no Congresso aos berros, interrompendo audiências, usando manobras procrastinatórias.

A vontade da maioria não avança porque a esquerda não deixa. Hoje o cidadão não dá a mínima para financiamento público de campanha ou controle da mídia. O cidadão quer é se defender e está cansado de impunidade.

Mas a esquerda não deixa.

Quem mesmo é autoritário?

quinta-feira, 26 de março de 2015

O feminismo é uma adolescência permanente


Já explico: adolescente, com raríssimas exceções, é impulsivo, chegado num berreiro, pensa pouco antes de agir, contesta por contestar e vive num modo "rage" permanente.

Por isso sinto falta da época em que essas feministas de hoje que criam caso e enxergam machismo em tudo eram fãs do NX Zero e se cortavam trancadas no quarto ao invés de passar o dia procurando assunto para encher o saco dos outros.

Porque imagine que bosta alguém ser tão azedo que até a brincadeira de uma marca de esmalte vira polêmica? O feminismo é isso: um cruzamento de TPM com hemorroida.

A marca de esmaltes Risqué resolveu fazer uma jogada de marketing e batizar tons de esmalte com atitudes masculinas que agradam as mulheres - mas só as normais - como enviar flores, dizer "eu te amo", preparar um jantar, etc.

Logo as sempre atentas feministas apareceram para questionar: atitudes louváveis por quê? Não são nada mais do que a obrigação. A campanha foi acusada de sexista, machista e o escambau.

O feminismo é aquela professora antiga da escola, que você tirava 9 em tabuada e ela dizia: não fez nada demais, não é nem um 10. A professora também era uma solteirona que vivia com 50 gatos e uma coleção de vibradores em formato de coelhos.

Logo surgiram "memes" na internet onde nossas guerreiras da misandria sugeriam nomes de esmalte como "fulano encoxou mulher no ônibus", "sicrano bateu na esposa", "beltrano humilha funcionárias e interrompe mulheres quando falam".

Ou seja: a marca de esmaltes utilizou atitudes positivas e elas, voluntariamente, associaram estas atitudes a atitudes disfuncionais. Na cabeça delas atitudes positivas não merecem o menor destaque, mas as atitudes disfuncionais merecem ser repetidas ad nauseam para passar a seguinte mensagem: homens não prestam.

E isso mostra bem o estado mental dessas criaturas que não lutam a favor de nada, mas contra o homem, o branco, a sociedade patriarcal, a burguesia, o capitalismo e até as mulheres que não aderem à sua paranoica guerra de gêneros. Guerra que aproveita qualquer coisa para virar "campo de batalha":

A gente nunca sabe quando elas vão arrumar briga por causa de uma marca de perfume, maquiagem, lingerie, esmalte ou qualquer outra coisa que elas não usam mesmo.

- E aí, feminista, como foi seu dia?

- A luta continua, hoje caí na porrada com um ESMALTE DE UNHA.

Não era melhor terem continuado ouvindo bandas EMO trancadas no quarto?

No Twitter: @mvsmotta


Sobre essa gente intolerante que se reúne para apoiar ditaduras


quarta-feira, 25 de março de 2015

O que mais o PT quer da Globo?


Os funcionários do PT em blogs, TVs estatais e veículos de imprensa sustentados com anúncios do governo reclamam todo dia sobre a Rede Globo, que seria um conglomerado de direita golpista, reacionária e fundamentalista interessada em derrubar um governo honesto e trabalhador cujo único pecado é ajudar os pobres.

Isso porque a Globo é a emissora do "Esquenta" que mais parece uma dramatização de aula em faculdade de humanas, a emissora dos 278 beijos gays, que apóia claramente o desarmamento e a manutenção da maioridade penal que permite que marginais sejam tratados como "crianças", que coloca um petista caricato como José de Abreu em novelas do horário nobre, que dá visibilidade a praticamente toda porcaria que teóricos de esquerda inventam para "reprogramar" a sociedade, fora o resto.

Agora, se essa Rede Globo é "conservadora" e "de direita", imagine se o PT e seus empregados tivessem que conviver com uma Fox News, que abrigava gente que até duvidava da nacionalidade de Barack Obama? Ou então um apresentador que colocou um boneco com a figura do presidente americano num pote com urina?

No mínimo exigiriam degredo, fuzilamentos e pelourinho para a "imprensa golpista". Só "controle social" seria muito pouco.

Exageros de lado, esse fato apenas prova que o PT não se contenta com adesão parcial, com a defesa de valores da sua reengenharia social, mas quer adesão total, quer mesmo é que toda a imprensa se comporte como um estudante profissional da UNE, um pelego da CUT ou um sem-terra que nunca viu uma enxada do MST.

O PT quer é o controle total.

A elite dos oprimidos


Sintam o grau do absurdo que eu li essa semana de uma aluna de federal:

- Aprendi no coletivo de mulheres que assim como um homem não pode opinar sobre a opressão contra a mulher, eu também não posso opinar sobre a opressão que sofre uma mulher negra, porque por mais que eu não concorde com algo que ela diga, só ela sente essa opressão na pele então só ela pode dizer algo a respeito, já que como branca eu estaria reproduzindo uma opressão se falasse algo.

Primeiro que se essa gente se juntasse em "coletivos" para fazer degustação de fezes o resultado não seria tão grotesco, depois que chega a ser chocante que este tipo de coisa que me recuso sequer a chamar de pensamento ou raciocínio encontre campo numa universidade, local onde pelo menos teoricamente está a elite intelectual de um país.

Criaram a teoria perfeita, já que é irrefutável pelo simples fato de ser proibido refutá-la.

O oprimido falou, tá falado, cale a boca e obedeça.

Confortável, né? E altamente lucrativo. Hoje a atividade que dá mais retorno no Brasil depois de saquear estatais é ser oprimido.

O resto que pague os dividendos.

terça-feira, 24 de março de 2015

Quem paga?


Uma questão pertinente é: este "manchetômetro" - um site que colhe notícias e as classifica como "contra" ou "a favor" do governo - é coordenado por um professor de universidade pública e provavelmente conta com serviço de gente que faz a coleta de dados para seus "estudos".

O último "estudo" cita nominalmente articulistas da grande imprensa que criticam o PT e o governo de Dilma Rousseff, ou seja, fez uma espécie de lista negra.

Estas pessoas que trabalham para o "manchetômetro" seriam alunos de universidades públicas e, caso positivo, bolsistas? Caso positivo de novo, bolsistas de que programa? Pago com o dinheiro de quem? Seriam funcionários? Concursados, terceirizados, temporários?

Utilizam que estrutura física, onde e, de novo, bancada por quem?

Porque se, veja bem, aqui é um grande SE, esse tipo de coisa é paga com dinheiro público, seja via bolsa de pesquisa, incentivo fiscal ou qualquer outra forma de dinheiro que não seja privado, é você, o pagador de impostos, que está bancando um aparelho petista para fazer listas negras que depois vão "embasar" pedidos de "controle da mídia", ou seja, censura.

Não lembro de terem me perguntado se eu concordo em bancar uma porcaria dessas.

Quando Safatle vai se entregar para a polícia?


O professor da USP - tinha que ser - Vladimir Safatle declarou, segundo o site Brasil 247 (6x40mil), que "quem defende ditadura deve ser preso por apologia ao crime", o que leva a uma pergunta necessária: isso inclui quem defende as ditaduras de Cuba e Venezuela?

Porque se for o caso, podemos começar prendendo já o PT, o PC do B, o PSOL, a CUT, a UNE, o MST, o MTST e uns 99% dos corpos docente e discente da USP.

Dê o exemplo e se entregue, professor!

No Twitter: @mvsmotta


segunda-feira, 23 de março de 2015

Algumas observações sobre esse estranho ano político dessa estranha época em que vivemos


- Mais importante que o impeachment da Dilma é chegar ao Lula e cassar os direitos políticos do morubixaba. O resto da tribo se mata sozinha.
- Lição do mês na escolinha do PT: se você já colou chiclete na carteira do colégio ou colou na prova não tem moral para criticar o petrolão.
- Fazer um pacote anti-corrupção sob medida para salvar empreiteiros e companheiros corruptos só mesmo o governo Dilma Rousseff é capaz.
- Tenho um amigo que ao invés de "alô" agora só atende o telefone falando "fora Dilma". Cada um fazendo a sua parte.
- Admiram tanto o Getúlio Vargas, mas não seguem o exemplo do ídolo.
- A UNE é um gato que não mia, não ronrona, não sobe em árvore e nem caça rato, ou seja, tirando comer atum não serve pra mais nada.
- Minto, um gato sozinho não é capaz de fazer tanta cagada quanto os estudantes que não estudam.
- Por falar em gente inútil, a Marta Suplicy era filiada ao PT desde que o Eduardo Suplicy ainda falava coisa com coisa, mas bastou trocar o partido pelo PSB que os blogs com banner da Caixa descobriram que ela é uma dondoca nascida em berço de ouro! Que furo de reportagem!
- Colaborar com o PT em troca de vantagens é o mesmo que aceitar fazer acordo com o diabo em troca de uma cobertura duplex no inferno.
- No meu tempo de adolescente os "oprimidos" eram as baleias. Tudo era "salvem as baleias". Era melhor, eu acho, baleia não invade e ocupa nada.
- Essas novelas vão testando os limites, em breve o amor inocente e "lindo" entre um estivador de 45 anos e um garoto de 15.
- Para o "progressismo" é assim: o adolescente tem consciência pra saber se quer virar travesti no colégio, mas não para ter maioridade penal.
- Bolsonaro só prejudica as susceptibilidades de gente fresca. A corrupção de Lula/PT MATA e não se vê tanta "justa indignação" contra isso.
- Bolsonaro e Feliciano falaram mal do milésimo "beijo gay" em uma novela e por isso foram tratados por setores da imprensa e da sociedade pior do que o Lula, a Dilma, o Dirceu, o Delúbio, o Genoíno, o Vaccari. Percebe algo errado nesses valores? Se não percebe, vai doar pra vaquinha de mensaleiro.
- Num país com Lula, Dilma, Dirceu, Haddad, Jandira, Delúbio, PT, etc., a lata do lixo da história vai estar muito cheia pra caber o Bolsonaro ou o Feliciano.
- Qualquer evangélico e conservador é melhor num cargo público do que um desses petistas que fazem missa negra com Lula, Dilma e João Santana.
- Esquerdista acha que detém moral e objetivo tão superiores que mesmo fazendo o mal é um mal que leva ao bem. Psicopatia mesmo.
- Eu gosto que agora eles declaram o apoio partidário que nem alguém confessaria que transa com galinhas "sou petista mesmo e daí?".
- Dos 51 milhões de eleitores do Aécio, não conheço um arrependido. Essa é a base de votos da oposição para 2018. A do PT só encolheu.
- Se aquele seu voto na Dilma fosse um real, hoje estaria valendo uns 30 centavos. Mandou bem, garoto!
- Lula diz que não vai permitir a "desintegração" do PT e vai pro embate, que é basicamente hoje a fonte da desintegração do PT na sociedade.
- O maior partido do Brasil hoje se chama anti-PT, daí qual a solução mágica do Lula? Entupir as ruas com MST, CUT, UNE, ou seja, MAIS PT.
- As pessoas de saco cheio do PT e Lula oferece gente de vermelho berrando raivosa, que já assustava em 89, quando o saco nem era cheio assim.
- Por mim quanto mais à esquerda o PT for e mais misturar sua imagem à do Boulos ou Stedile, melhor, volta pro buraco de onde saiu em 2002.
- Sério, parem de ler o Paulo Henrique Amorim. Ele ganha bem pra fazer aquele papelão, você que fica repetindo o que ele diz só paga mico.
- Funcionários dos Correios vão ter que arcar com rombo no fundo de pensão. Agora são fundos de pensão que estão desmoronando! Vou te contar, se oferecessem uma troca o Iraque recusaria o PT e continuaria com o ISIS.
- O PT é o estado islâmico só que sem a parte do martírio. Ao invés de se matar pra chegar ao paraíso eles preferem roubá-lo na terra mesmo.
- Por falar nisso, você aí concursado que tem fundo de pensão em estatal: não se esqueça de dar um abraço naquele seu colega petista pendurado em cargo comissionado.
- Estamos em março e a previsão da inflação já está em 8%, desse jeito antes do final do ano lacra o 13%.
- Nunca se investigou tanto APESAR DE UM GOVERNO na história deste país.
- A frase "o PT não inventou a corrupção" faz tanto sentido para inocentar o partido quanto "o Fernandinho Beira-Mar não inventou a cocaína".
- Tá com pena da Dilma, Fernando Henrique? Leva pra sua casa.

domingo, 22 de março de 2015

A elite branca desceu da varanda gourmet

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Finalmente a justiça resolveu dar uma liminar contra o maníaco da Suvinil e sustar o bacanal cicloviário em que o PT transformou São Paulo.

Ciclovias pintadas sobre asfalto esburacado, em locais onde ninguém passa, como vingança na frente da casa de desafetos políticos, em ruas residenciais sem movimento algum, passando por dentro de árvores, terminando embaixo de viadutos com pinta de local de desova de corpos, na frente de escolas obrigando os alunos a andarem pelo meio da rua com risco de serem atropelados, infernizando o já infernal trânsito de São Paulo, enfim, a transformação da maior metrópole da América do Sul num grande playground de prédio para hispters riquinhos que querem brincar de morar em Amsterdã.

Uma cidade brasileira para ter a qualidade e o estilo de vida das cidades mais desenvolvidas do mundo precisa primeiro pensar em saneamento básico, postos de saúde com médicos, escolas que não sejam meras formadoras de analfabetos funcionais e idiotas úteis da esquerda, metrô, trens e ônibus - transportes de massa de verdade, não modinha de playboy barbudo que paga R$ 3 mil numa bicicleta dobrável - interligados e que ofereçam algum conforto, segurança pública, entre outros.

Depois você pode se preocupar com perfumarias, tipo pintar uma faixa no asfalto para a estudante de humanas com cabelo roxo passear com sua bicicleta de cestinha.

Mas como o PT e seus admiradores acham que imagem é tudo, bastaram algumas latas de tinta para sentenciarem: agora São Paulo está virando uma cidade civilizada. Balela, claro, mas pra gente que acha que o PSOL é partido de povo e que vive num mundinho que não vai além da USP e cafeterias gourmet, tá bom demais.

E todo esse povo esclarecido, evoluído e que sabe o que é melhor para os outros foi para a rua protestar contra a liminar da justiça suspendendo a farra da tinta. Pela pinta, como adoram fazer os petistas com a manifestação alheia, se juntar todos os cartões de milhagem dos presentes dá para arrumar uma passagem de graça até Marte.

Cadê o povo? Cadê o pobre? Cadê o índio? Cadê o negro?

Parece que a elite branca finalmente desceu da varanda gourmet foi pra rua exigir que se pinte ciclovias até na sala de estar da casa dos outros.

P.S.: Acho a argumentação deles para desqualificar o protesto alheio ridícula, mas se for aplicada contra eles, como se vê dá no mesmo.

Agora se for chamada de corrupta e mentirosa não pode mais nem reclamar com o bispo


sábado, 21 de março de 2015

Da série "as catacumbas de um cérebro baldio"

(Clique na foto para ampliá-la)

Depois de colocar na capa JESUS no NATAL qual será a próxima atrocidade da Veja? O coelhinho da Páscoa na Semana Santa?

Controle da mídia já!

Pare e veja esta foto


Dilma Rousseff fingindo que dirige uma colheitadeira exibindo uma bandeira do MST.

Quando restar alguma dúvida que Dilma não se interessa minimamente pelo que têm a dizer os milhões que saíram às ruas no último dia 15/03, pare e veja esta foto.

Quando restar alguma dúvida que Dilma Rousseff não vai diminuir o tamanho do Estado para equilibrar contas, cortando cargos comissionados e repasses do seu dinheiro para bandos organizados que dão sustentação ao PT, preferindo ao invés disso aumentar os impostos de quem realmente trabalha e produz, pare e veja esta foto.

Quando restar alguma dúvida de que o caminho que o Brasil tomará caso o PT não seja devidamente jogado na lata do lixo ao qual pertence é mesmo o da venezuelização, pare e veja esta foto.

Quando restar alguma dúvida de que entre o país e seus próprios interesses, seus sanguessugas, seus corruptos e delinquentes de estimação, o PT irá sempre escolher os segundos, pare e veja esta foto.

Quando restar alguma dúvida de que o PT é autoritário e jogará o país no caos e na guerra civil antes de sair do poder, pare e olhe esta foto.

Quando restar alguma dúvida de que o "exército do Stedile" é sustentado com o seu dinheiro e recebe apoio direto do PT e do governo de Dilma Rousseff para cometer crimes pelo país afora, pare e olhe esta foto.

Agora, se quiser encontrar uma bandeira do Brasil ou alguma pessoa que se importe com os interesses do Brasil e dos seus cidadãos, esqueça, você não vai encontrar nada disso nessa foto.

O sábado fica sempre mais divertido quando verificamos a coerência petista. Menos ódio, gente, menos ódio (contra eles, claro, porque eles podem odiar até a sua sombra)

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sexta-feira, 20 de março de 2015

Deixando a república das bananas para trás


Em Cuba o "comandante" da "revolução" disputa eleições regulares consigo mesmo e é sempre reeleito. Na Venezuela o tiranete cucaracha de ocasião pode se reeleger quantas vezes quiser, em pleitos onde só ele aparece na TV e a máquina do governo é usada como rolo compressor.

Equador e Bolívia, duas prósperas democracias, seguem esse exemplo.

Na Rússia o dublê de czar e presidente tem direito a uma reeleição, depois coloca um boneco no interregno e retorna para mais dois mandatos. Soa familiar?

Os Estados Unidos foram governados nos últimos 14 anos por George Bush e Barack Obama. O eleitorado de um odeia o candidato do outro, num dos períodos mais polarizados da história do país.

Só que democratas e republicanos não miram o futuro olhando para nenhum dos dois. Os republicanos hoje se dividem entre apoiadores de Ted Cruz, Marco Rubio, Scott Walker, Chris Christie, Paul Ryan. Democratas debatem se a melhor opção é Hillary, Elizabeth Warren, Joe Biden, Jim Webb. Bush e Obama agora vão duelar nos livros de história.

Isso acontece porque nos Estados Unidos o presidente tem direito a exercer o cargo duas vezes, consecutivas ou não, e depois não pode mais se candidatar. Longe de "cercear direitos" isso garante a oxidação necessária para toda democracia se manter saudável e a salvo de pais da pátria e líderes carismáticos.

E mesmo que apareça algum (olha o Obama aí) essa gente pode assombrar o país por 8 anos no máximo, depois é rua. Projetos personalistas não resistem a isso.

Se houvesse tal emenda constitucional aqui no Brasil, hoje o PT não estaria tentando desesperadamente arrastar o governo Dilma II como um cadáver insepulto até 2018, à espera de Lula, o salvador das boquinhas.

O partido estaria depurando seu lixo e buscando novas lideranças para sobreviver e o Brasil não estaria preso num debate de 20 anos atrás, o velho Lula x FHC, petistas x tucanos.

Não é possível que não exista um deputado ou senador disposto a patrocinar isso, juntar assinaturas pelo país afora e, tal qual a lei da ficha limpa, criar uma pressão tal que o Congresso simplesmente referende o que os cidadãos já decidiram.

Há pelo menos 51 milhões de assinaturas por aí a espera de tal iniciativa.

Ainda não é proibido criticar Paulo Freire, do contrário, deveria ser estimulado


Vi várias pessoas "chocadas" com uma faixa exibida nas manifestações de 15/03 que dizia "basta de Paulo Freire".

Teve quem dissesse que ele é adotado na Europa e nos Estados Unidos, que existem setores dedicados a ele em bibliotecas universitárias no estrangeiro, que somente "idiotas" poderiam falar mal desse gênio da educação brasileira.

Ora, bolas, o método Paulo Freire é tão bom, com sua substituição de conhecimento por ideologia, com a tara de enxertar luta de classes emtodo buraco que puder, que a educação brasileira hoje é avaliada sempre entre as piores do mundo e o país é notório formador de analfabetos funcionais.

Eu mesmo, que já fui monitor de Sociologia Geral, vi alunos de federal (vários), que teoricamente seriam a nata da intelectualidade do país, não conseguirem se expressar de forma clara e concatenada no próprio idioma, mas saberem direitinho apontar opressores e oprimidos até numa fila do Mc Donald's.

Os Estados Unidos e a Europa adotaram também o Justin Bieber e o sovaco cabeludo, e daí? Usar esse tipo de argumento "ah, mas ele é admirado pela ONU, pelos europeus e americanos" soa bem esquisito em pessoas que acreditam que a CIA quer roubar o pré-sal, por exemplo. Quando convém, os "estadunidenses" servem até para uma faláciazinha de autoridade marota? Faz-me-rir.

O problema não é só "basta de Paulo Freire" com sua "pedagogia do oprimido", mas saber como recuperar todo o estrago que esse lixo já fez.

Garanto também que existem prateleiras e mais prateleiras de livros sobre distúrbios sexuais em universidades estrangeiras, mas nem por isso você deve ensinar coprofilia para crianças em idade escolar, ainda que fique difícil decidir o que é pior: se a coprofilia ou substituir história, geografia e demais matérias curriculares por variações de "luta de classes".

Acho que dá empate.

quinta-feira, 19 de março de 2015

Fernando Haddad voltou a dar aulas na USP essa semana. Resta desejar a ele melhor sorte e sucesso do que como prefeito


A picuinha dos "justos"


Ontem eu estava percebendo o comportamento do deputado BBB - Não sei como ele mesmo aguenta aquela vibe de briga de manicure em salão de travesti dele 24 horas por dia - e todos os defensores de uma tolerância histérica e raivosa que ele simboliza mas que não é nem de longe o único propagador.

A tal luta por "direitos" e pela "diversidade" e "tolerância" já deixou de ser só isso há um bom tempo. Hoje é apenas picuinha pura e simples. A intenção, na maioria das vezes, não é aceitação, mas chocar, só.

A cada "beijo gay" nessas novelas que mostram filhos matando pais, maridos traindo esposas, irmãos roubando irmãos, eles não comemoram a inclusão de uma de suas vacas sagradas no rol obrigatório de itens que compõem os folhetins televisivos, a saber: o núcleo pobre, a bichinha caricata, a vilã ou o vilão, a arrivista social, a empregada gostosa que namora o motorista, o bon vivant, o velho bonzinho, o velho que é o capeta e vai se redimir ao final, o casal fofo, etc. Agora tem o "beijo gay" em toda novela, pode perceber.

Mais um pouco e para inovar terão que mostrar um beijo gay entre um ganso e um avestruz. Mas divaguei.

Eles não comemoram o fato em si, mas o quanto o fato choca e irrita os outros. Perceba os comentários. "Vai ter beijo gay sim, engole", "delícia ver esses crentelhos esperneando com o beijo gay", "tooooma, família tradicional", rola até um "chupa Feliciano". Como se nota, o regozijo é com a afronta ao outro e não com a conquista em si.

O grande lance é chocar. Propor um livro infantil com um herói translesbocishermafrodita que fuma maconha, exigir professores travestis em escolas de adolescentes, coisas do tipo. A intenção é o embate em si e não os resultados deste.

Por isso é até chocante ver alguém dizer que um casal com os filhos é algo de "embrulhar o estômago", como já vi algumas vezes. Essa gente anda tão fixada na defesa de conceitos heterodoxos de família que esqueceu da tolerância e passou a odiar a família tradicional.

É o mesmo tipo de gente que se choca com um gay apanhando, mas que vibrou com um vídeo que circulou na internet que mostrava um pederasta surrando um homem desacordado. Os comentários por onde quer que o vídeo tenha sido mostrado são elucidativos: todos aplaudindo a "merecida surra" no "homofóbico", quando tudo não passou de crime de agressão propriamente dito. Mas depois do "você não entende o que o negro passou" virá aí o "ele é gay, ele pode".

Trocaram o sinal e só.

São tão intolerantes e raivosos quanto quem acusam. Soldadinhos da "luta de classes" transformada em guerra dos sexos.

quarta-feira, 18 de março de 2015

Menos ódio, mais democracia, a não ser que você seja "coxinha"

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Uma família - casal e dois filhos - resolveu aproveitar seu domingo de folga para aderir aos protestos contra o governo corrupto de Dilma Rousseff. Marido e esposa trabalham, pagam impostos e criam duas belas crianças ensinando a elas seus valores, um direito garantido pela Constituição.

Não cometeram nenhum crime, não incitaram ninguém a cometer qualquer crime, apenas estiveram lá junto com outros milhões de brasileiros enojados com o teatro dos canalhas que ocorre no Palácio do Planalto e tiraram uma foto em família, para recordar o momento em que o brasileiro deixou só um pouco de lado sua habitual tolerância com cafajestes.

A família em questão era a da jornalista Rachel Sheherazade, do SBT e da Jovem Pan, a corajosa comentarista que a esquerda doentia ama odiar.

No Brasil de hoje você é proibido de dizer que não gostou do Maranhão ou então é multado por dizer obviedades, como a afirmação de que dois machos ou duas fêmeas não se reproduzem. Isso não pode.

Mas desejar o estupro de Rachel pode, como no caso que envolveu o "filósofo" Paulo Ghiraldelli e que não deu em nada. Ah, se ele falasse algo da dona Maria do Rosário, por exemplo, aquela que pode caluniar e difamar uma pessoa chamando-a de "estuprador" e ainda sair como vítima, daria confusão. Mas como foi só uma "reacionária", tudo bem. Ela merece ser estuprada.

A nojeira dessa vez foi a ex-jornalista da Carta Capital e atual blogueira e comerciante de camisetas Cynara Menezes, que sem o menor cuidado com a exposição de crianças menores de idade à ira santa da seita lulopetista postou a foto da família de Rachel em sua conta do Twitter com a legenda "cuidado com essa imagem que vou mostrar agora, é para estômagos fortes".

O que se seguiu, sem reprimendas da "Socialista Morena", foi um festival de impropérios e baixarias, onde seus leitores - maioria esmagadora de esquerdistas-petistas-socialistas, etc. - chafurdaram numa grosseria que talvez envergonhasse até um ou outro frequentador de botecos imundos nas imediações de faculdades de humanas.

Ofensas às crianças, à religião da apresentadora, à sua família, tem de tudo, menos o menor senso de civilidade. Fossem os filhos de Rachel pivetes que assaltaram ou mataram alguém e se esconderam atrás do "Estatuto da Criança e do Adolescente", um desses "dimenor", talvez merecessem mais consideração. Mas eram apenas "mini-fascistas", nas palavras de um leitor da "Socialista".

E é esse tipo de gente que fica por aí pedindo "menos ódio e mais democracia", como se no "mundo ideal" deles pessoas como a Rachel não fossem caçadas impiedosamente e destruídas sob todas as formas possíveis e imaginárias.

Exagero meu? Pode ser, mas o comportamento deles não enseja nada que já não tenha existido nas mais bestiais e bizarras ditaduras ao longo da história.

Esta é a récua que deseja dominar o Brasil. E é contra ela que Rachel saiu às ruas.

Daí a raivinha descontrolada.

Bibi de novo e a democracia israelense


Ontem Israel foi às urnas. Contra a pressão do anti-israelense Barack Obama e a má vontade da imprensa esquerdista mundial, Benjamin Netanyahu conseguiu uma vitória decisiva.

O Likud, seu partido, conquistou entre 29 e 30 cadeiras no Knesset, o parlamento israelense, tornando-o apto a formar um novo governo por mais quatro anos. Para se ter uma idéia da magnitude do feito, há uma semana era dúvida se o Likud sequer sairia na frente, no entanto Bibi Netanyahu venceu em 8 das 10 maiores cidades de Israel, incluindo Jerusalém.


Mas o que merece destaque além disso é a natureza da democracia israelense.

Para ultrapassar uma nova cláusula de barreira, vários partidos da minoria árabe - olha que coisa, eles até concorrem nas eleições - se uniram na "Lista Árabe" e conquistaram em torno de 13 cadeiras.

Dentro desses partidos, está o Balad, liderado pela parlamentar Hanin Zoabi, uma árabe-palestina que é contra - atenção - a EXISTÊNCIA do Estado de Israel, classificado por ela como "não democrático".

Veja que horror essa ditadura sionista! Não só permite que alguém que é contra a sua própria existência exerça livremente a política, como possibilita que a mesma chegue a ter um assento no parlamento.

Nem serei ingênuo de perguntar se existe algo semelhante - um partido judeu contra a própria existência do país - em lugares como o Irã, a Arábia Saudita, o Egito ou qualquer outro país dominado por muçulmanos.

Gostaria de saber apenas quantos cidadãos judeus livres, com direito à participação política, organização partidária e cidadania existem nesses países.

O número será igual ao de democracias árabes existentes na região.

P.S.: Gratz, Bibi! Gratz, Israel!

As Crônicas da Nárnia do PT

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Histórias sobre a "intolerância" da "classe média branca" se espalham pelo país para colocar o PT, partido cleptocrata e liberticida, como vítima de uma direita raivosa.

Uma dessas que ficou famosa foi de um cachorrinho "esganado" num supermercado só porque usava um lenço vermelho no lugar da coleira. Nenhuma filial do supermercado citado confirmou a história, mas, como sempre, a rede esgoto do PT na internet já se encarregou de espalhá-la.

E nessa mesma levada me enviaram a história de uma moça que foi "agredida" na rua só porque estava portando envelopes com a estrela do PT. O relato é elaboradíssimo, no entanto a moça "não lembra do rosto" do tal homem. Vamos às melhores partes.

A moça inicia o relato com um título que já fica perfeito para os compartilhamentos nas redes sociais "O ÓDIO QUE MOBILIZA O 15 DE MARÇO", assim mesmo, berrando em caixa alta como sói a todo militonto. Note que ela escreveu isso no dia 14, quando logicamente as manifestações do dia 15 ainda nem tinham ocorrido, mas já sabia que no dia seguinte hordas de coxinhas hidrófobos estariam na rua disseminando o ódio.

Mais à frente ela diz que atravessava um local muito movimentado do centro do Rio de Janeiro, carregando "no braço esquerdo próximo ao peito - como quem leva materiais para a escola - quatro envelopes brancos timbrados com a estrela do PT, bem pequena na parte superior". Singelo, não? O braço esquerdo, junto ao peito como a Chapeuzinho Vermelho voltando da escola, carregava pequenas estrelinhas do PT.

Continua ela: "sequer reparei que um homem se aproximava, homem branco, óculos na cabeça, calça jeans e uma blusa branca, por volta dos 40 anos. Quando noto sua presença ele já está com a mão indo direto na minha barriga mas com a intenção de puxar os envelopes, ele puxa o material e acaba por me dar um soco na boca do estômago, tudo cai no chão e ele sem respeito algum grita na minha cara jogando saliva pra tudo que é lado FORA DILMA".

A descrição é sob medida: branco, bem vestido, por volta dos 40, ora, só pode ser um machista de classe média que bate na mulher, defende os "bons costumes" e tem uma amante. O sujeito simplesmente dá um soco nela e grita "fora Dilma", salivando tal qual um cão raivoso da elite golpista.

Ela prossegue contando que ficou "pasma", mas só conseguiu recolher tudo que caiu enquanto o homem se afastava lentamente, sem que ninguém fizesse nada contra tal agressão gratuita, nossa heroína então apenas seguiu seu caminho.

Mais adiante ela segue o relato de sua aventura épica: "depois de chegar no meu destino, em menos de 5 minutos, compartilhei com alguns companheiros e companheiras o que havia acontecido, felizmente pude encontrá-las (os) e me tranquilizar".

Veja que coisa mais linda! A simples presença dos companheiros do PT, essa gente boa e do bem que só quer um mundo melhor e ninguém compreende, bastou para que ela ficasse calma. Nenhum companheiro quis ir procurar o cara, levar a mocinha numa delegacia, nada, o tempo é curto e a defesa do melhor governo da história do mundo não pode ficar em segundo plano.

Terminado o relato propriamente dito, a moça divaga: "não consigo compreender como as pessoas chegaram a este ponto". Nós contra eles, "vamos exterminar essa gente", "coxinhas na varanda gourmet", etc., não passa pela cabeça da lindona. "Chegamos a este ponto" porque essa elite não se conforma em andar do lado da empregada no avião.

O solilóquio de botequim continua: "o ódio virou o grande mobilizador dos que vão às ruas amanhã, um ódio de classe na minha opinião. O que eu passei foi hostil, mas o meu intuito não é criar uma vítima mas sim atentar a todas (os) para este fato político".

Veja, que criatura boa! Apanhou calada apenas para que as pessoas sejam alertadas para o "ódio de classe" (dos outros, claro), quase uma Joana D'Arc vermelha.

A baboseira ainda continua, mas nos comentários é que a coisa fica engraçada. Aflito, um companheiro da moça está decidido a levar o meliante que a agrediu para as barras da justiça, e começa seu trabalho de CSI cucaracha:

- Conseguiria identifica-lo? É importante ir à polícia, menina. Imagina se um maluco desses resolve sair armado pela rua. - Pergunta ele.

E ela:

- Não consigo lembrar direito do rosto. - Note que lembra dos óculos, da roupa, do lado para onde o cara andou e até da saliva do sujeito, mas rosto não, rosto é íntimo demais.

O detetive de fancaria não desiste:

- Se tiver comércios com câmeras ali próximo, talvez, a polícia, se tiver boa vontade em investigar, possa identificar o agressor. - Essa polícia opressora a serviço dos patrões pode servir para algo e ajudar a resolver o crime.

Ela não se dá por vencida:

- Mas era dentro, não tem câmera, perguntei pro segurança do parque depois. - Ela até queria fazer algo, mas não dá, companheiro, compartilha o relato aí e para de perguntar.

Só que o Sherlock das bananas está decidido:

- Eu digo do lado de fora. Pegar as filmagens de comércio do lado da rua da direção de onde ele veio e da rua para onde ele se dirigiu. - Ah, agora ele solucionou o crime!

Que nada:

- Nem vou correr atrás disso, na boa, eu não quero que isso se prolongue, sabe? Postei no intuito de comunicar, avisar o que acontece todos os dias com nós militantes.

Veja que a guerreira vermelha está com a faca e o queijo na mão: um machista branco de classe média para ser exibido em desfile pela cidade e apedrejado pelos justos, mas isso seria "prolongar a história", então ela, mui desapegadamente, apenas comunica e avisa ao mundo o que acontece TODOS OS DIAS com os pobres militantes do PT que só querem um mundo de pelúcia e torneiras de Nutella.

Nesse momento Aslan deu um rugido e eu voltei pro guarda-roupa, a Nárnia original me espera.

terça-feira, 17 de março de 2015

Golpe é Dilma não sair


Só para esclarecer: se você mora no Brasil, você vive num país onde é considerado ilegal roubar dinheiro de estatais e usar para financiar campanhas eleitorais. Não importa se você usa o TSE como lavanderia para esse dinheiro sujo, continua sendo ilegal.

De acordo com as leis do país em que você vive, também é crime um funcionário público roubar e/ou tolerar ladrões, não interessa se é ex-metalúrgico, ex-guerrilheiro ou ex-cafetão, é crime e ponto.

Ainda de acordo com a coleção jurídica deste estranho país, uma vitória eleitoral se torna ilegítima caso obtida por meios criminosos e fraudulentos, assim como um ocupante de cargo eletivo perde a moral, a legitimidade e legalidade para exercer este cargo caso pratique ou tolere crimes. Corrupção ativa, corrupção passiva, prevaricação, tudo isso torna nula a validade do mandato.

Ainda segundo estas leis não interessa se o suposto delinquente foi eleito com 50 milhões ou 50 bilhões de votos, e nem se isso ocorreu há dois meses ou há dois séculos: foi pego com a boca na botija, é rua.

Dito isto cabe lembrar também que não existe neste país pitoresco nenhuma lei criminalizando quem pede a saída de um presidente, quem reclame de um partido que rouba demais e faz de menos, quem peça para não pagar tantos impostos e taxas para sustentar vagabundos ou quem manifeste asco deste ou daquele partido.

Fazendo isso em paz, sem depredar patrimônio público ou privado, respeitando as forças de segurança e sem promover arruaça, protestar é um direito garantido pela mesma lei que impede o governante de ser corrupto ou prevaricador.

Respeitar as leis é questão de cidadania, cidadania é requisito e razão de existir da democracia, logo quem faz o que a lei permite e não faz o que a lei veda - estamos falando de um país democrático e não de leis de uma ditadura como a Venezuela, por exemplo - é um democrata.

Restando provado que Dilma Rousseff foi eleita e reeleita com financiamento de dinheiro sujo roubado pelo PT da Petrobras, ela se torna uma presidente ilegítima. Seu lugar passa a ser no banco dos réus e depois na cadeia e não na cadeira presidencial.

Dizer que impeachment é golpe, que "não aceita impeachment" portanto é coisa de fora da lei, de golpista. Rasgar a lei para defender o chefe, é coisa de golpista. Defender que um mandato ilegítimo e ilegal não seja cassado, é coisa de golpista. Clamar pela censura para abafar crimes do seu bando, é coisa de golpista. Incentivar agressões a quem se opõe democraticamente ao seu partido, é coisa de golpista. A lista é imensa, tudo coisa de golpista.

Hoje, no Brasil, o golpismo veste vermelho. Aliás, vermelho é a cor preferida do golpismo.

Eles gostam de berrar "não passarão" para os que a eles se opõem, pois eu digo: eles passarão sim. Passarão para as páginas policiais e de lá para a lata do lixo da história, de onde não mais sairão.
Os verdadeiros golpistas.

segunda-feira, 16 de março de 2015

O Lobo Underwood


Do deputado Eduardo Cunha, presidente da Câmara, em entrevista ao programa Roda Viva, na TV Cultura:

- Não há motivos para impeachment neste momento.

Atenção para este trecho: N-E-S-T-E M-O-M-E-N-T-O. :) 

Sabe quando ele diz que o impeachment da Dilma é descabido, inconstitucional ou impensável? É a mesma coisa que diretoria de time dizendo que o técnico está prestigiado. Geralmente ele cai na mesma semana.

Eduardo Cunha jamais iria dizer assim do nada que só está esperando a oportunidade para jogar o impeachment da Dilma no plenário, ainda que estivesse pensando nisso (o que não afirmo que esteja). Ele não chegou onde chegou sem ser considerado um político de massas, mas, ao contrário, o Frank Underwood brasileiro, abrindo o jogo assim no mole, oferecendo o flanco para o adversário.

O dia que o Eduardo Cunha falar em admissibilidade de impeachment, podem ter certeza de que a Dilma já caiu. Por enquanto ele vai se cacifando com jogadas de mestre, envolvendo adversários e colhendo alianças. 

Arrisco a dizer que o Cunha é hoje o maior estrategista do país. Não é um monstro na oratória e nem no carisma, mas é um gênio no xadrez e  já percebeu uma coisa: com o PT só existe espaço para petistas ou lacaios e ele não quer ser nenhum dos dois.

Por isso não abre o jogo, emite sinais trocados e confunde a platéia. Mas preste atenção nisso que ele disse hoje no Roda Viva:

- Vi duas pautas nas manifestações do dia 15 de março: contra a corrupção e contra o governo.

E mais:

-  O PT passou a fazer tudo aquilo que condenava e pensava que nós fazíamos.

Ou seja, o Frank Underwood brasileiro está que nem um lobo faminto escondido na moita esperando o cabritinho montês passar dando mole. Quando isso acontecer, bem, Dilma vai acordar dentro de um caminhão de mudança.

Mas se tiver que ser, não será agora. Não neste momento.

O ISO 13000


Não pode: branco, elite, classe média, quem mora em apartamento que tem varanda gourmet, se não tiver varanda gourmet também, camisa da CBF, selfie com PM, coxinha, morador de bairro nobre, fã de Game of Thrones, eleitor do Aécio, o Bolsonaro, tiozão fã de milico, chamar a Dilma de corrupta, food truck, bandeira do Brasil (coisa de fascista), cartaz em inglês, preto ser anti-PT, dizer que não quer que o Brasil seja uma nova Cuba ou Venezuela, comparar comunismo com nazismo, vaiar repórter da Carta Capital (eles podem apedrejar os da Globo), pedir impeachment ou renúncia, etc., etc., etc.
Acompanhe em tempo real a elaboração da lista petista de proibições e situações que desqualificam automaticamente protestos e tornam 2 milhões de pessoas na rua uma nota de rodapé irrelevante.
A lista está pequena, mas vai crescendo na medida em que aumenta o desespero da turma da boquinha.