domingo, 22 de março de 2015

A elite branca desceu da varanda gourmet

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Finalmente a justiça resolveu dar uma liminar contra o maníaco da Suvinil e sustar o bacanal cicloviário em que o PT transformou São Paulo.

Ciclovias pintadas sobre asfalto esburacado, em locais onde ninguém passa, como vingança na frente da casa de desafetos políticos, em ruas residenciais sem movimento algum, passando por dentro de árvores, terminando embaixo de viadutos com pinta de local de desova de corpos, na frente de escolas obrigando os alunos a andarem pelo meio da rua com risco de serem atropelados, infernizando o já infernal trânsito de São Paulo, enfim, a transformação da maior metrópole da América do Sul num grande playground de prédio para hispters riquinhos que querem brincar de morar em Amsterdã.

Uma cidade brasileira para ter a qualidade e o estilo de vida das cidades mais desenvolvidas do mundo precisa primeiro pensar em saneamento básico, postos de saúde com médicos, escolas que não sejam meras formadoras de analfabetos funcionais e idiotas úteis da esquerda, metrô, trens e ônibus - transportes de massa de verdade, não modinha de playboy barbudo que paga R$ 3 mil numa bicicleta dobrável - interligados e que ofereçam algum conforto, segurança pública, entre outros.

Depois você pode se preocupar com perfumarias, tipo pintar uma faixa no asfalto para a estudante de humanas com cabelo roxo passear com sua bicicleta de cestinha.

Mas como o PT e seus admiradores acham que imagem é tudo, bastaram algumas latas de tinta para sentenciarem: agora São Paulo está virando uma cidade civilizada. Balela, claro, mas pra gente que acha que o PSOL é partido de povo e que vive num mundinho que não vai além da USP e cafeterias gourmet, tá bom demais.

E todo esse povo esclarecido, evoluído e que sabe o que é melhor para os outros foi para a rua protestar contra a liminar da justiça suspendendo a farra da tinta. Pela pinta, como adoram fazer os petistas com a manifestação alheia, se juntar todos os cartões de milhagem dos presentes dá para arrumar uma passagem de graça até Marte.

Cadê o povo? Cadê o pobre? Cadê o índio? Cadê o negro?

Parece que a elite branca finalmente desceu da varanda gourmet foi pra rua exigir que se pinte ciclovias até na sala de estar da casa dos outros.

P.S.: Acho a argumentação deles para desqualificar o protesto alheio ridícula, mas se for aplicada contra eles, como se vê dá no mesmo.
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